Presidente de comissão recua, e impeachment deve acabar em agosto | Fábio Campana

Presidente de comissão recua, e impeachment deve acabar em agosto

LIRA

Mariana Haubert, Folha de S. Paulo

O presidente da comissão especial do impeachment, Raimundo Lira (PMDB-PB), recuou nesta segunda-feira (6) da decisão de encurtar os prazos de trabalho do colegiado e decidiu manter os 15 dias inicialmente estabelecidos para que a acusação e a defesa da presidente afastada Dilma Rousseff apresentem suas alegações finais. Com isso, a votação final do impeachment deve acontecer apenas em agosto.

Na semana passada, o peemedebista acatou um pedido da senadora Simone Tebet (PMDB-MS) para que o prazo fosse reduzido para cinco dias para cada uma das partes. A decisão gerou uma discussão entre a base aliada e a oposição na reunião da última quinta-feira (2), que acabou durando mais de dez horas.

O ex-ministro da Justiça e ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo, responsável pela defesa de Dilma, recorreu ao presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski. Segundo a Folha apurou, o ministro indicou que derrubaria a decisão da comissão. Diante da sinalização, Lira decidiu rever sua posição nesta segunda.

Após a votação da admissibilidade do impeachment de Dilma, que culminou com o afastamento por até 180 dias da petista do cargo, Lewandowski passou a ser o responsável pelo processo.

Na última sexta-feira (3), o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), divulgou nota em que disse ver com “preocupação as iniciativas de comprimir os prazos” na tramitação do processo de impeachment de Dilma Rousseff.

No início da reunião desta segunda, Lira comunicou aos demais senadores que tomou a decisão depois de conversar com outros colegas. Ele também informou que Tebet não irá recorrer da mudança de calendário.

O presidente do colegiado foi elogiado por senadores que defendem Dilma. “O senhor restabelece, sem dúvida, um direito que estava sendo tirado da presidente Dilma, o direito de defesa”, afirmou Telmário Mota (PDT-RR).

Dessa forma, a comissão deve aprovar, ainda nesta segunda, o cronograma proposto por Anastasia. Nele, a previsão é de que Dilma Rousseff seja interrogada pela comissão em 20 de junho.

fOTO: Eduardo Anizelli/Folhapress


4 comentários

  1. Juca
    segunda-feira, 6 de junho de 2016 – 18:51 hs

    Ainda assim Dirceu Borboleta ( José Eduardo Cardozo), Coronel Odorico (Lindberg Farias) e as irmãs Cajazeiras (Gleisi, Vanessa e Fátima Bezerra) não se contentaram e vão continuar implicando com tudo!

  2. Antonio Carlos
    segunda-feira, 6 de junho de 2016 – 19:07 hs

    Até lá a querida companheira já já terá renunciado, com tantas denúncias a ela não restará outra saída.

  3. Zé Venancio
    segunda-feira, 6 de junho de 2016 – 19:31 hs

    O risco de sacramentar a volúpia do PSDB em morder a jugular de Dilma e exterminá-la de uma vez poderia fazer virar mingau o processo todo…
    Do jeito que está, atabalhoado e maltrapilho, já corre riscos tremendos…

    Se entrar água no chopp dos golpistas, será a piada do século, aliás da história do país…

    “nunca na história deste país” (já diria um metalúrgico famoso de nove dedos…).

  4. FUI !!!
    terça-feira, 7 de junho de 2016 – 4:41 hs

    Infelizmente lei é lei e precisa ser cumprida. Se em agosto a dona
    Dilma for afastada definitivamente estará bom demais.

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