'Vamos cortar despesas e privilégios dos que não precisam', diz Meirelles | Fábio Campana

‘Vamos cortar despesas e privilégios dos que não precisam’, diz Meirelles

Henrique-Meirelles

Folha de S. Paulo

Em suas primeiras declarações no cargo, o novo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, prometeu nesta sexta-feira (13) cortar “despesas e privilégios daqueles que não precisam”, em referências às desonerações tributárias a empresas.

Meirelles esteve na manhã desta sexta-feira do programa “Bom Dia Brasil”, da “TV Globo”. O ministro participa nesta manhã da primeira reunião ministerial do presidente interino, Michel Temer.

“A despesa tem diversos componentes. Por exemplo, nós temos desonerações, a chamada ‘Bolsa-Empresário’, valores que o governo deixa de arrecadar e que poderiam e deveriam ser pagos pelas empresas”, disse. “Vamos cortar despesas, privilégios daqueles que não precisam”.


Meirelles disse ainda que os cortes não devem atingir os programas sociais. “Evidentemente, os programas sociais, que são valores menores do orçamento, mas que são fundamentais para aqueles que precisam, serão mantidos”.

O ministro afirmou ainda que está fazendo um levantamento para saber qual a verdadeira situação das contas públicas do país. Segundo ele, o primeiro foco de seu Ministério será controlar o crescimento das despesas públicas.

“Nós estamos trabalhando num sistema de metas de despesas públicas onde não haja crescimento real das despesas, nós vamos estabelecer o nominalismo, isto é, as contas deverão ser mantidas em termos nominais [sem descontar a inflação]”, disse.

Previdência

Outra medida polêmica, a reforma da Previdência, também será levada à frente por Meirelles. A ideia é estabelecer uma idade mínima com uma regra de transição.

“Sim, haverá uma idade mínima de aposentadoria. O que estamos estudando é exatamente quais as regras de transição”, disse. “Existem muitos grupos que já têm estudos avançados disso, inclusive no governo. Não é novidade. O caminho está claro. Idade mínima com a regra de transição e que seja eficaz. De um lado que não seja tão longo que não faça efeito e, de outro lado, que não seja tão curto que não seja inexequível”.

O ministro prometeu ainda adotar medidas “duras”, mas “necessárias” para que a trajetória da dívida seja sustentável e para que todos confiem que o país “vai ser solvente no futuro”.

A proposta de recriação da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) não será retirada de pauta. “Preferencialmente, não se deveria haver aumento de imposto. No entanto, existe uma prioridade, que é o equilíbrio das contas públicas”.

Bancos Públicos

Ele também defendeu nomeações técnicas e profissionais para administrar os bancos públicos.

“As nomeações têm que ser técnicas, profissionais. Não serão nomeados profissionais que não passem em um crivo pessoal meu”, afirmou o novo ministro. “Esta é uma área que eu conheço bem, trabalhei muito tempo em bancos, e acredito que teremos condições de ter uma administração técnica e profissional”.

Em sua tentativa de ganhar apoio contra o impeachment, a presidente afastada Dilma Rousseff havia colocado na mesa de negociações postos no Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e BNB (Banco do Nordeste do Brasil).

“Isto não é instrumento de política. Isto é instrumento sim de crédito, de poupança”, afirmou Meirelles na entrevista. “Portanto, os bancos públicos têm que ser administrados como entidades financeiras públicas, que estão aqui para financiar o consumo e a produção”.

Sobre o presidente do Banco Central, que deixará de ter status de ministro, Meirelles afirmou que será apresentada uma emenda constitucional que garantirá que ele mantenha foro privilegiado —que será estendido a toda a diretoria do BC.


10 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 11:34 hs

    Desde os tempos de JK, que abaixou as calças do Brasil para trazer a indústria automotiva, este setor é o mais privilegiado de todos, com leis de apoio, incentivos e desonerações. Uma aliança entre os empresários e o peleguismo sindical lulopetista sustenta esta indústria e o baronato sindical à pã-de-ló. O ex-ministro Mario Henrique Simonsen dizia que a indústria automotiva quando desembarcava em BSB trazia um pedido de benesses numa mão e uma ameaça de desemprego na outra. O Barba que o diga…

  2. Pietra Schutz
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 11:42 hs

    CPMF é assaltar o povo. Existem outras formas de aumentar a arrecadação e diminuir as despesas públicas, tais como: extinguir o fundo partidário que só em 2015 tirou do bolso dos cidadãos o montante de R$811.285.000,00 (fonte TSE); as verbas de gabinete pois se o político quiser assessor que pague com o seu salário; diminuir o número de deputados e senadores, afinal política não deve ser profissão e sim um período para servir ao país.

  3. Zé Ninguém
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 12:07 hs

    Empresa que precisa de privilégio para existir nem deveria existir, mas em Pindorama sempre foi assim, os que menos precisam sempre os que mais privilégios tem.

  4. QUESTIONADOR
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 12:35 hs

    -Também dos politicos e arregados??? Ou arrocho fica como sempre no colo da população????
    -Senhor Meirelles é bom o senhor não falar bobagens e começar cortando gastos dos políticos em suas inifinitas benesses para depois pedir algo(volta da cpmf) para a população já espoliada o suficiente por 13 anos de corrupção!!!
    -Mais um lembrete, o senhor em nada difere dos demais políticos, pois esteve ao lado do ex-presidente molusco de nove dedos….
    -Seria bom que este governo mostre credibilidade fazendo dever de casa e não onerando mais os cidadãos!!!

  5. eleitor
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 13:42 hs

    NÃO TENHO NENHUM PARTIDO POLITICO DE PREFERENCIA POIS SÓ MUDA O ROTULO A
    FARINHA É A MESMA,AGORA TEM CORTAR
    NUMEROS DE PARTIDOS TEMPO NO PODER
    ESSA BANDIDAGEM VAI CONTINUAR POIS
    VÃO FERRAR COM NOS POVO BRASILEIRO
    PORQUE NÃO CORTAM OS BENEFICIOS DE
    TODOS OS POLITICOS QUE SO DA PREJUIZO
    PARA NAÇÃO (OS 3 PODERES). E ENQUANTO
    TIVERMOS POLITICOS EM MINISTERIOS SEM
    FORMAÇÃO SUPERIOR NA SUA FUNÇÃO VAI
    FICAR ESSE BREZZIL .CORTAR GASTOS SIM
    A COMEÇAR POR ELES QUE TEM UMA
    APOSENTADORIA COM SALARIO E VANTAGEM
    ENCORPORADOS.NOS PAISES SERIOS POLITICO
    NAO TEM SALRIOS E VANTAGENS QUE NO
    BREZZIL TEM E AI FALA EM ORDEM E
    PROGRESSO TROCAMOS 6 POR 1/2 DUZIA

  6. LENZA TOLEDO
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 15:16 hs

    Em Pindorama tem privilégios? Nem o Nené teve.

  7. sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 16:38 hs

    O Sergio pelo visto está fora pois, já é “guri” de programa da terceira idade (passivo) !

  8. sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 20:56 hs

    Eu votei no PSDB, + se a CPMF voltar não voto + nem no PSDB e nem no PMDB, pq combatiam o PT quando tocavam nesse assunto, e se isso acontecer, o governo só mudou de nome, pois se um país está em crise, o imposto não pose ser aumentado, ao contrário. Se for assim, é melhor a Dilma e o PT voltarem.

  9. sgto tainha
    sexta-feira, 13 de maio de 2016 – 23:20 hs

    Esse ABestado.
    H Meirelles deve começar a cobrar os impostos- NAO RECOLHIDOS,……….. da Rede Globesta, Record SBT, do Rato mulambo do Parana,….a outros apaniguados e amices de Lula, Dilmadicoa , TEMER e outros bandidos.
    Afinal nao vamos lafar de crise,…vamos trabalhar…

  10. Helena
    sábado, 14 de maio de 2016 – 19:45 hs

    Acho que o melhor exemplo seria cortar muitas despesas dos poíiticos que além de ganhar um salário altíssimo , ainda tem verbas para todo tipo de coisas. E não sei porquê a Dilma tem que avião à disposião para viajar para o Brasil todo e para onde ela quiser, para quê hein? Continuar a mentir para o povo, enganando novamente ?! Tem muitos que irão acreditar! E gastando nosso suado dinheiro? Poupem a nós trabalhadores brasileiros desse absurdo!

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