Paraná cria força-tarefa para assentar 10 mil famílias acampadas | Fábio Campana

Paraná cria força-tarefa para assentar 10 mil famílias acampadas

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O governador Beto Richa recebeu nesta quarta-feira (25) dirigentes do MST para discutir uma pauta conjunta sobre as questões fundiárias do Paraná. A final encontro, foi anunciado que o Estado dará suporte ao Incra em uma força-tarefa para assentar as 10 mil famílias que vivem em acampamentos no Estado.

O assessor especial para Assuntos Fundiários, Hamilton Serighelli, ressaltou que, ao longo dos últimos cinco anos, o Estado vem atendendo as demandas do movimento nas áreas da saúde, educação, cultura, esporte e na produção agropecuária. “Foi uma reunião produtiva e de pacificação. Nunca perdemos de vista a mesa de negociação e o entendimento”, disse Serighelli. “Desde 2011, estabelecemos o programa Paz no Campo. É isso que o governador e movimento querem”, afirmou. Todo o processo que temos é de entendimento e negociação”, ressaltou.

DIÁLOGO – O Paraná tem hoje 19,2 mil famílias já assentadas. Diego Moreira, da coordenação estadual do MST, destacou que há um balanço positivo da atuação do Governo do Estado nas questões agrárias nos últimos cinco anos. “A reunião foi bastante simbólica, porque restabelece um processo de diálogo na busca, principalmente, do assentamento das 10 mil famílias acampadas no Paraná”, afirmou. “O Governo do Estado se apresenta aberto para o processo de mediação política e o Incra também se compromete a apresentar um plano imediato para assentar essas famílias”, explicou Moreira.

POTENCIAL – O Paraná tem 66 acampamentos, com cerca de 10 mil famílias. Segundo o superintendente do Incra no Paraná, Newton Bezerra Guedes, que participou do encontro com o governador e o MST, o órgão tem áreas que somam 120 mil hectares, com potencial para assentar essas famílias. “Nós precisamos de um pouco mais de tempo para concluir a obtenção das terras, porque tem processos de compra, desapropriação, dívidas”, disse ele.

O líder do governo na Assembleia legislativa, deputado Luiz Cláudio Romanelli, também avaliou o encontro como muito positivo. “O governador recebeu o MST para discutir, pontualmente, tudo o que tem acontecido de positivo e os pontos fora da curva que tivemos nessa relação no último mês”, disse ele.

“É preciso restabelecer o diálogo e a relação profícua que tivemos nestes ultimos anos. De um lado o governo tem que tratar a questão da reintegração de posse em diálogo permanente com a Justiça, que é responsável pelos processos. De outro lado, claro, o apelo foi feito para que não tenhamos novas ocupações no estado”, explicou.

Ele explicou que o Incra sinalizou um tratamento especial no Estado no sentido de promover a reforma agrária. “O governador manifestou interesse de conveniar com o Incra para fazer os assentamentos e resolver as questoes dos acampamentos”.

EDUCAÇÃO E SAÚDE – Dentro do projeto Paz no Campo, do Governo do Paraná, foram trabalhadas as ações para a educação dos 11 mil estudantes das escolas itinerantes dos acampamentos e dos 8 mil alunos de colégios estaduais nos assentamentos; na área da saúde dentro dos assentamentos e acampamentos.

O governo também tem dado apoio aos festivais de cultura, aos jogos da reforma agrária e às 18 cooperativas dos assentamentos do MST. “Hoje temos assentamentos exportando seus produtos para a Europa e os Estados Unidos. Isso mostra que a reforma agrária, tendo apoio do governos estadual, federal e municipais, dá resultado e gera renda no campo”, destacou Serighelli.

PRESENÇAS – Participaram da reunião o diretor do Incra (Nacional), Leonardo Goes Silva; o secretário de Estado da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara; o procurador do Ministério Público do Paraná Olympio de Sá Sotto Maior; e os deputados estaduais Felipe Francischini e Professor Lemos, além de dirigentes do MST.


5 comentários

  1. Antonio Carlos
    quinta-feira, 26 de maio de 2016 – 17:03 hs

    Mas a Reforma Agrária não é prerrogativa do Governo Federal? O Betinho está louco para se meter a fazer o que não sabe. E só está se metendo porque tem ainda dinheiro em caixa. Não se meta em caixa de marimbondo Betinho, você pode se dar muito mal.

  2. medonho
    quinta-feira, 26 de maio de 2016 – 18:57 hs

    O Governo jamais deveria doar terra, e sim, fazer concessão de uso, e receber alugueis em produto agricola, e destinar às escolas, creches e hospitais da rede pública.
    Não quero dizer estatizar terras, mas, desenvolver sistema autosustentável, e que grande parte desta gente aí, foi beneficiada vendem e voltam a protestar e invadir novas terras.
    Transformam em instrumento de partidos fugindo do objeto, reinserir e fixar esta gente no campo. Devem no entanto investigar e fazer um pente fino, se realmente, são pessoas vocacionadas para agriculturas, ou gente instrumentalizada para protestos e badenar, interesses partidários.

  3. Haroldo
    quinta-feira, 26 de maio de 2016 – 20:46 hs

    Por acaso o governador vai pagar o preço de mercado por terras produtivas? Com que dinheiro?
    Então, quem manda no governo do Paraná é o MST ou não é o MST?
    Serighelli colocou o governador no samba de roda novamente, e assim vai continuar, sob a sua batuta.
    E o Newton, ainda manda no Incra Paraná?
    Para finalizar, o governador combinou as suas decisões “com os russos”?

  4. agricultor
    sexta-feira, 27 de maio de 2016 – 12:40 hs

    Como já afirmei anteriormente, o Governador usa as propriedades rurais já invadidas como moeda de troca para acalmar os meliantes.Seu dever é obedecer os comandos judiciais e reintegrar as propriedades produtivas ,vergonhosamente se esquiva de o fazer.

  5. sexta-feira, 27 de maio de 2016 – 12:49 hs

    É isso o Governador Beto Richa com diálogo , e sensibilidade resolve os problemas dos trabalhadores rurais, nas questões fundiárias, contando com a ajuda do Sec. Hamilton Serighelli, hábil negociador.

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