Dilma é afastada: "Era PT foi marcada por promiscuidade política", diz Francischini | Fábio Campana

Dilma é afastada: “Era PT foi marcada por promiscuidade política”, diz Francischini

francischini

Uma das principais lideranças de oposição durante o Governo Dilma, o deputado Fernando Francischini (SD-PR) comentou nesta quinta-feira, 12, o resultado da votação pelo afastamento de Dilma Rousseff (PT) no Senado. “Desde o início de meu mandato, assumi o compromisso de fiscalização e controle dos gastos públicos e no combate à corrupção. Vi de perto o quão baixo um partido pode descer em nome de projeto de poder. O Brasil abrigou por mais de uma década um Governo caracterizado por uma promiscuidade política sem precedentes”, disse Francischini.


“Espero que o novo Governo respeite os brasileiros para que nunca mais uma quadrilha assuma o poder no Brasil”, completa.

Há seis anos, quando assumiu seu primeiro mandato, o deputado era um dos únicos na resistência e na fiscalização das ações do governo petista. Logo, foi chamado de ‘delegado do Congresso’, e como líder do Solidariedade, foi autor de requerimentos que resultaram em investigações que derrubaram ministros e deputados aliados ao governo Dilma. Foi autor da CPMI da Petrobras e um dos primeiros a dar voz e destaque à Operação Lava Jato no Câmara.

“A Lava Jato foi um divisor de águas. A Polícia Federal e o juiz Sérgio Moro mapearam o maior esquema de corrupção já implantado no país”, lembra Francischini, que protocolou seu próprio pedido de afastamento de Dilma.

É dele um dos 11 pedidos de impeachment da presidente apresentados na Câmara. Nele, denunciou Dilma por realizar “uma ação coordenada com Lula pela obstrução de protestos contra o governo de 16 de agosto de 2015”, empregar recursos públicos para o “atendimento de interesses desviantes” ao apoiar a Marcha das Margaridas (manifestação relacionada ao desenvolvimento sustentável) e pelas pedaladas fiscais.

Impeachment – Na reta final que culminou no afastamento de Dilma, foi um dos dois representantes do Paraná na Comissão do Impeachment – o único paranaense que votou “sim” pela saída da petista. Foi um dos 38 votos pela admissibilidade do relatório que levou o processo de impeachment para a votação dos 513 deputados no plenário da Câmara.

“Poucos têm a chance de deixar seu nome registrado na história de forma tão coerente. Depois de anos de luta, vendo de perto números e acordos imorais que o PT gerou às custas de nossas estatais e de outros bens públicos, só teria uma forma de votar. Acredito que ainda temos que caminhar muito para uma limpeza definitiva na política, mas demos um passo significativo rumo ao fim da impunidade no Brasil”, destaca.

O pronunciamento que Francischini fez antes de votar pelo “sim” na Comissão do Impeachment foi um dos mais comentados e compartilhados nas redes sociais. Nele, o deputado fez críticas a programas do governo Dilma, e acusou o governo brasileiro de investir em países politicamente alinhados com a esquerda. “Golpe é quebrar e assaltar a Petrobras, é falir o país, é Lula virar ministro pra não ser preso. Golpe é quebrar e as principais empresas do Brasil para sustentar partidos políticos”, disse.


9 comentários

  1. Flávio Luiz
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 10:32 hs

    Vamos acreditar que agora vai haver justiça, prendendo o Lula, Cunha, Renan, Dilma e depois o resto que meteu a mão no mensalão e no lava jato, e ano que vem novas eleições.

  2. Eleitor Curitibano
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 10:40 hs

    Onde anda o Zeno do PB/Gleisi/André Vargas?

  3. quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 10:48 hs

    Acho que o Deputado foi generoso no comentário, esse desgoverno do PT começou no primeiro dia do primeiro mandato do Lula, daí para frente só foram queimando gordura até chegar neste déficit jamais visto no Brasil. Serão muitos anos de mais sacrifício do povo brasileiro, para recuperar este tempo perdido.Para que tenhamos um país novamente na rota do progresso, o povo tem que fazer a sua parte, ou seja, votando certo.

  4. medonho
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 10:51 hs

    promiscuidade tem o apoio do Sr. roberto REQUIÃO, votou contrario ao impedimento, basicamente, por ter seu irmão nomeado pela dona dilma. São velhas figuras políticas que se apegam ao poder para ser favorecidos. Enquanto esta cultura predominar, toma la da cá, viveremos o retrocesso.

  5. José de Arimathéia Custódio
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 12:46 hs

    Aqui onde anda o Zeno.
    “Zeno Minuzzo vai delatar o casal Gleisi-Bernardo?

    Dentre os nomes dos beneficiários do “Fundo Consist” para a turma de Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo está Zeno Minuzzo, tesoureiro do PT Paraná.

    Minuzzo foi chefe de gabinete de Paulo Bernardo quando deputado. Depois, ficou com seu suplente Dilto Vitorassi – quando PB virou ministro. Em seguida, Minuzzo passou ao gabinete de André Vargas e virou seu tesoureiro na presidência do PT Paraná. Lá ficou.

    Minuzzo foi citado na CPI dos Correios e depois esquecido. Minuzzo foi o “homem da mala” do PT nas eleições municipais de Londrina em 2004. Minuzzo presta serviços à Prefeitura de Colombo, região metropolitana de Curitiba.

    Se ele quiser escapar da cadeia, basta virar o delator da República do Paraná. (O Antagonista)” Blog do Pedriali de Londrina.

  6. José de Arimathéia Custódio
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 12:47 hs

    Esse sabe tudo e mais um pouco.

  7. Rock
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 13:36 hs

    Esse Franceschini gosta de sentar em cima do rabo e apontar o dedo para os demais, puro cara de paul

  8. toninho
    quinta-feira, 12 de maio de 2016 – 14:09 hs

    Ministério novo: Sarney Filho, Jucá, Meirelles, Padilha, Henrique Alves, Kassab, Ricardo Barros, todos participaram dos governos Lula/Dilma. Ou não? Isso também é promiscuidade ou não? Vamos acreditar sim numa mudança mas sem muita esperança. No frigir dos ovos, são os mesmos, até pelo próprio Temer que participou nos dois governos. E o congresso é o que se apresenta.

  9. José de Arimathéia C. Custódio
    sábado, 21 de maio de 2016 – 0:51 hs

    Quem é este, que fez 2 comentários dia 12 de maio, usando meu nome?

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*