Dilma anuncia reajuste médio de 9% no Bolsa Família | Fábio Campana

Dilma anuncia reajuste médio de 9% no Bolsa Família

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Diante de milhares de manifestantes nas comemorações pelo Dia do Trabalhor, a presidente Dilma Rousseff anunciou aumento médio de 9% dos benefícios do Bolsa Família e acusou o vice-presidente Michel Temer de planejar tirar 36 milhões de pessoas do programa caso assuma o governo. Com presença anunciada, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não compareceu ao ato realizado pelas centrais sindicais e movimentos populares contra o impeachment, no Vale do Anhangabaú, em São Paulo. Segundo sua assessoria, ele estava sem voz. Dilma chegou por volta de 13h30, quando foi tocado o hino nacional. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que a ausência de Lula seria uma estratégia para “dar protagonismo” à presidente.

Protesto contra e a favor do PT em frente ao Hotel Maksoud Plaza, onde o ex-presidente Lula participa de um seminário sobre Democracia Grupos pró e contra impeachment protestam em frente ao hotel onde Lula participa de debate

– Eles falam que vão dar Bolsa Família só para os 5% mais pobres. Serão 36 milhões que vão sair do programa e ser entregues às livres forças do mercado para se virar. Estão afetando não é adulto, homem e mulher adultos. Quem mais se beneficia hoje são as nossas crianças e adolescentes, que têm assegurado acesso à alimentação, saúde e educação – discursou Dilma.

A petista anunciou um pacote de bondades. Além do reajuste do Bolsa Família, a correção de 5% da tabela do imposto de renda de pessoas físicas a partir de 2017, a contratação de 25 mil moradias do Minha Casa Minha Vida para entidades populares, a criação do Conselho Nacional do Trabalho tripartite, com trabalhadores, empresários e governo, a ampliação da licença-paternidade para funcionários públicos de cinco para 20 dias e o Plano Safra para agricultura familiar.

No ato da Força Sindical, na Zona Norte de São Paulo, o deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força Sindical, disse que Michel Temer não vai reduzir benefícios dos trabalhadores.

Mais cedo, antes de Dilma subir ao palco no ato, o Palácio do Planalto adiou a coletiva que a ministra do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello, daria na tarde deste domingo sobre a correção dos valores do Bolsa Família. Não foi definida a nova data.

‘IMPEACHMENT É ELEIÇÃO INDIRETA’

A presidente fez duros ataques ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) e disse que ele pediu ao governo que ordenasse aos três deputados do PT na Comissão de Ética da Câmara que votassem contra a abertura do processo contra ele. Como o governo não aceitou, Cunha decidiu, segundo ela, se vingar:

– O que ele fez é desvio de poder.

De forma indireta, sem mencionar o nome do vice-presidente, a presidente voltou a chamar Temer de “traidor”. Para Dilma, os direitos dos trabalhadores estão ameaçados se o peemedebista assumir o poder.

– Chegam ao ponto de me acusar de algo que não participei. Se eles praticam isso contra mim, o que vão praticar contra o povo trabalhador? – indagou.

Ao listar as propostas do peemedebista de privatização, a petista disse ainda que “o pré-sal será a primeira vítima”. A presidente afirmou que os que estão a favor do impeachment vão piorar a situação econômica do país e “ferir a Constituição”. Para ela, o impeachment é um disfarce para um projeto de eleição indireta.

– Esse projeto que querem impor ao Brasil não foi o projeto vitorioso nas urnas em 2014. Se querem esse projeto, que vão às urnas em 2018 e coloquem ao crivo do povo brasileiro – acusou.

Dilma voltou a dizer que não tem conta no exterior, nunca usou recursos públicos em causa própria e nunca embolsou dinheiro do povo brasileiro.

– Não recebi propina e nunca fui acusada de corrupção, eles tiveram que inventar um crime – disse Dilma, referindo-se às pedaladas fiscais.

Atos contra e a favor do impeachment acontecem neste domingo em 14 estados e no Distrito Federal, a maioria é pró-Dilma. Em São Paulo, a central Conlutas pede novas eleições num ato na Avenida Paulista. Em Brasília, manifestantes levaram cartazes com a palavra “golpe” em vários idiomas.


5 comentários

  1. Norberto
    domingo, 1 de maio de 2016 – 19:23 hs

    Demagogia pura. Há tempo que não é corrigida a tabela na magnitude da inflação o que significa aumento disfarçado de tributos. O opção de 2015 foi 10,67% e em 2016 será de cerca de7%. Dai vem a governante em fim de carreira de reajusta em 5% só em 2017. Safadeza pura. Cai fora, incompetente!

  2. Norberto
    domingo, 1 de maio de 2016 – 20:07 hs

    Erro de redação :o ipca de 2015….,

  3. Norberto Ortigara
    domingo, 1 de maio de 2016 – 20:41 hs

    A questão do reajuste da tabela do imposto de renda na fonte é demagogia pura pois há anos ela não sofre correções conforme inflação, configurando um verdadeiro confisco, na forma de aumento de tributação. Veja-se, por exemplo, que a inflação de 2015, medida pelo IPCA foi de 10,67% e a de 2016 será por volta de 7%. Daí vem a”presidenta” e diz, cheia de orgulho, como se fosse um grande avanço, que vai aumentar a tabala em 5% em 2017. Safadeza pura

  4. JOHAN
    segunda-feira, 2 de maio de 2016 – 8:55 hs

    Caro FÁBIO, novamente esses elementos da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA, não satisfeitos com o primeiro GOLPE praticado em 2003, onde levaram a sociedade ao índice de desemprego ” nunca visto antes nesse país”, onde eliminaram a poupança dos governos, agora desejam propor novo GOLPE. O GOLPE das eleições já. Os membros do desgoverno federal não percebem que o desastre ocorreu no interior do desgoverno e não na sociedade. A grande roubalheira praticada no desgoverno federal desacreditou os dirigentes, e conduziram o país ao caos. A sociedade caminha ordeira, trabalhadora, organizada, democrática e republicana para as eleições municipais de 2016 e para as eleições federais em 2018. Qualquer medida proposta fora desse eixo é NOVO GOLPE. Atenciosamente.

  5. Dartagnan
    segunda-feira, 2 de maio de 2016 – 9:17 hs

    O lula estava sem voz? A justiça divina pode tardar, mas não falha.
    E o mercadante, hein, querendo justificar a ausência do pobre enfermo como sendo estratégia de protagonismo!!! Continuem me enganando.

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