Contra afastamento de professores, alunos da PUC-PR fazem manifestação | Fábio Campana

Contra afastamento de professores, alunos da PUC-PR fazem manifestação

Banda B

Alunos da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR) realizaram, na noite desta segunda-feira (17), uma manifestação contra o afastamento dos nove professores da instituição de ensino. Entre os gritos de “Não vai ter aula, ei reitor devolve o professor e professor eu não me engano, o reitor é um tirano”, o grupo pede que a decisão seja revista pela instituição de ensino.

Abaixo, assista ao vídeo da manifestação, feita no Bloco Azul da PUC-PR, e saiba os detalhes da polêmica envolvendo o afastamento dos professores:

Afastamento

O afastamento provocou a indignação de várias pessoas ligadas à instituição nesta segunda-feira (16). Todos os profissionais são membros do Conselho Administrativo do Sindicato dos Professores do Ensino Superior de Curitiba e Região Metropolitana (Sinpes), que afirma que a decisão aconteceu em represália à publicação de uma matéria jornalística, que criticava ações da direção da universidade. Em nota, a PUCPR admitiu que o afastamento é motivado pela publicação, que conta com “atos considerados ofensivos à honra e boa fama”.

Segundo o vice-presidente do Sinpes, Valdyr Perrini, a relação entre entidade sindical e PUCPR começou a ter problemas com a saída de alguns professores ainda no ano passado e se intensificou com a retirada de direitos da categoria. Essa disputa e outras criticas trabalhistas teriam sido vinculados pelo jornal do sindicato, o Didata. “Em vez de retomarem uma negociação, uma assessoria jurídica mal informada resolveu tirar os professores do espaço universitário. Acontece que a publicação é assinada por uma jornalista e que tem a garantia de preservar a fonte e, se insistirem, vamos ter que resolver na Justiça do Trabalho por ato anti-sindical”, disse.

Em nota, a PUCPR afirma que o procedimento visa à proteção dos professores, dos alunos e de toda a comunidade universitária, durante o período de apuração desse triste evento.

“A Universidade buscou o entendimento e os devidos esclarecimentos sobre as ofensas irrogadas contra ela e contra as demais vítimas dos editoriais. Em resposta, o Sinpes não esclareceu aos questionamentos e, como se não bastasse, imputou à jornalista responsável pela editoração do jornal toda a responsabilidade pelo conteúdo dos editoriais. Em virtude disso, a Instituição entende a necessidade de serem apuradas, antes de qualquer decisão definitiva, as responsabilidades dos proprietários do veículo”, informou a universidade.

O Sinpes informou que espera retomar a negociação ainda nesta semana. A entidade chegou a marcar uma reunião com o arcebispo metropolitano para chegar a uma solução.

Por sua vez, a PUCPR disse que está apurando internamente os fatos e levou a questão ao âmbito judicial, em virtude de um possível cometimento de crimes contra à honra, comumente conhecidos como calúnia, injúria e difamação. “No período de apuração, os professores permanecerão com a remuneração salarial. A PUCPR ressalta que os alunos da graduação não terão prejuízo com a medida nem em relação às aulas nem às apresentações de Trabalhos de Conclusão de Curso. Já o Programa de Pós Graduação irá conduzir as orientações de dissertações e teses e não ocorrerão quaisquer cancelamentos”, conclui a nota.


4 comentários

  1. Zé Ninguém
    terça-feira, 17 de maio de 2016 – 11:09 hs

    A PUC só está colhendo o que vem plantando há décadas, se encheu de mestres e doutores que não comungam dos ideais da PUC, queriam o quê em troca? Só estão colhendo o que plantaram.

  2. Cesar
    terça-feira, 17 de maio de 2016 – 13:52 hs

    O quê a PUC deveria fazer é demitir estes falsos professores,que nada mais são do que agentes de propagação comunista.
    É preciso fazer uma ampla dedetização de todas as Universidades,que foram locupletadas com agentes propagadores da estratégia gransciana…

  3. Dizendo a Verdade
    terça-feira, 17 de maio de 2016 – 21:49 hs

    Na verdade, a PUC tem tido um tipo de gestão que não comunga com valores cristãos e muito menos os valores que os Irmãos Maristas pregam.
    Ela se tornou uma instituição que visa apenas a internacionalização (a qualquer custo) mesmo sem condições financeiras.
    Nenhuma instituição progride sem financiamento.

    Outro quisito que mudou muito depois da saída do Ir. Clemente foi o assédio moral que a nova reitoria vem fazendo. Pergunto, que instituição vai pra frente com belo discurso, mas como uma prática totalmente contrária.

    É uma pena. Pois os professores da PUC não são comunistas, como este facista acima escreveu. São sim ótimos pesquisadores, renomados, e que precisam ser tratados com o mínimo de dignidade.

    Contudo, estamos percebendo desde o início do ano que esta instituição que se diz comunitária e faz tanta apologia a questões sociais, imergir em um processo de descrédito profundo.

    É uma pena…

  4. França
    domingo, 29 de maio de 2016 – 3:50 hs

    Absolutamente correta a instituição! Professores que faziam parte da diretoria do sindicato (com péssima qualidade técnica e didática) agarravam-se na estabilidade de emprego para fazer e falar absurdos…
    O mundo está mudando, e para melhor.

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