PF prende operador de Fernando Pimentel | Fábio Campana

PF prende operador de Fernando Pimentel

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A ação desta sexta-feira fez parte da Operação Acrônimo, que teve início com a investigação de ilegalidades cometidas pela campanha do governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel (PT). O pedido de preventiva de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, baseou-se na consultoria que ele prestou à montadora Caoa. Um relatório da PF identificou indícios de que a empresa pagou propina a Bené, que é amigo de Pimentel, para obter benefícios fiscais junto ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, pasta que foi comandada pelo petista entre 2011 e 2014. As informações são de Gabriel Mascarenhas na Folha de S. Paulo.

Mensagens telefônicas interceptadas pela PF indicam que Bené atuou como lobista da montadora. A investigação revela contatos do operador com o então ministro do MDIC, Mauro Borges, que chegou à Esplanada por indicação do governador mineiro, seu antecessor na pasta.

As informações constam no relatório da Operação Acrônimo, que apura suspeitas de desvios de recursos para a campanha de Pimentel, em 2014, a suposta prática de tráfico de influência por parte do petista e também lavagem de dinheiro e corrupção. Bené chegou a ser preso na primeira etapa da operação, em maio do ano passado. Ele pagou fiança e foi liberado dias depois.

ACRÔNIMO

A operação é consequência da investigação que começou em outubro do ano passado, durante as eleições, com a apreensão do avião que acabara de pousar no aeroporto de Brasília vindo de Belo Horizonte.

Além de Bené, estava no avião Marcier Trombiere Moreira, ex-assessor do Ministério das Cidades –dominado pelo PP. Ele havia pedido licença do governo naquele ano para trabalhar na campanha de Pimentel, ex-ministro do governo Dilma Rousseff e eleito governador de Minas pelo PT.

Trombiere afirmou, na época, que estava de carona no avião monitorado pela polícia e que carregava cerca de R$ 6.000 sacados de sua própria conta bancária para eventuais despesas médicas.

Também na época, o presidente do PT, Rui Falcão, disse que a apreensão não poderia ser colocada na conta do partido. O mesmo fez a coligação de Pimentel, que afirmou que não não poderia ser responsabilizada pelos valores.


Um comentário

  1. JOHAN
    sábado, 16 de abril de 2016 – 12:18 hs

    Caro FÁBIO, mais um petista pego praticando desvios, roubos de recursos da população para investir na sua própria carreira política, desvirtuando o processo natural da eleição. Como podemos observar onde há petista membro da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA existem roubalheira dos membros da quadrilha. É como diz o velho pescador ” em cada enxadada encontra-se uma minhoca,e no paralelo em cada enxadada encontra-se um petista praticando roubos”. Agora é em MINAS GERAIS na OPERAÇÃO ACRÔNIMO. Penitenciária para eles. Não dá mais para essa escória danificada permanecer no poder. Atenciosamente.

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