Delator da Lava Jato liga propina a Gleisi, Maurer e Pizzolatti | Fábio Campana

Delator da Lava Jato liga propina a Gleisi, Maurer e Pizzolatti

gleisi

Da Folha de S. Paulo:

O advogado Antonio Carlos Brasil Fioravante Pieruccini, 67, detalhou em delação premiada homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) ter feito entregas de dinheiro em shoppings, apartamentos, estacionamentos e hotéis para pessoas ligadas a três políticos: a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), o deputado federal Nelson Meurer (PP-PR) e o ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC). Os valores, segundo Pieruccini, foram providenciados pelo doleiro Alberto Youssef, um dos principais operadores do esquema de propinas na Petrobras. Ele é o terceiro entregador de dinheiro de Youssef que aceitou fazer delação na Lava Jato.As informações são de Rubens Valente na Folha de S. Paulo

A íntegra de seis depoimentos prestados em fevereiro por Pieruccini –um dos quais foi citado, em parte, em relatório final da PF de março no inquérito que trata de Gleisi– foi tornada pública no dia 13 passado, após decisão do ministro do STF Teori Zavascki.

Segundo Pieruccini, em 2010 ele foi orientado por Youssef a fazer quatro viagens de São Paulo a Curitiba (PR) para entregar dinheiro à campanha de Gleisi, ex-ministra da Casa Civil (2011-2014).

Ele contou ter ouvido de Youssef que os valores “tinham sido acertados com Paulo Bernardo”, marido de Gleisi e ex-ministro do Planejamento (2005-2011) e das Comunicações (2011-2015), e se destinavam à campanha eleitoral da candidata ao Senado.

Pieruccini disse que as entregas ocorreram em uma sala no PolloShop, localizado na rua Camões, em Curitiba, pertencente ao empresário Ernesto Kugler Rodrigues. Pieruccini levou uma caixa lacrada com a inscrição “P.B./Gleisi”.

Na sua frente, segundo o advogado, Kugler contou as notas, em um total de R$ 250 mil, mas fez duas reclamações: o primeiro valor “não dava nem para o cheiro” e a etiqueta da caixa não deveria mais aparecer nas próximas entregas –houve mais três, de mesmo valor, de acordo com ele.

As entregas a Meurer, segundo o delator, foram “mais de 30” entre 2009 e 2011, quase sempre no hotel Curitiba, na cidade homônima, mas também no estacionamento do aeroporto Afonso Pena, em São José dos Pinhais (PR).

A Pizzolatti, segundo Pieruccini, houve duas entregas em dinheiro –a primeira, de R$ 100 mil, no segundo semestre de 2009.

A Procuradoria-Geral da República denunciou Meurer e dois filhos dele em 2015, sob a acusação de participação no esquema de desvio de recursos da Petrobras. Em março de 2016, apresentou denúncia contra Pizzolatti e outros seis deputados do PP.

Em relação a Gleisi, a Polícia Federal anunciou o indiciamento da senadora, mas o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, não concordou com a posição da polícia.

Ele alega que, em 2007, o Supremo proibiu a PF de fazer, por conta própria, o indiciamento de autoridades com foro privilegiado, como o presidente da República, ministros de Estado, senadores e deputados.

OUTRO LADO

Em depoimentos prestados à Polícia Federal, os ex-ministros Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo negaram quaisquer irregularidades na campanha de Gleisi em 2010 ao Senado.

Bernardo disse que o empresário Ernesto Kugler já atuou, no passado, na “mobilização do empresariado para participar de reuniões no período eleitoral”, mas não teve “nenhuma participação direta na campanha”.

Gleisi afirmou à PF que conhece Kugler há “cerca de dez anos”, que ele “participou de alguns eventos da campanha de 2010, mas não atuou na captação de recursos”.

Kugler afirmou à PF que “nunca obteve” de Youssef “ou de emissário dele algum valor destinado à campanha” de Gleisi. Ele diz que não arrecadou recursos para a campanha de 2010.

À PF, o deputado Nelson Meurer afirmou que “nunca teve qualquer movimentação financeira com Youssef”, embora tenha estado no escritório do doleiro “duas ou três vezes”, para acompanhar outro político do PP.

Também à PF, Pizzolatti afirmou que “nunca recebeu dinheiro de Youssef ou teve despesas pagas pelo doleiro”.


11 comentários

  1. ELEITOR DE BOA MEMORIA
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 8:33 hs

    A FABRICA DE BRINQUEDOS MATTEL DEPOIS DA BARBIE NA PRAIA, BARBIE NA MORDOMIA , SERÃO LANÇADAS A BARBIE MÃO GRANDE, BARBIE NA LAVA JATO E O MAIOR LANÇAMENTO SERÁ A BARBIE PRESIDIARIA QUE ACOMPANHAR UM CAMBURÃO E UM PRESIDIO PARA VOCE PODER BRINCAR COM ELA JUNTO COM OS SEUS AMIGUINHOS.

  2. Macambúzio
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 8:57 hs

    Eu, na condição de adevogado da Greisi, garanto que ela não sabia que essa grana era oriunda de propina da Pétrubrais do PT!! Ela sempre pensou que era dízimo do PT, regiamente distribuído e sobre o qual não incide impostos, visto que O PT É UMA SEITA, e como tal, tem o mesmo tratamento tributário das ingrejas!!!

  3. JOHAN
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 9:02 hs

    Caro FÁBIO, é muita cara de pau desses elementos da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA quanto ao recebimento de dinheiro e recursos desviados. Pode-se considerar que são iguais e semelhantes ao capitão ZÉ DIRCEU, que está preso na penitenciária, condenado há 17 anos de reclusão fechada, por roubo e desvios, contudo continua negando, pois não existe as impressões digitais do mesmo nas cédulas. A Senadora ANÃ Gleisy é igual, será condenada contudo continuará negando por não ter as impressões digitais nas cédulas. Essas ações caracterizam a falta de caráter de todos os ladrões escondidos dentro e defensores da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA. Você ainda acredita nesses elementos. Atenciosamente.. ,

  4. segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 9:15 hs

    “Para que se homologue uma delação premiada é indispensável que as informações contidas nela sejam de caráter relevante. Que haja razoabilidade e bom senso em torno daquilo que se dá conhecimento. Não é com qualquer historia fantasiosa sem o minimo de provas que a delação será aceita pela autoridade judiciária. A Policia Federal. O Ministério Público. E o Supremo Tribunal Federal, sabem o que fazem. Não é tão simples a homologação de uma delação premiada como muitos querem fazer crer. Não mesmo! É preciso que haja robustez. Fatos novos e novas pessoas sejam ligadas as ilicitudes praticadas. Isso é má fé!…” – Profº Celso Bonfim

  5. MIGUEL
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 9:19 hs

    AGORA SIM A COBRA VAI FUMAR

    DA-LHE SÉRGIO MORO NELES

    VAIS SER LINDO DE VER…..

  6. segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 9:24 hs

    “O ocaso politico da Barbie do Paraná. Da bonitinha e o seu marido, e a cúpula do PT, e seus aliados que se iludiam achando que por serem alinhados ao governo federal estavam a salvo do braço forte da lei. Erraram. O País mudou e está mudando. E a República de Curitiba está provando isso!…” – Profº Celso Bonfim

  7. Renato Britto Barros
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 9:25 hs

    ” Tá chegando a hora ”
    Vamos ver a senadora do Paraná na Cadeia.

  8. COMANDO
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 9:27 hs

    Lamentável que um artista vá a um programa de domingo, dia 24 de abril de 2016 falar em favor da….., em rede nacional, V E R G O N H A.

  9. JÁ ERA...
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 10:42 hs

    Quero saber quando esta turminha do mal vão para a cadeia.?

  10. Tostão
    segunda-feira, 25 de abril de 2016 – 11:50 hs

    Essa esta mais suja que pau de galinheiro.

  11. Iri
    terça-feira, 26 de abril de 2016 – 12:20 hs

    Essa nem a cara consegue enganar, carinha de jaguara, gueixa do senado.

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