Confiança no presente e no futuro | Fábio Campana

Confiança no presente e no futuro

Secretaria Ana Seres Trento Comin, durante coletiva  sobre a greve dos professores e invasões de Núcleos Regionais.Curitiba, 06-02-15. Foto: Hedeson Alves

Secretaria Ana Seres Trento Comin, durante coletiva sobre a greve dos professores e invasões de Núcleos Regionais.Curitiba, 06-02-15. Foto: Hedeson Alves

O dia 29 de abril é uma data emblemática. Ninguém queria aquelas cenas de violência, mas podemos deixar os maus momentos para trás e avançar em defesa do que mais importa

Ana Seres Trento Comin

Minha vida foi, e continua sendo, dedicada à educação. Como professora, como secretária municipal de Educação em Pato Branco, como chefe de Núcleo Regional, como cidadã, como mãe. Agora, como secretária de Estado da Educação. Posso dizer que, apesar das dificuldades de 2015, quando enfrentamos duas paralisações de professores aqui no nosso estado, este não é um momento desfavorável à minha categoria. Graças ao ajuste fiscal que tantas críticas rendeu ao governo estadual, em janeiro deste ano o Paraná foi exceção no Brasil, ao pagar reajuste de 10,67% a seus servidores. Isso já tendo feito o reajuste de 3,45% no mês de outubro de 2015.

Mais de 23 mil profissionais da educação foram contratados desde 2011; conseguimos o tão sonhado aumento na hora-atividade aos professores (hoje, de 20 horas de trabalho, sete são para hora-atividade). Nesta semana, foi assinada pelo governador a nomeação de 296 professores efetivos, remanescentes do concurso público realizado em 2013.

Claro que ainda temos muito o que avançar. Melhorar a educação é um trabalho diário. E já temos novidades a caminho: estudamos mudanças e aumento na gratificação paga aos diretores de escolas. E já tramitam dois protocolos para abertura de concurso público para agentes I (merendeiras, monitores de pátio, limpeza) e agentes II (administrativo). Ao todo, a rede estadual tem cerca de 90 mil educadores e 1 milhão de estudantes. Nosso orçamento previsto para este ano é de R$ 7,8 bilhões.

Estou há um ano no cargo. Com certeza os meses mais desafiadores dos últimos tempos para a educação no Paraná. Confesso que não foi fácil. Assumi em meio à segunda greve de educadores, negociando as demandas da categoria e o retorno às salas de aula. Ao fim da paralisação, os desafios foram enormes para reorganizar o transporte escolar, a merenda, a reposição de aulas, enfim, a logística e o aspecto pedagógico. Foram meses de muito trabalho, muito esforço. E aqui estamos. Os desafios ainda são muitos, mas nem por isso a jornada é menos gratificante.

O dia 29 de abril é uma data emblemática para os professores e funcionários, devido ao episódio no Centro Cívico. Afirmo com tranquilidade que ninguém queria aquelas cenas de violência. Mas estou confiante em que podemos deixar os maus momentos para trás e avançar em defesa do que mais importa: nossos estudantes, razão do nosso empenho. É por eles que trabalhamos todos os dias.

Sigo com fé e confiança no presente e no futuro.

Ana Seres Trento Comin é secretária de Estado da Educação.

(foto:Hedeson Alves/ANPr)


Um comentário

  1. Zé Venancio
    quinta-feira, 28 de abril de 2016 – 11:54 hs

    Conheço a professora Ana.
    É profissional competente, geriu com eficiência o NRE de Pato Branco, e atuou muito bem em todos os cargos que ocupou durante sua carreira.
    Assumiu a SEED em seu pior momento. Nunca na história deste estado, uma categoria de servidores impôs seu repúdio de forma tão veemente ao governo.
    Não se mobilizaram sem motivo: a medida aprovada no fatídico 29 de abril de 2015, tira dos servidores a tranquilidade de que terão seus pagamentos na aposentadoria honrados pelo governo do estado. O rombo na previdência que já não era pequeno, aumenta agora a cada mês. O governo que já não contribuía com sua contrapartida para o fundo, agora retira dele oito bilhões. Como assim?
    Justificativa do governador: “_ Ninguém me perguntou se eu mexeria ou não na previdência…”
    Assim, o governo conseguiu fechar cisões profundas que existiam na classe dos educadores: uniu a todos contra ele. A medida prejudica flagrantemente profissionais da ativa e os que estão próximos de se aposentar.
    Voltando a professora Ana: faz o que seu chefe espera dela. Repete o discurso dele, para justificar o injustificável.
    Quanto ao não pagamento das promoções e progressões em atraso a mais de um ano, alega o que o secretário – baby sitter Mauro Ricardo repete como um gravador: “_ não há excedente para isto”.
    Enquanto isso, um grupo – pirata de internet denominado Direita Curitiba divulga o que a Gazeta do Povo chamou de “inverdades”, na coluna do jornalista Rogério Galindo. Diz o tal grupo terrorista digital que o movimento de amanhã é contra o impeachment e Moro.
    Os professores, através de seu sindicato entraram com uma ação contra o governo, por injúria, calúnia e difamação.
    Como vemos, o governo ainda tem muito o que avançar em direção à paz mesmo!
    Para a professora Ana e a APP deixarem de vez os maus momentos para trás e avançar em defesa do que mais importa que é a educação pública de qualidade (governo, alunos, pais, professores, funcionários e demais trabalhadores em educação), é necessário que o governo para de dizer que já investiu mais de 80% na melhoria dos salarios dos professores.
    Tal monta não passa de reposições inflacionárias, não havendo neste aí nenhum centavo de ganho real.
    Nossa querida professora Ana tem mesmo muito trabalho pela frente!

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