Leprevost cobra medidas contra dengue, zika e chikungunya no Paraná | Fábio Campana

Leprevost cobra medidas contra dengue, zika e chikungunya no Paraná

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Leprevost cobra do Estado explicações sobre aumento de casos de dengue, chikungunya e zika no Paraná

O deputado Ney Leprevost, presidente da Frente Estadual da Saúde e Cidadania, cobra informações do Poder Executivo sobre o aumento de casos de dengue, chikungunya e zika no Paraná.

Na primeira semana de agosto a 13 de dezembro de 2015 foram confirmados 1.281 casos de dengue, sendo que dos 399 municípios do Estado, 86 tiveram casos confirmados. Entre os dias 14 de dezembro do ano passado até 26 de janeiro de 2016, ou seja, em 42 dias o número de casos de dengue confirmados foi de 1.412 em mais 67 municípios, totalizando 2.693 em 153 municípios.

O último Informe Técnico sobre estas doenças, divulgado no dia 16 de fevereiro de 2016 pela Secretaria de Estado da Saúde do Paraná, comprova o aumento de casos. Desde agosto do ano passado, já são 5.541 casos confirmados de dengue e 48 casos de zika vírus.

Outra informação preocupante e que pode ter relação com o aumento de casos foi veiculada na terça-feira (16) no jornal Folha de São Paulo, e diz que além da União diminuir o repasse para Estados e Municípios para combater epidemias, o Paraná reduziu em 25% o investimento na área de vigilância epidemiológica. Em 2014 foram utilizados R$ 79,1 milhões, sendo que, em 2015, este valor caiu para R$ 59,7 milhões.

“Por mais que o Governo Federal tenha diminuído os repasses para Estados e Municípios alegando recessão, não podemos ser totalmente dependentes desta situação. O Paraná deve dar o exemplo e não medir esforços para erradicar os casos de dengue, chikungunya e zika”, afirmou o parlamentar.

Leprevost disse que ficou surpreso e preocupado com a notícia. “Coincidentemente os números de casos de dengue no Paraná começaram a aumentar, em 2015, quando o Estado reduziu em 25% a verba direcionada para prevenção e controle de doenças. Gostaria de uma explicação formal”.

A área de vigilância epidemiológica compreende investimentos em campanhas de prevenção de doenças e combate a potenciais vetores (caso da Aedes aegypti, que transmite dengue e zika), oferta de insumos e testes de diagnóstico. Entram ainda nesse grupo ações para controle de malária, tuberculose, hepatite e Aids.


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