As lágrimas do Provopar | Fábio Campana

As lágrimas do Provopar

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Pedro Ribeiro

Denúncia anônima que, antes de ser apurada se realmente tinha algum fundo de verdade, foi vazada para a imprensa pelo órgão responsável pela investigação e causou um dos maiores transtornos ao Provopar paranaense. Atingiu o coração da primeira-dama, Fernanda Richa, jogou no lixo um trabalho sério desenvolvido pela assistente social e presidente da entidade, Carlise Kwiatkowski e colocou em dúvida a seriedade de empresários e gestores que se dedicam ao filantropismo no Paraná.

Tal denúncia “anônima”, plantada por adversários políticos do governador Beto Richa, manchou o Provopar que, hoje, amarga uma dívida de R$ 700 mil e uma queda de 80% na arrecadação de bens e produtos, além de dinheiro, da sociedade paranaense. A denúncia de que Fernanda Richa teria exigido R$ 2 milhões para que o governador assinasse o Decreto 10937 para promoção de auditores fiscais e para campanha eleitoral, não era verdadeira.

Diante de lágrimas da presidente e dos funcionários, o procurador-geral da Justiça, Gilberto Giacoia, dá seu veredito, reconhecendo e atestando a transparência em todas as ações, projetos, campanhas e condutas administrativas do Provopar Estadual. Sim, a denúncia era velada. E como ficam os responsáveis por irreparável perda?, pergunta Carlise.

Ela lamentou o transtorno ao qual o poderoso Giacóia apenas disse: “Manifesto o sentimento de absoluto respeito ao trabalho que instituição desenvolve em todo estado do Paraná, visto a exposição que tiveram em 2015. Quando se trata de maldade e má fé, essas denúncias acabam atingindo a todos, especialmente, os funcionários e suas famílias, os parceiros, as instituições e pessoas que recebem ajuda. A mídia é formadora de opinião e, muitas vezes, acaba distorcendo os fatos, disseminando inverdades e causando estragos enormes a imagem. O interesse, em diversas situações, é jogar a opinião pública contra quem trabalha com transparência. Lamento muito porque o Provopar Estadual foi vítima de calúnias e sofreu prejuízos por causa disso. Portanto, me coloco à disposição para auxiliá-los em novos projetos e parcerias.”

Só isso. E agora? Quem vai pagar os cobertores comprados para atender pessoas necessitadas? Quem vai arcar com os prejuízos da queda na parceria? Quem vai reparar a perda de sono e choro dos funcionários? Tudo em nome de uma denúncia anônima ou da falta de responsabilidade dos órgãos que investigam tais denúncias.


6 comentários

  1. Sergio Silvestre
    sábado, 27 de fevereiro de 2016 – 14:48 hs

    Hummmm,tem angu nesse caroço,se fosse mentira é claro soltariam os cachorros em cima de quem soltou o Boato ora,não é dificil saber qual foi a fonte e me parece que o delator aqui de Londrina comentou sobre isso.
    O que se sabe mesmo é que por mais que tentem esconder essa mina de dinheiro que foi esse roubo dos fiscais,muita coisa rolou.

  2. JOAQUINZÃO DO SUDOESTE
    sábado, 27 de fevereiro de 2016 – 15:28 hs

    Belo texto. Apenas,um comentário; infelizmente nos municipios do interior do Estado,é muito usado PROVEITO POLÍTICO pelos prefeitinhos isso.

  3. Valmor Lemainski - Cascavel
    sábado, 27 de fevereiro de 2016 – 16:50 hs

    Já dizia o Brizola: “Calúnia é como um travesseiro de penas aberto e espalhado pelo vento. Esvaziar é fácil, mas recolher as penas quase impossível…

  4. Marcelo Paiva
    sábado, 27 de fevereiro de 2016 – 17:33 hs

    – O vazador ainda utiliza-se destes argumentos na operação publicanos,.

  5. pedro luiz
    sábado, 27 de fevereiro de 2016 – 22:27 hs

    Quem vai pagar os cobertores, peça para o LUIZ ABBI ele tem muito do que foi roubado do Paraná.

  6. Antonio C.de Almeida Braga
    domingo, 28 de fevereiro de 2016 – 9:20 hs

    Diz-me com quem andas que te direis quem és

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