Para aproveitar a sexta-feira | Fábio Campana

Para aproveitar a sexta-feira

musica

música.

Oficina de música de Curitiba:

– Jairo Wilkens e Clenice Ortigara (clarinete e piano), Paço da Liberdade, 18:30.

– Rogério Gulin e Giampiero Pilatti (viola caipira e flauta transversal), Teatro do Paiol, 18:30.

– Momoka Yano e Takayuki Nikaido (piano), Capela Santa Maria, 20:30.

teatro.

– Ô Abre Alas, Teatro Regina Vogue, 21h.

cinema.

– Chatô – O rei do Brasil, diversas salas e horários.

– Três Irmãos de Sangue, Cinemateca, 17h.

– Os desafinados, Cinemateca, 19h.

exposição.

– Colapso, Museu Oscar Niemeyer.

– Re-Conhecimento – A gravura norueguesa contemporânea, Museu Alfredo Andersen.

literatura.

– Adriana Sydor, toda prosa

– Quatorze, Salvador Espriu

para aproveitar o final de semana

música.

Há quem diga que janeiro é a melhor época do ano para estar em Curitiba: cidade vazia, frio pacificado e Oficina de Música. A tríade da satisfação chega à 34ª edição e entre o popular e o erudito, apresentações e aulas, teatros e ruas, a Fundação Cultural de Curitiba tem a perspectiva de receber 1,7 mil alunos para o evento.

Se você não é estudante de música, mas aprecia a arte em sua ponta de qualidade, abra a agenda e programe-se, há muitas apresentações. O melhor, muitas são gratuitas e a porção cobrada mantém valores muito baixos:

– DUO PALHETA AO PIANO

Jairo Wilkens – clarinete e Clenice Ortigara – piano

Programa: Bohuslav Martinu – Sonatina, Steven Harlo – Benniana, Gerald Finzi – Five Bagatelles, Op. 23, Joseph Horovitz – Sonatina

Paço da Liberdade, 18:30, entrada franca.

– DUO GULIN-PILATTI

Rogério Gulin – viola caipira e Giampiero Pilatti – Flauta Transversal

Com uma formação camerística um tanto rara no nosso país o Duo combina dois instrumentos muito presentes na cultura musical brasileira. O repertório é embasado nas obras de Rogério Gulin e também de transcrições do repertório da Música Clássica.

Teatro do Paiol, 18:30, entrada: 10,00 e 5,00.

– RECITAL DE PIANO E MÚSICA DE CÂMARA

Recital de piano com os pianistas Momoka Yano (Japão) e Takayuki Nikaido (Japão)

Programa: Sergei Prokofiev – Piano Sonata nº 6 em La maior Op. 82 1º movimento / Sergei Rachmaninoff – Sonata para piano nº 2 em Si bemol menor Op. 36 1º movimento / Maurice Ravel – Sonata para violino e piano nº 2 em Sol maior / Johannes Brahms – Sonata nº 1 para viola e piano / Johannes Brahms – Trio para piano, violino e viola em Mi bemol maior Op. 40

Capela Santa Maria, 20:30, entrada: 10,00 e 5,00.

teatro.

– Ô abre alas é o nome do espetáculo que está em cartaz no Teatro Regina Vogue. A peça que reúne elementos de outras áreas como malabares, mágica, dança e música ao vivo, é também para crianças. 21h.

cinema.

– “O magnata das comunicações Assis Chateaubriand é a estrela principal de um programa de TV chamado “O Julgamento do Século”, realizado bem no dia de sua morte. É nele que Chatô relembra fatos marcantes de sua vida, como os casamentos com Maria Eudóxia e Lola, a paixão não-correspondida por Vivi Sampaio, como manipulava as notícias nos veículos de comunicação que comandava e a estreita e conturbada ligação com Getúlio Vargas, que teve início ainda antes dele se tornar presidente.” Chatô – O rei do Brasil, em diversas salas e horários.

– Três Irmãos de Sangue conta um pouco da trajetória de Betinho, Henfil e Chico Mário. A versão, que tem direção de Angela Patrícia Reiniger, mostra o envolvimento da família com os aspectos culturais, sociais e políticos do Brasil; na Cinemateca, às 17h.
– Os Desafinados conta a história de Joaquim, Dico, Davi e PC, jovens músicos e compositores que partiram para Nova York em busca de sucesso. Lá, formaram grupo e integraram o movimento que lançou a Bossa Nova. Os desafinados, na Cinemateca, 19h.

exposição.

– Aberta no Museu Oscar Niemeyer a mostra Colapso, com obras de três artistas paranaenses: Cleverson Oliveira, Fernando Burjato e Gabriele Gomes. Com curadoria de Ana Rocha, a exposição conta com 55 obras entre pinturas, desenhos, objetos e instalações. De terça à domingo, das 10h às 18h.

– A exposição Re-Conhecimento – A gravura norueguesa contemporânea apresenta as artes gráficas norueguesas e suas referências artísticas e culturais. São 100 obras de 21 artistas que apresentam várias técnicas e demonstram a variedade das artes gráficas norueguesas dos últimos 25 anos. Integram a exposição obras de artistas considerados ícones, além de artistas da nova geração. No Museu Alfredo Andersen, de terça à sexta-feira das 9h às 18h e sábado e domingo das 10h às 16h.

literatura.

– Adriana Sydor, toda prosa

Depois de se dedicar à organização de dois volumes do Livro dos Novos, antologia dos novos escritores paranaenses, ao Quem cria, nasce todo dia, de Jaime Lerner, e Contos da carne, de Paulo Ras, todas publicações da Travessa dos Editores, Adriana Sydor olhou para si novamente e resolveu publicar seu segundo livro. Anteriormente, havia lançado o MPB para crianças, coleção que reúne dez artistas da nossa música popular.

Inspirada em sua própria vida, falou do mundo, contando muito de si, quase tudo, mas talvez não tenha dito nada. Ao lê-la sabemos que tem dois filhos, que gosta de Antonina, desvendamos seu paladar e seu tipo de homem, logo, supomos que está solteira, dá dicas de sua idade, de alguns problemas de saúde, das felicidades e combinações triviais, é de Curitiba e dela gosta; que seu pai a ajuda nas tarefas hidráulicas, mas tem na manga um marido de aluguel; é realista, é fantástica e não veio à vida fazer um discurso, não veio com seu livro fazer um discurso. Lê-se em sua crônica de maneira coloquial o cotidiano – e nele não há maiúsculas, nem no texto dela. Adriana mostra que gosta de Pixinguinha, Tom Jobim e Dominguinhos. De Alberto Caeiro, Mia Couto e Mário Quintana. De Van Gogh e Monet. Isso tudo está em sua crônica, como uma crônica deve ser, contar e mostrar o dia a dia. Adriana revela que faz poesia, mas, sobretudo, nos diz que é toda prosa.

– Quatorze, Salvador Espriu

Seleção de poemas de um dos mais relevantes poetas catalães do século XX. Escritor versátil, transitou por vários gêneros, tendo transcendido na poesia. A morte foi um dos temas mais freqüentes deste autor que se opôs à ditadura franquista. Tradução assinada por Ronald Polito.


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