Impeachment deve trazer alívio à crise, diz setor produtivo do Paraná | Fábio Campana

Impeachment deve trazer alívio à crise, diz setor produtivo do Paraná

30-09-2011 - Posse do Presidente da Fiep - Edson Campagnolo

da Gazeta do Povo

A aprovação do pedido de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, não deve agravar a crise e sim ‘arejar’ o ambiente político, criando condições para que a economia volte a andar. Esta é a avaliação das principais lideranças do setor produtivo paranaense, que enxergam no processo uma saída para o país retomar o crescimento. Para os representantes das entidades, independentemente do resultado, o pior seria o país permanecer na situação em que se encontra atualmente.

Para José Eugenio Gizzi, presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Paraná (Sinduscon), o Congresso não demonstrou protagonismo ou deu sinais de que conseguiria costurar acordos neste ano. “Nós precisamos desse procedimento de impeachment. Hoje todos os atores econômicos estão com o pé no freio, estamos paralisados. Precisamos sair disso. Seja com a presidente, numa condição de autoridade melhor, ou com um novo governo. O que não dá é ficar como está”, afirma.

Na opinião do presidente da Associação Comercial do Paraná (ACP), Antonio Espolador Neto, apesar de ainda não haver segurança se o processo de impeachment de Dilma é juridicamente viável, algo tinha de acontecer. “O país passa por uma crise muito grande, não só política e econômica, mas também ética. Alguma coisa tinha de ser feita para mudar essa situação. Esperamos que esse processo [de impeachment] traga consciência política para fazerem algo maior”, diz.

Edson Campagnolo, presidente da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), afirma que apesar de haver ressalvas com relação à motivação de aprovação do processo pelo deputado Eduardo Cunha, a crise política está enterrando a economia do país. “Se existe este processo de impeachment, o melhor é que ele seja imediatamente apurado. Esta demora está afundando a economia. O desemprego dos últimos 12 meses na indústria do estado está perto de 50 mil demitidos. É necessário que se julgue de forma correta, mas não podemos mais ficar nessa paralisia”, destaca.

O presidente da Federação da Agricultura do Paraná (Faep), Ágide Meneguette, o setor produtivo precisa que o país garanta a segurança necessária para que a produção continue e que as lideranças transmitam credibilidade ao mercado financeiro. “Não podemos mais viver à mercê de oscilações diárias que resultam de uma instabilidade gerada por escândalos constantes e corrupção”, afirma.


6 comentários

  1. Zabra Q Tize
    sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 – 16:33 hs

    Sabias palavras do costureiro de Capanema.

  2. Cesar
    sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 – 16:38 hs

    Não seria um pouco tardio esse posicionamento da FIEP?Até agora ,eram cúmplices deste governo porque sobreviviam às custas de negociatas nebulosas(“capitalismo de quadrilha”-segundo Gustavo Franco).
    Esperaram a indústria chegar a este estado pré-falimentar para se posicionarem.Agora que vislumbram uma chance grande de afastamento da presidente,passam a ter posicionamento favorável.
    Oportunistas!

  3. EU ORA
    sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 – 17:14 hs

    ==================================================GENTE:======IMPEACHMENT ????????—–MAS A DILMA NÃO FEZ NADA:=== NÃO FEZ NADA PARA A EDUCAÇÃO. NÃO FEZ NADA PARA A SAÚDE, NÃO FEZ NADA PARA E ECONOMIA, NÃO FEZ NADA PARA A SEGURANÇA, NÃO FEZ NADA PARA O TRABALHADOR. ENFIMNÃO FEZ NADA PARA O BRASIL.

  4. Luis
    sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 – 19:38 hs

    Não podemos jogar a criança junto com a água da bacia! O bem a ser protegido é a democracia, eu não gosto da Presidente pois esse governo não me ajuda em nada, mas eu não quero o pior.
    Temos que aguentar…

  5. JOHAN
    sexta-feira, 4 de dezembro de 2015 – 20:05 hs

    Caro FÁBIO, é lamentável ouvir essas manifestações das lideranças dos segmentos fortes do estado. São manifestações superficiais, quiça infantis. O que foi aprovado é a admissibilidade de iniciar procedimento de impeachment. Lendo e ouvindo os roteiros e os passos, levará longos 90 dias. Há possibilidade de considerar que os nobres agentes políticos não concordem com o impeachment. Ela fica, e fica mais forte. Se do jeito que está, está difícil, considerem ela mais forte. O BRASIL verde-amarelo será transformado em BRASIL vermelho. As lideranças nominadas tem por obrigação iniciar já, mobilização social, com foco em não permitir o recuo, a inversão dos fatos e o próprio retrocesso. O BRASIL é um bloco de gelo derretendo diariamente. Não tem esse prazo todo. Atenciosamente.

  6. A CULPA É DO FHC
    sábado, 5 de dezembro de 2015 – 12:26 hs

    ORA, ORA!!

    A FILA ANDA!!

    O PRESIDENTE DA FIEP QUE ATÉ OUTRO DIA ERA FIEL DEFENSOR DE GLEYCE E DILMA.

    AGORA DE FORMA OPORTUNISTA VEM A CERRAR FILEIRAS AO LADO DA VERDADE??

    CONFORME O NÚMERO DE ADEPTOS AO PROCESSO DE IMPEACHMENT FOR AUMENTANDO (POR INFLUÊNCIA DAS MOBILIZAÇÕES DE RUA) SEREMOS SURPREENDIDOS POR MAIS NOVAS E INUSITADAS ADESÕES.

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