'Estamos fartos de boas intenções', de Noblat | Fábio Campana

‘Estamos fartos de boas intenções’, de Noblat

do Ricardo Noblat

Como duvidar das boas intenções que certamente levaram o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), a paralisar o processo de impeachment de Dilma até a próxima quarta-feira?

Somente esta semana, seis mandados de segurança deram entrada no STF, todos questionando regras e procedimentos fixados para que o processo avance.

Se há dúvidas, é bom que elas sejam tiradas logo de início para que, mais tarde, não se tente anular o que já estará feito.

Por outro lado, deve preocupar o que disse Fachin a respeito do assunto. Ele disse que pretende estabelecer o rito do processo. Para fazer isso, ele poderá cair na tentação de legislar, o que só cabe ao Congresso.

Caberá ao STF, à luz das leis existentes que orientaram o processo de cassação do mandato o ex-presidente Fernando Collor, dizer isso pode, isso será assim, etc e tal. Nada mais do que isso.

Registre-se: à luz das leis que já existem.

Fachin pediu votos aos senadores para ser nomeado ministro com o discurso de que é preciso barrar a “judicialização da política”. Que não faça como Dilma, que esqueceu o que havia dito em campanha.


6 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 – 10:42 hs

    O estrelismo e as luzes da ribalta, ó vaidade das vaidades. O absurdo que clama aos céus é a decisão monocrática de um juiz solitário imobilizar um poder soberano do Estado. Decisões não deveriam ser tomadas senão em plenário. Como disse ontem Joaquim Falcão, o STF tornou-se permanentemente provisório em suas decisões. O resto é blá, blá, blá.

  2. Cesar
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 – 10:51 hs

    Podem ficar tranquilos no que tange às decisões do Fachin.
    Vejam o que disse o senador Álvaro Dias na sabatina do senado:”O jurista paranense,competente e suprapartidário,se indicado,valorizará a Suprema Corte do País”.
    Será que o Álvaro Dias poderia dar uma explicação aos seus eleitores?
    Já sei:o senador anda mais preocupado com questões mais relevantes,como o sorteio da mega-sena…

  3. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 – 11:05 hs

    Tá repetindo o que o Tucano Gilmar Mendes disse,se o Supremo não salvar o Brasil vai ter guerra entre o mesmo povo e uns idiotas ainda não se deram conta.

  4. QUESTIONADOR
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 – 11:30 hs

    -Tudo que o ministro Edson Fachin menciona, fala, deve ser ouvido e interpretado com muita cautela. Pois possuem tendências marxistas/comunistas e isso é fartamente noticiado por diversos sites na internet.
    -Não causará nenhum espanto, caso decida pelo arquivamento do impeachment da presidente!!!
    -A judicialização da política já está sacramente e em pleno funcionamento em todos os ógãos da justiça.
    -Não demorará para que a justiça brasileira se curve e beije os sapatos do PT, MST e CUT e o idealizador de todo este movimento esquerdista brasileiro, chamado Foro de São Paulo!

  5. sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 – 13:24 hs

    QUESTIONADOR,
    Muito bem dito.
    Assino embaixo

  6. JOHAN
    sexta-feira, 11 de dezembro de 2015 – 15:32 hs

    Caro FÁBIO, com as afirmações anteriores, a sociedade está colocando nas mãos do STF a saída economia e social do país, contudo as dificuldades de moral e ética o STF não resolve, pois essa matéria é individual, e não cabe a eles essa providência, pois ladrão é ladrão. A única preocupação que existe na sociedade é que o Brasil vermelho fala sempre em guerra, pelos representantes do PIXULECO LULLA, do exército do MST e demais baderneiros, contra o Brasil verde-amarelo produtivo, protegido pelo exército brasileiro. Não da para comparar essa afirmação. É de tamanha pequenez que não se avalia. Atenciosamente.

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