Paraná tem menor dívida externa entre principais estados do País | Fábio Campana

Paraná tem menor dívida externa entre principais estados do País

O Paraná é o estado com o menor volume de empréstimos vinculados à moeda norte-americana, entre as seis maiores economias do País. Conforme dados da Secretaria do Tesouro Nacional, com base em relatórios estaduais, o Paraná encerrou 2014 com uma dívida externa de R$ 917,3 milhões, bem abaixo de São Paulo (R$ 10,6 bilhões), Minas Gerais (R$ 10,3 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 9 bilhões), Rio Grande do Sul (R$ 5,4 bilhões) e Santa Catarina ( R$ 2,4 bilhões).

Apesar da alta do dólar – que acumula valorização de quase 40% desde o início do ano – o Paraná tem uma condição menos vulnerável ao câmbio do que outras unidades da federação que elevaram consideravelmente suas dívidas externas. “Uma alta como essa é ruim, mas o Estado tem uma condição mais confortável, porque o estoque da sua dívida externa é pequeno”, afirma o secretário de Estado da Fazenda, Mauro Ricardo Costa. O percentual da dívida externa sobre a dívida total do Estado é de 8,45%.

O aumento da cotação do dólar afeta o saldo e o serviço da dívida dos estados, gerando pressão sobre as despesas. Com a mudança no patamar do câmbio, as dívidas crescem quando convertidas em real. No fim de agosto, a dívida externa (incluindo novos ingressos) do Paraná estava em R$ 1,3 bilhão, de Santa Catarina em R$ 3,73 bilhões e do Rio Grande do Sul em R$ 7,38 bilhões, de acordo com os relatórios do segundo quadrimestre de gestão de cada estado.

Dados atualizados da Secretaria da Fazenda do Paraná mostram que, no fim de setembro, a dívida externa estava em R$ 1,42 bilhão. Sem considerar novos ingressos – como novos programas e desembolsos do agente financeiro – o saldo da dívida externa em reais aumentou 39,67% devido ao câmbio de janeiro a setembro – passou de R$ 676,9 milhões para R$ 945,5 milhões.

Desse montante, a maior parte refere-se a empréstimos do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID). São R$ 81,06 milhões do Paraná Urbano I, R$ 269,7 milhões do Paraná Urbano II e R$ 194,2 milhões do Programa de Expansão, Melhoria e Inovação do Ensino Médio (PROEM). Com o Banco Mundial (BIRD), os empréstimos somam R$ 400,5 milhões, do programa Novo Paraná.

No ano passado, o Paraná pagou R$ 138 milhões referentes ao serviço da sua dívida externa, o que representou 8,9% do gasto com dívida total (interna e externa), de R$ 1,55 bilhão.


Um comentário

  1. antonio
    segunda-feira, 2 de novembro de 2015 – 16:49 hs

    Isso graças ao Governo Federal que não permitiu que o Estado do Paraná tomasse dinheiro emprestado lá fora. Política e politicagens a parte a decisão tem duas consequências: primeira, o estado não se endividou; segunda: se tivesse conseguido os empréstimos teria feito algumas obras com esse dinheiro. O que seria mais prejudicial ao estado? Se hoje se vangloriam de ser o estado com menor endividamento significa que os empréstimos não eram tão importantes.

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