Ex-funcionárias acusam deputado de exigir parte de seus salários | Fábio Campana

Ex-funcionárias acusam deputado de exigir parte de seus salários

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da Gazeta do Povo

Duas ex-funcionárias do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PSB) acusam o parlamentar de reter parte do salário de pessoas que trabalham no gabinete dele, na Assembleia Legislativa do Paraná. Em depoimento ao Ministério Público Estadual (MP), uma delas admitiu que devolvia diretamente a Ribeiro mais da metade da remuneração mensal. Ela autorizou a quebra do próprio sigilo bancário para comprovar a suposta irregularidade. O parlamentar nega a acusação.

Gilberto Ribeiro (PSB) negou as acusações das duas ex-funcionárias. Segundo ele, o depoimento ao Ministério Público deixa claro que elas estão “ressentidas” com a saída do gabinete. “Dizer que dava dinheiro na minha mão, isso é um absurdo. Não mexo com dinheiro nenhum. Minha mãe sempre me disse: ‘não pegue uma agulha que não lhe pertencer’.”

Sobre o suposto nepotismo cruzado, Ribeiro afirmou que a sobrinha do prefeito Loreno Tolardo trabalhou por apenas dois ou três meses como comissionada no gabinete dele na Assembleia. Já a nomeação de sua esposa, Nanci Ribeiro de Camargo, no Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná, ao contrário, seria sob regime da CLT, registrada em carteira. “Não sei se isso caracteriza [nepotismo cruzado]”, declarou. A reportagem não conseguiu contato com Tolardo. Afirmando que vai processar as duas ex-funcionárias para que provem as acusações, o parlamentar afirmou estar cansado de “levar tanta bordoada”. “É o meu nome que está em jogo. Já me acusaram de tanta coisa. Tenho 35 anos de comunicador, sou um troféu para eles.”

Segundo Emanoelli, Ribeiro disse que ela teria que devolver parte do salário a ele. No depoimento, a hoje advogada afirmou que aceitou a oferta, mesmo sendo prejudicada, porque sua remuneração saltaria de um salário mínimo para cerca de R$ 2 mil. Do salário líquido de R$ 5,4 mil recebidos por ela, conforme dados do Portal da Transparência, Emanoelli declarou que ficava com R$ 2,2 mil. O restante era sacado no caixa eletrônico e devolvido ao próprio Gilberto Ribeiro.

Ela ainda disse ao MP que Leila Soriani e Eliseu Meira também devolviam dinheiro ao parlamentar. Já a mãe dela, Alice Secchi, afirmou que não era segredo dentro do gabinete, “porque todo mundo comenta”, que os funcionários Dinho e Kiko entregam parte do salário a Leila. Eles estariam lotados na 3.ª vice-presidência da Assembleia, comandada por Ribeiro. De acordo com Alice, Leila era quem coordenava a arrecadação, além de ser responsável por cuidar das contas do gabinete e da vida financeira privada do parlamentar, inclusive com acesso à conta bancária dele.

Mais denúncias
Ao MP, Emanoelli declarou também que, ao exonerá-la da Assembleia, Ribeiro a indicou para trabalhar no Consórcio Metropolitano de Saúde do Paraná (Comesp), onde atua hoje. Lá, descobriu que a esposa do parlamentar, Nanci Ribeiro de Camargo, também trabalha no local. Em troca, Gilberto Ribeiro teria nomeado na Assembleia uma sobrinha do presidente do Comesp e prefeito de Quatro Barras, Loreno Tolardo, num suposto nepotismo cruzado. Promotor de Proteção ao Patrimônio Público e responsável pelo caso, Fábio Guaragni informou apenas que as investigações estão em andamento. Ele disse não poder dar detalhes do processo para não atrapalhar os trabalhos do MP.


13 comentários

  1. Tacalhepau...
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 10:38 hs

    Se a moda pega… Hummmm vai dar dor de barriga em muitos parlamentares.

  2. zecão vendedor
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 10:42 hs

    gilbertinho, inocente….
    basta conferir o histórico do extrato da conta corrente da funcionária.
    imposto de renda, essas coisas.
    assim dá para ver quanto ela recebia da ALEP e quanto transitava pela conta dela….
    caso contrário, o dinheiro ia para outro lugar…

  3. Kátia Flávia
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 10:49 hs

    Quem deveria dar exemplo e seguir Leis, Abusam dos funcionários, ABSURDO !!!

  4. Pier
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 11:11 hs

    KKKKK
    Isso ocorre nos 95% dos gabinetes da ALEP..
    Falo isso com propriedade pois já fui coagido…

    Tem um Gabinete que tem 34 funcionários, (comissão, Gabinetes e mais comissões). Que “pagam”” 15.000,00 para os “funcionários” e ele s fazem filas no dia do pagto para devolver ao chefe de gab. 10.000,00 e ficar com o s 5.000,00 ou/e as vezes menos!!!

  5. Kransk
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 11:13 hs

    TODOS fazem isso….pode ser que haja alguma exceção, e se houver é uma raridade nesse meio sujo de política.

  6. Bituruna
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 11:14 hs

    Tem mais Deputados graúdos que fazem isso mensalmente.
    Basta conferir ou perguntar para ex funcionários, inclusive muitos deles estão mais que dispostos a colaborar com a justiça.
    Uma vergonha o que aconteceu e continua acontecendo nessa ALEP!

  7. zé povinho
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 12:19 hs

    Isto é coisa velha, acontece em todos os níveis dos Legislativos de Pindorama. E esta “pobre advogada” foi iludida pelo Gilbertão? Duvido muito, ela sabia e concordou até que, tomada de uma “santa indignação” denunciou o BG. É óbvio que esta gazetinha em vias de extinção quer cair de pau em cima do seu concorrente, porque o BG está matando a pau o telejornal da Poderosa no mesmo horário. Denúncia vinda desta gazetinha é tudo, menos verdade.

  8. Brasílio Zanuzzo
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 13:26 hs

    Melhor Cassar logo,senão vai virar sepitcimia…

  9. Fiora Neto
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 14:22 hs

    Meu Deus, isso nao acontece, o Gilbertinho e os demais deputados são pessoas da mais alta qualidade, jamais, jamais iriam fazer uma coisa dessas… cobrar propina… nunca…

  10. Gaúcho Véio
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 14:48 hs

    FALSO MORALISTA !!!!

  11. ILSON
    terça-feira, 10 de novembro de 2015 – 15:23 hs

    Isto é um trabalho para o super GAECO neles cair de pau nesse malandros.

  12. Dionleno
    quarta-feira, 11 de novembro de 2015 – 8:16 hs

    isso enoja… apesar de ser normal não só na assembléia legislativa, mas também na câmara municipal.

  13. EDILSON HUGO RANCIARO
    quarta-feira, 11 de novembro de 2015 – 10:11 hs

    Isso sempre aconteceu. Aqui em Guarapuava o ex-Presidente da Câmara está preso, mas foi difícil o trabalho. O fator político impera. Quem escolhe o Delegado do município é o Deputado ou Prefeito. Isso tem que acabar.

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