Ameaça de bomba no Senado argentino provoca pânico em comitiva paranaense | Fábio Campana

Ameaça de bomba no Senado argentino provoca pânico em comitiva paranaense

O segundo dia da missão parlamentar paranaense para avaliar os impactos do fraturamento hidráulico (fracking) na Argentina terminou com um suposto atentado que deixou em pânico a comitiva formada pelos deputados estaduais Rasca Rodrigues (PV), José Carlos Schiavinato (PP), Fernando Scanavaca (PDT) e Marcio Nunes (PSC). As informações são do Paraná Portal.

O grupo participava do Encontro Latino-Americano de Alternativas ao Extrativismo, no Senado argentino, quando um telefonema anônimo alertou sobre a presença de uma bomba no Salón Illia, onde acontecia o encontro com cerca de 300 pessoas. A Polícia Federal argentina interrompeu o evento e evacou o local. Depois de uma hora de buscas, nada foi encontrado e as atividades foram retomadas. “Fomos pegos de surpresa, não é o tipo de coisa que estamos acostumados no Brasil. Apesar da experiência desagradável, estamos bem e nossa missão continua”, afirmou Rasca Rodrigues em vídeo postado no Facebook.

Além dos quatro deputados, mais cinco paranaenses integram a comitiva e estavam presentes no encontro: os vereadores de Toledo, Tita Furlan e Vágner Delábio; a diretora da ONG 350.org, Nicole Figueiredo de Oliveira; o fundador da Coalizão Não Fracking Brasil (Coesus), Juliano Bueno de Araújo e um representante da prefeitura de Toledo, Renato Eidt.

Participavam ainda das discussões cinco senadores e 19 deputados federais sulamericanos, além de nove deputados de províncias argentinas.

“Parte da política argentina é financiada pela indústria do fracking, percebemos que isto é uma prática comum aqui (Argentina), até porque as lideranças locais agiram com tranquilidade”, completou Rasca. “Foi uma forma de silenciamento das discussões sobre o fracking, uma intimidação, uma tentativa de nos calar”, definiu Araújo.

Nesta quarta-feira (4) a comitiva paranaense segue para o sul do país, onde irão visitar in loco poços de perfuração pelo método fracking, na cidade de Añelo (Neuquén). Os deputados estaduais estão na Argentina há três dias. De acordo com a Assembleia Legislativa os parlamentares paranaenses devem retornar da missão neste fim de semana.


6 comentários

  1. Inuteis
    quinta-feira, 5 de novembro de 2015 – 16:41 hs

    E receberam mais diarias para ficar em hotel no bairro nobre Palermo.
    Mas vinho e pasta em Buenos Aires.
    Mais e mais despesas.
    Mais dinheiro gasto inutilmente.
    Pena que os paranaenses tem que ver um absurdo destes parlamentares – um de Campo Mourão, outro de Toledo e outro de Umuarama. O outro é eleito pelo PV apenas pelo quociente eleitoral.
    Um sem voto total.
    E aí ficam falando de bomba que nem viram.
    Sai urutu cruzeiro.
    Desapega Trotski.
    Sai deste corpo do raskinha.

  2. Juca
    quinta-feira, 5 de novembro de 2015 – 17:46 hs

    Faltaram representantes da família Requião!

  3. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 5 de novembro de 2015 – 17:54 hs

    As bombas não seriam esses deputados??????????

  4. Régis
    quinta-feira, 5 de novembro de 2015 – 19:49 hs

    Cagones.

  5. Falido e mau pago
    quinta-feira, 5 de novembro de 2015 – 21:39 hs

    Os nobres deputados paranaenses não entenderam. Bomba são eles próprios. Quando os hermanos perceberam que eles não representavam perigo ao povo argentino mas apenas aos otários contribuintes paranaenses, liberaram o local.

  6. zangado
    sexta-feira, 6 de novembro de 2015 – 14:31 hs

    Est modus in rebus!
    Não basta “explodirem” na Casa de Horrores ?

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