Requião põe PMDB na dívida ativa | Fábio Campana

Requião põe PMDB
na dívida ativa

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As denúncias do grupo do ex-governador Orlando Pessuti de que o senador Roberto Requião cometeu todo tipo de arbitrariedade para controlar o PMDB do Paraná e usar o dinheiro do fundo partidário para interesses próprios, ganhou força com nova decisão da Justiça Eleitoral. Aos fatos. Em outubro de 2014, conforme decisão do TRE-PR, Requião e coligação “Paraná com Governo” foram multados em R$ 80 mil, R$ 40 mil cada um, por propaganda irregular nas eleições estaduais. Pois bem, depois de recorrer e perder, Requião recolheu a sua multa em dezembro de 2014 e passou a multa de R$ 40 mil da coligação para responsabilidade do diretório do PMDB do Paraná.

Desde então, o partido vem protelando o pagamento e depois de notificado com aviso que poderia ser inscrito em dívida ativa da Fazenda Nacional, o que lhe impediria de receber os recursos do fundo partidário, o PMDB, mais uma vez, enrolou a justiça eleitoral, pedindo o parcelamento da multa.

Em julho de 2015, o TRE solicitou ao partido que juntasse aos autos da representação documentos da movimentação financeira do diretório para decidir sobre o parcelamento, o que não ocorreu. Em agosto de 2015, a Procuradoria Eleitoral se manifestou contrário ao pedido de parcelamento.

Mesmo assim, com documentação do exercício financeiro do partido de 2014 acostada em outra representação, o relator Paulo Afonso da Motta Ribeiro deferiu o parcelamento, em 60 vezes, em 14 de setembro de 2015. O que fez o PMDB então: não recolheu nem a primeira parcela e tampouco se justificou perante ao tribunal.

“..o partido vem tumultuando de forma temerária e desleal o processo nesta fase de pagamento da multa eleitoral, com pedido de reiterados expedientes para o pagamento de multa que nunca se concretizam, o que impõe o reconhecimento de litigância de má-fé da parte (PMDB)”, diz o relator Paulo Ribeiro.

Diante disso, o relator Paulo Ribeiro revogou o parcelamento da dívida, multou o PMDB em mais 1% do valor dívida – hoje na casa dos R$ 45,8 mil- e mandou inscrever o partido em dívida ativa na Fazenda Nacional. A decisão é de segunda-feira, 26 de outubro, dois dias após Requião ser eleito novamente, de forma arbitrária, segundo os seus adversários, a presidência do PMDB do Paraná por mais dois anos.

“O que queremos saber o que Requião fez com R$ 1,3 milhão do fundo partidário em 2015, sem prestação de contas, sem nada. Como foi usado esse dinheiro, em prol direto do partido que não foi”, disse Pessuti.


3 comentários

  1. sábado, 31 de outubro de 2015 – 20:47 hs

    Que ele é adepto e fã dos petistas, todos nós sabemos, agora será que aprendeu com eles a gastar dinheiro que não lhe pertence? Pobre PMDB do Paraná que a cada dia mingua mais.

  2. jk
    segunda-feira, 2 de novembro de 2015 – 13:20 hs

    O grandão não admite a derrota, vai logo para o PSDB e leva junto o Roma, e deixa de mimi.
    Ou seja para de encher o saco com essas noticias.

  3. QUESTIONADOR
    terça-feira, 3 de novembro de 2015 – 13:34 hs

    -O PMDB deveria ser extinto e seus políticos eleitos deveriam ter seus mandatos cassados e expulsos da vida pública por tempo indeterminado!!!

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