Barros diz que corte no Bolsa Família não aumentará a miséria | Fábio Campana

Barros diz que corte
no Bolsa Família não aumentará a miséria

Via Correio Braziliense

O relator-geral do Orçamento de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), chamou de “mentira” o discurso de que a eventual redução do programa Bolsa Família para o próximo ano levará milhões de pessoas para a miséria. “Não há nenhum risco de, cortando R$ 10 bilhões do Bolsa Família, se cometer alguma injustiça”, disse, em entrevista ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado.

A afirmação foi em resposta à ministra do Desenvolvimento Social, Tereza Campello, que, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo publicada na terça-feira (20/10) disse que qualquer corte no programa terá impacto no aumento da extrema pobreza. “Essa é a opção do Brasil? Não acredito que o Congresso Nacional fará isso”, comentou ela.

O corte que o deputado vai propor no Bolsa Família, que é uma das maiores vitrines eleitorais do PT, corresponde a cerca de 35% do total previsto para o programa no próximo ano, de R$ 28,8 bilhões. Há duas semanas ele havia revelado ao Broadcast que, sem contar com receitas novas da CPMF para 2016, iria passar a tesoura “sem dó” nos programas sociais, como o Bolsa Família.

Ricardo Barros disse que o corte no principal programa de transferência de renda do governo, do qual é um dos vice-líderes na Câmara, será possível por três principais fatores: há fraudes, 72% dos beneficiários trabalham e poderiam eventualmente abrir mão da renda extra e, pela não inclusão de novas famílias no programa de transferência de renda.

“As pessoas ficam enganando o governo e perdendo outros direitos que valem muito mais do que o Bolsa Família”, argumentou ele, ao ter tomado a decisão do corte em dados dos gestores do próprio programa. “Sou um cara pragmático, sou engenheiro”, disse.

O relator disse que até topa retirar o corte no Bolsa Família, desde que o governo indique uma nova fonte de receitas para suprir os R$ 10 bilhões ou outra despesa no orçamento que possa ser reduzida com esse valor. Afirmou já ter avisado do corte ao ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, e a líderes partidários, mas, até o momento, não houve uma discussão de “mérito” sobre a mudança com integrantes do governo. Barros e Tereza Campello, por exemplo, não conversaram ainda sobre a eventual restrição ao programa.

O deputado reagiu também às críticas de parlamentares da base e até da oposição contra a restrição ao programa, a maior vedete social da gestão petista. “Tem que tratar as coisas com seriedade, vamos para o debate em cima da mesa com os números, eu sei o que estou falando e eles estão fazendo apelo emocional”, disse. “A impressão de que eles têm que o Bolsa Família é o Fome Zero não é verdade. Preciso ganhar tempo para convencer as pessoas”, completou.

Barros repetiu que não vai contar com a CPMF no orçamento de 2016, por considerar difícil a sua aprovação no Congresso e que tampouco o imposto arrecadará os R$ 32 bilhões previstos, e que incluirá o aumento da Cide do combustível, que não precisa de aprovação do Legislativo. “É melhor ter uma Cide condicionada, que é uma receita que o governo pode dispor a qualquer momento, do que uma CPMF que depende da vontade do Congresso”, avaliou.

O relator disse novamente não ter compromisso em atingir na proposta a meta fiscal de 0,7% do PIB, como tem defendido o ministro da Fazenda, Joaquim Levy. E afirmou que trabalhará para garantir um orçamento equilibrado no próximo ano, com receitas superiores às despesas.


10 comentários

  1. TROLL
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 17:05 hs

    Mas o pão com mortadela vai continuar? Caso positivo, vai adiantar?
    Nivelar por baixo, depois das cagadas que foram feitas por este Governo, é realmente uma MERDA( com o perdão da palavra)
    Estão colhendo o que plantaram e estão durando muito!

  2. Claudio Nascimento
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 17:12 hs

    Que beleza..Acabar com a mamata destes vadios que não produzem e só consomem as nossas custas há mais de 15 anos. Vamos trabalhar moçada. Chegou a hora. Chega de mamar nas tetas do setor produtivo.

  3. quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 17:24 hs

    A C A B O U A G R A N A, não caiu a ficha ainda?

  4. HAIMATLAND
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 17:31 hs

    O QUE O BRASIL PRECISA É ACABAR COM O “BOLSA FILHARADA” E CRIAR O “BOLSA LAQUEADURA E BOLSA VASECTOMIA”, ASSIM A MISÉRIA NÃO SÓ REDUZ COMO ACABA DE VEZ COM O POPULISMO.

  5. antonio carlos
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 21:34 hs

    Concordo com o maridão da vice-governadora, ele parte do princípio de que quem já está no inferno o que custa dar um abraço no diabo? Não vai ser diminuindo o valor da esmola que a miséria vai acabar.

  6. carlos-cajuru
    quinta-feira, 22 de outubro de 2015 – 2:11 hs

    Depois dessa tu nunca mais se eleja mais pra coisa nenhuma!

  7. valdir
    quinta-feira, 22 de outubro de 2015 – 11:26 hs

    E vez de distribuir dinheiro pra essa corja,arruma um serviço pra eles,manda pintar escolas,cortar mato na beira de estradas,lavar placas ai sim.nao de os peixe,ensine os as pescar.

  8. Juca
    quinta-feira, 22 de outubro de 2015 – 14:08 hs

    Calça Frouxa vá arrumando ocupação pois o sustento oficial vai acabar!

  9. Fala sério pô
    quinta-feira, 22 de outubro de 2015 – 14:08 hs

    É isso aí deputado, faz esses preguiçosos trabalharem.
    Chega de viver nas costas de quem trabalha.

  10. M.E.J.
    quinta-feira, 22 de outubro de 2015 – 16:32 hs

    Interessante: Passaram os últimos 10 anos insistindo que o BF reduziu a pobreza.

    CORTAR o benefício, agora, não VAI AUMENTAR a POBREZA?

    Quando estavam mentindo?

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*