Polícia Civil entra em greve em defesa de Recalcatti | Fábio Campana

Polícia Civil entra em greve em defesa de Recalcatti

Há indicativo de paralisação na próxima quarta-feira, dia 21. O protesto será das 8 às 20 horas. Apenas flagrantes serão registrados. A ideia é encaminhar outras ocorrências para o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) atender.

Nota de esclarecimento do SIDEPOL

Sobre a mais recente operação do GAECO-Curitiba, batizada de operação Aquiles, repudiamos veementemente a prisão ilegal do Delegado Rubens Recalcatti e dos Investigadores que participaram da operação policial que resultou em confronto e morte de Ricardo Geffer, pois mais uma vez, á semelhança do Caso Tayná, adotou-se a postura de utilizar a prisão dos Policiais como mecanismo de tortura psicológica na tentativa tosca de obter uma delação premiada.

O Delegado Rubens Recalcatti é um Policial corajoso e dedicado, que sempre honrou a confiança que a sociedade lhe depositou. Antes de desencadear a operação policial que resultou no confronto e morte do infrator, ele solicitou o apoio do GAECO, e a resposta foi no sentido de que o GAECO não iria se envolver.

Como Presidente do Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná, antes da tal operação Aquiles, estive em reunião com o Procurador Geral de Justiça Dr. Gilberto Giacóia e relatei que o Delegado Rubens Recalcatti e todos os Investigadores que participaram da operação que resultou no confronto estavam a disposição para prestar qualquer esclarecimento sobre os fatos.

O próprio Dr. Rubens Recalcatti esteve pessoalmente conversando com o Procurador Geral e com o Corregedor o Ministério Público, se dispondo a prestar as informações necessárias. Não nos opomos às investigações do fato, mas classificamos a prisão do Delegado e dos Investigadores como medida midiática, desnecessária, arbitrária, insana e covarde.

O método de reconhecimento utilizado contra os integrantes da Polícia Judiciária é completamente diferente do método utilizado no reconhecimento dos Policiais do GAECO que também foram acusados de tortura no caso Robson Vieira.

No local do confronto que resultou na morte de Ricardo Geffer, os celulares dificilmente funcionam. Promotores que integram o GAECO sequer têm noção do que é um confronto, pois suas ações só são desencadeadas contra pessoas responsáveis,com endereço fixo e profissão definida e que jamais oporão resistência ou atentarão contra a integridade física dos executores das medidas, ainda que estas MEDIDAS sejam arbitrárias e injustas.

Todavia, os reiterados abusos poderá certamente resultar em uma tragédia sem precedentes.
Mais uma vez, percebe-se que o GAECO desencadeará ações visando desestabilizar a administração do atual Secretário de Segurança Pública, pois o Procurador Leonir Batisti alimenta o grande sonho de um dia ocupar o cargo, mas ele sabe que mantém oculto “um tendão de Aquiles”.

Desafiamos mais uma vez, os Promotores do GAECO a discutir publicamente o Caso João Marcos, o Caso Tayná e o Caso de tortura ocorrido dentro das dependências do GAECO, que foi investigado pelo próprio GAECO que pediu o arquivamento do feito,alegando que não havia indícios de tortura contra o GAECO. Uma comédia.

O Procurador Geral demonstra preocupação para que não seja instalada uma crise. A crise já está instalada e a resposta das Entidades de Classe será justa, porém dura e implacável. Para atingir a honra e a dignidade de nossos Policiais, o acusador deve ter no mínimo qualificação moral e vida íntegra, o que não é o caso de alguns promotores e procuradores.

Casos como da Promotora do GAECO de Londrina e do promotor Henrique Bolzani e companhia, jamais chegariam ao conhecimento público se o secretário de segurança fosse um promotor ou procurador de Justiça.

Quando um Delegado de Polícia ou Coronel da Polícia Militar, é o secretário de segurança, torna-se mais difícil aos membros do Ministério Púbico a ocultação de seus crimes, razão pela qual desejam que esteja a frente da pasta da segurança pública um promotor de justiça, preferencialmente omisso e covarde, para constranger as Polícias ao silêncio absoluto no que se refere aos crimes do Ministério Público.

Mais uma vez desafio o Procurador Geral de Justiça a abrir os arquivos da Corregedoria do Ministério Público do Paraná para que a sociedade possa verificar qual das duas instituições é mais rigorosa no trato com desvios de conduta de seus membros.

Curitiba, 15 de outubro de 2015.
Claudio MARQUES Rolin e Silva
Presidente do SIDEPOL – Sindicato dos Delegados de Polícia do Paraná


15 comentários

  1. valdir
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 22:28 hs

    Qualquer vagabundo que denunciar um Policial,O Gaeco aceita,isso quer dizer que vagabundo tem voz.Acho eu que o Gaeco deveria estar do lado do Policial,salvo quando comprovado que foi para roubar extorquir alguem ai sim,mas se foi comprovado que tem ficha criminal é menos um para o povo financiar nos presidios,Gaeco ir contra um POLICIAL que trabalha contra a criminalidade POR FAVOR.Gaeco vai investigar a morte da menina da mala,a menina Tayna e faça melhor ainda vai atras das filmagens que foram apagadas sumiram (segundo a Dep.federal Christiane Yared )no dia em que o ex deputado estadual Carli Filho em um acidente,onde morreram dois inocentes.POR FAVOR GAECO….

  2. Recalcatti pessoalizou o caso
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 22:55 hs

    Na minha opinião o Recalcatti fazia um bom trabalho em prol da segurança pública mais quando pegou esse caso envolvendo um parente seu, ele tomou as dores e errou.
    Caso com vícios de origem e que deveria ser investigado por outro delegado que inclusive já estava atendendo o caso que era o da localidade rio branco.
    Justamente por isso que acho que fica caracterizado que ele pessoalizou esse caso e quis fazer justiça com as próprias mãos e talvez achando que pelo fato de ser delegado, não daria nada e se enganou.
    Enfim,o certo é o certo e o errado é o errado mesmo que ninguém esteja vendo.
    Por outro lado penso que ainda bem que existe um gaeco que fiscaliza a ação das polícias.
    É a minha opinião e também acho que a polícia não deve tomar as dores nestes casos pois justamente causa pressão e instabilidade jurídica.
    Certamente haverá a possibilidade a sua defesa e julgamento.

  3. Renato
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 22:57 hs

    Este povo quer mídia e mídia basta ver no começo do ano barulho ,e barulho ….quero ver um governador ….sacudo que acabe logo com este gaeco e tire todos os policiais e delegados e PM e ,….ai estes promotores que vão investigar e prender sozinho para ver se conseguem fazer barulho ….acabe já agora é hora de pôr fim nesta história estão passando da conta além da lei … Deles digam que eles não erram e são Santos …. Vamos lá deputados e governador tire os policiais e delegados e viaturas de lá e coloque eles para trabalhar em quartéis e delegacias e os promotores que façam seus papéis de investigar e prender já que ganham muito bem para isto …não venham puxar o saco já que o salário deles quem paga somos nós contribuintes chega

  4. Junior
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 23:46 hs

    Até que enfim!
    Uma voz, pelo menos, se levanta contra o justicismo processual no qual o cidadão, se não for bandido, é preso para provar que não deve.
    Fins não justificam meios. Respeitem-se princípios básicos do direito penal e prossessual penal.
    Torquemada deve estar se revirando de inveja no inferno!

  5. sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 7:47 hs

    Até que ponto este “time de estrelas” (talvez porque se sintam acima das nuvens e tempestades) vai se perpetuar no combate “especial” aos casos que escolhe atuar ?

    A nota do SIDEPOL é esclarecedora e urge que exijamos do Governo do Estado, mais propriamente da Procuradoria Geral do Ministério Público, SATISFAÇÕES PÚBLICAS de seus atos/omissões na fiscalização dos abusos e falhas cometidos por esta “equipe da elite” do Parquet.

    Agora a grande pergunta é: só o SIDEPOL tem CORAGEM para exigir TRANSPARÊNCIA neste órgão que absorve dinheiro dos contribuintes sem PRESTAR CONTAS das suas MAZELAS, com a devida publicidade?

    Estou cansado de ler, entrelinhas, que os fins justificam os meios… Não! Se o GAECO acertou em algumas ações isto NÃO justifica abusos ou omissões!

    Volto a perguntar: porque este GAECO curitibano não tem CULHÕES como o paulista, haja vista o combate ao VERDADEIRO CRIME ORGANIZADO que assola a segurança pública, seus operadores e toda a sociedade, alvo de novela e repúdio em horário nobre nos dias atuais…

    Quando este GAECO curitibano vai utilizar o dinheiro de nossos impostos PARA INVESTIGAR E TOMAR PROVIDÊNCIAS contra o PCC e assemelhados, aos moldes de outros grupos REALMENTE de elite no Brasil?

    Vide:
    http://sao-paulo.estadao.com.br/noticias/geral,maior-investigacao-da-historia-do-crime-organizado-denuncia-175-do-pcc,1084346

  6. tatiana
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 7:49 hs

    Porque tanta preocupação por parte do sindicato com esta prisão? Deixem o Gaeco fazer o seu trabalho, se o delegado Recalcatti não deve não há motivos para tanto barulho.Promotor Leonel Batistti não se deixe intimidar, continue com o seu brilhante trabalho.

  7. Emanuelli
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 9:29 hs

    Bandido assalta mata comerciante, não tem investigação e ninguém prende!

  8. sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 9:32 hs

    Digno Fábio Campanha,

    A pretensão do Sindicato dos Delegados é proteger o Recalcatti para que ele assuma o lugar do Deputado Ney Leprevot que sai candidato a prefeitura de Curitiba. A vida profissional de Recalcatti é recheada de mal feitos, mas como Alcapone (preso por sonegação fiscal) ele foi preso em uma situação que ele nunca imaginava. Acontece que a paralisação é coisa dos delegados que são a minoria na Polícia Civil, mas as categorias de base não estão com eles. Nunca na história da instituição os delegados paralisaram suas atividades por qualquer motivo, muito menos para defender os Investigadores de Polícia, Escrivães, Papiloscopistas e Peritos Criminais. Fábio, sei que és um homem honrado e por isso vai publicar meu posts.

    Cordialmente,

    Valério Schmith

  9. Tubarão
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 9:38 hs

    vixi…vão querer ATROPELAR o Sr. Leonir Batisti…

  10. Coerente
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 10:05 hs

    Só porque ele ia assumir como deputado arrumaram uma maneira de prender o delegado.

  11. Sandro
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 10:07 hs

    Senhor do céu……isso ai precisa de esclarecimentos pra população, pois essa história está bem sinistra….e de novo, prisão antes de condenação é contra os principios DIREITOS HUMANOS, aquele que um monte de lunáticos falam quando se trata de proteger bandidos……..

  12. luis codorna
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 11:26 hs

    Qual é a função de promotores que ganham muito bem por favor alguém sabe e pode dizer os salários e os benefícios e quanto da isto por mês ????? Quem paga esta folha de pagamento e os benefícios deles ???? Ai eu pergunto quem investiga eles ??? Ai pergunto quantos policiais e delegados estão à disposição deles ??? Porque estes policiais não estão em delegacias onde nem policial tem e nem delegado tem ??? E ai pergunto quando eles precisarem e só pedir ou requisitar a força policial para o trabalho !!! Teríamos muito efetivo na rua e mais delegados em delegacias … Atenção senhores deputados e governador acorda e façam o dever de casa . Pago meus impostos e acho que o dinheiro público deve ser muito bem aplicado e não se esqueçam quem ganha 1 ou 2 salários que pagam seus salários

  13. E se fosse outro policial?
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 11:31 hs

    Queria ver se fosse outro policial que estivesse na situação do delegado, se a polícia iria parar para ajudar.
    Quantos outros policiais que se envolvem em tiroteios e inocentemente são penalizados e tem que se defender sozinhos e sem o amparo da corporação.
    Isso sim é um absurdo.
    Só porque pegaram um peixe um pouco maior, tá dando esse bafafá?
    Fica a dica para os policiais de base pensar se fosse com eles se a polícia iria ajudá-los. Será?

  14. Paulo
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 14:39 hs

    A prisão do Delegado Recalcatti e dos investigadores foi baseada em denúncias da família e amigo do bandido ou seja de gente que nunca irá dizer a verdade pelo puro motivo de vingança pela perda de um membro de sua quadrilha. Eu vejo isso como INVERSÃO DE VALORES. Onde a polícia é condenada e a bandidagem absolvida de seus crimes. E o resultado é que bandido anda solto e cidadão de bem atrás das grades em suas moradias.

  15. Stanislau Samenko
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 16:17 hs

    Lex dura lex sed lex
    Todos estão sujeito a lei, quando se trata de servidor público investido de pode, o rigor deve ser ainda maior.
    Ninguém deve está acima da lei!
    Se todos resolverem fazer a justiça pelas próprias mãos, não precisa de poder constituído. Delegado Rubens Recalcatti e todos os Investigadores que participaram da operação, segundo o GAECO cometeram crimes, e devem responder como criminosos.
    Policial criminoso, desonra os bons policiais, portanto devem ser extirpados da corporação.

Deixe seu comentário:

Campos obrigatórios estão marcados com *

*

*