Planalto adia corte de três mil cargos comissionados | Fábio Campana

Planalto adia corte de três mil cargos comissionados

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O Palácio do Planalto decidiu adiar o corte de três mil cargos comissionados anunciado pela presidente Dilma Rousseff como parte da reforma administrativa. A ideia é esperar passar este momento de crise para desencadear a dispensa de pessoal. A avaliação é de que isso poderá abrir novo flanco de insatisfação da base parlamentar no Congresso, em um momento em que o governo busca evitar o impeachment da petista. As informações são do Estadão.

Ainda não há nova data fixada para a extinção dos cargos, tecnicamente chamados de Direção e Assessoramento Superior (DAS). Neste momento, o Palácio do Planalto discute com os partidos as nomeações de segundo e terceiros escalões, após a reforma ministerial que extinguiu pastas e ampliou a presença do PMDB na Esplanada dos Ministérios. A liberação dos cargos é uma das exigências dos partidos para garantir o apoio da base governista à presidente, que está ameaçada pela possível abertura de um processo de impeachment.

Para assessores de Dilma, seria temerário anunciar a demissão de possíveis afilhados de políticos que ocupam DAS quando o governo está justamente tentando reconstruir a sua base parlamentar. Pelo anúncio inicial, o governo esperava economizar R$ 200 milhões com o corte de três mil dos 22,6 mil cargos comissionados, com a extinção de ministérios e de 30 secretarias.

A reforma, contudo, segue onde não afeta muito a política. Viagens de primeira classe bancadas com dinheiro público passaram a ser, desde ontem, exclusividade do presidente e do vice-presidente da República. Em viagens de trabalho, os ministros e os comandantes das Forças Armadas, que antes tinham direito a essa regalia, só poderão embarcar agora na classe executiva. Todos os demais agentes públicos e dependentes só terão direito a bilhetes da classe econômica. A medida foi publicada ontem em decreto no Diário Oficial da União.


3 comentários

  1. COMANDO
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 14:48 hs

    Os comissionados tudo o povo nada…

  2. leandro
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 16:04 hs

    Foi se abrir uma janela para a presidente em relação a sua possível derrubada que a coisa já mudou. Não vai tirar comissionado algum, pelo contrário aumentará a quantidade, pelos acordos feitos, Já está aparecendo em público e só falta os ministros que foram vaiados voltem aos restaurantes padrão Fazzano.

  3. antonio carlos
    quinta-feira, 15 de outubro de 2015 – 20:58 hs

    E para quê descontentar 3000 apaniguados quando a batalha pelo impeachment não vai acontecer? E assim vamos indo, de mal para pior. E tudo por culpa dos hipócritas que se dizem da oposição, comandados pelo tal Cunha, o Rei dos Malandros.

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