Para aproveitar a sexta-feira | Fábio Campana

Para aproveitar
a sexta-feira

música?

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– Para comemorar o dia das crianças a Caixa Cultural apresenta Música para Gente Miúda. Três espetáculos diferentes percorrem o final de semana: na sexta-feira, o grupo Barbatuques, de São Paulo, apresenta o seu primeiro e recente trabalho voltado para o público infantil, Tum Pá. Sábado, a também paulistana Banda Mirim, com Rádio Show. E no domingo, a curitibana A Banda Mais Bonita da Cidade estreia seu novo trabalho, criado especialmente para a criançada.

Na sexta-feira o horário de apresentação é 19h, sábado e domingo, às 17h. A Caixa Cultural fica na rua Conselheiro Laurindo, 280.

– A banda curitibana Sincopé faz show de lançamento do álbum Caça-palavras sexta e sábado no Teatro Paiol, nos dois dias às 20:30.

– Hoje tem rock progressivo do Jethro Tull no Teatro Guaíra. O repertório de The Rock Opera promete os clássicos da banda inglesa. O show começa às 21:15 e os ingressos (entrada inteira) têm variação entre 220 e 430 reais.

cinema?

cinco
– O documentário “Cinco câmeras quebradas” (Palestina, 2011, 90′) é o resultado de sete anos de trabalho de Emad, que comprou a primeira câmera quando o seu filho Gibril nasceu e passou a registrar tudo o que acontecia em sua vila natal, Bil’in, na Cisjordânia,sob ocupação militar de Israel. Emad fez um documento fundamental para a compreensão, pelo público externo, do cotidiano palestino sob ocupação. O título do filme faz referência às cinco câmeras que o exército israelense inutilizou ao atingi-las com tiros. Numa dessas ocasiões o equipamento salvou a vida do diretor – a câmera deteve a bala atirada na direção da cabeça de Emad. O filme foi indicado ao Oscar de melhor documentário estrangeiro em fevereiro de 2013, tendo recebido a premiação em Califórnia, Los Angeles. A direção é de Emad Burnat e Guy Davidi e tem sessão gratuita no Cine Guarani às 19 horas.

– “O Preço da Fama”, filme francês de Xavier Beauvois, está em cartaz no Cineplex Batel. A sinopse: “Eddy Ricaart (Benoît Poelvoorde) acaba de sair da prisão e recebe a ajuda de um velho amigo, Osman Bricha (Roschdy Zem), cuja vida foi salva por ele no passado. Eddy fica alojado em um trailer, localizado no quintal da casa em que vivem Osman e sua filha pequena, Samira (Séli Gmach). Ao perceber que o amigo enfrenta dificuldades financeiras, devido à doença que impede que sua esposa Noor (Nadine Labaki) deixe o hospital, Eddy lhe propõe um plano ousado: sequestrar o corpo de Charles Chaplin, que morrera recentemente, e exigir um alto resgate. Inicialmente Osman recusa a proposta, mas diante do agravamento de seus problemas acaba por aceitar”.

drink?

A História diz que a tradição entre Cuba e o rum começou em 1493 quando Cristóvão Colombo levou a cana de açúcar para a ilha. A planta se adaptou bem ao solo e ao clima, se desenvolveu e foi também utilizada para fazer tafia, um suco fermentado e muito forte. Quando, depois de 1800, os alambiques de cobre chegaram e o processo de envelhecimento da bebida pode ser administrado, o sabor melhorou. Mas foi só quase 80 anos depois quando o espanhol José Arechabala fundou uma modesta destilaria em Cárdenas é que o rum passou a ter uma qualidade superior, com sabor leve e delicado. Assim nasceu o Rum Havana Club, que algum tempo depois passou para as mãos do governo cubano que o registrou e tratou de exportá-lo para outros lugares. Em 1993 foi constituída a Havana Club International, uma joint-venture entre o governo cubano (responsável pela distribuição nacional) e a multinacional francesa Pernod-Ricard (responsável pela distribuição internacional) e a partir daí, mais de 80 países compram e comemoram a bebida, inclusive o Brasil. O Havana Club é encontrado facilmente em lojas de bebidas aqui em Curitiba, em pelo menos três das oito versões que a marca produz.

Aproveite o final de semana e tome uma dose do 7 Años, referência mundial, que acompanha bem os melhores charutos cubanos.

literatura?

– O jardim, a tempestade, Jamil Snege
Arquivo
Jamil Snege é dessas raras exceções. “O jardim, a tempestade” contém o cuidadoso trato da linguagem e a busca de formas que o situa entre os melhores inventores. Mas a literatura de Snege é mais que isso. Também contém as paixões e desenganos que nos fazem reconhecer um mundo que preferiríamos não fosse o nosso.

– Joaquim – Dalton Trevisan (en)contra o paranismo, Luiz Claudio Soares de Oliveira

Um jovem na casa dos 20 anos lança uma revista e combate meio século de domínio de gerações de artistas que se revezavam no poder cultural no Paraná. O jovem de então viria a se tornar um dos mais respeitados escritores brasileiros: Dalton Trevisan. A revista Joaquim, lançada em 1946, incendiou o estado questionando alguns nomes sagrados das letras e das tintas regionais; levantou polêmicas estaduais e nacionais; abriu caminhos e arrebanhou nomes consagrados da cultura brasileira, como Carlos Drummond de Andrade, Vinicius de Moraes, Mario de Andrade, Portinari, Di Cavalcanti, Otto Maria Carpeaux, Sérgio Milliet, entre outros. Tão rapidamente quanto surgiu, desapareceu na 21ª edição. Mistério que perdura até hoje.

É esse o tema da dissertação de Mestrado (Letras/UFPR) de Luiz Claudio Soares de Oliveira, que se transformou em livro.


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