O acordo da oposição com Eduardo Cunha | Fábio Campana

O acordo da oposição
com Eduardo Cunha

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Ilimar Franco

No encontro do final de semana, os líderes da oposição pressionaram o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para que defira o pedido de impeachment. Em troca se comprometeram a não apoiar qualquer movimento para destituí-lo do cargo.

A oposição concluiu que não tem 257 votos para aprovar o impeachment, caso Cunha indefira o pedido. Mas não vai precisar enfrentar essa votação se ela for deferida. Essa foi a manifestação de Cunha em resposta à questão de ordem sobre o tema. Na página sete desta, diz: “Encontram-se asseguradas pela previsão regimental de recurso contra a decisão do presidente que indeferir o recebimento da denúncia” (artigo 218, parágrafo terceiro, do Regimento Interno da Camara dos Deputados).

Os mínistros Ricardo Berzoini e Jaques Wagner se reuniram ontem com líderes petistas para ver como enfrentam essa situação. Amaioria deles não havia se dado conta dessa interpretação e vão lutar por um recurso no plenário. Alguns petistas acham que será inútil e que o partido, e aliados, devem se preparar para aprovar em plenário os 66 nomes da comissão especial que vai analisar a admissibilidade a abrtura de um processo de impeachment. A decisão do ministro Teori Zavascki (STF), questionando a decisão Cunha, dará tempo para o governo agir.

Esses 66 nomes serão indicados pelo critério da proporcionalidade, mas terão que ser aprovados em plenário. O presidente e o relator da comissão também terão que ser aprovados, mas em votação na comissão especial. Por isso, o Planalto começou a correr para atender os pleitos dos aliados. A presidente Dilma precisa de uma base coesa para enfrentar esse embate político. Um quadro importante do PT resume o quadro: “O problema do governo não é o Eduardo Cunha, é a base do governo”. Até porque, não dá tempo de cassar Cunha antes que votar o impeachment da presidente Dilma.


4 comentários

  1. valdir izidoro silveira
    quarta-feira, 14 de outubro de 2015 – 8:19 hs

    Veja Fabio, que moral tem a oposição para pedir o afastamento da presidente Dilma, sem quaisquer provas, e protege o presidente da câmara Eduardo Cunha, com provas evidentes de recebimento de propinas, que mentiu na CPI da Petrobras? Ao se negarem a assinar requerimento de pedido de afastamento de Eduardo Cunha a oposição deu um tiro no pé porque estão protegendo, defendendo, blindando um, parlamentar que faltou com o decoro, é mentiroso e participou do esquema de corrupção. Pode?

  2. Sergio Silvestre
    quarta-feira, 14 de outubro de 2015 – 10:03 hs

    Legal né,a oposição agora de mãos dadas com um celerado,que está provado que mete a mão no erário,que não tem escrúpulos e segundo o delator e um sujeito de meter medo por causa de suas ameaças.
    ´pois bem,a Dilma está no meio de muitos bandidos,inclusive tucanos emplumados que não são diferentes do Cunha.O que na verdade queremos para o Brasil,parece que temos a mania de nos auto destruir e pensar que esses sujeitos que se aliam a bandidos para talvez voltar ao poder são aqueles que botamos nossas esperanças.
    Meu Deus,é o fim dos tempos e ninguém ainda parou para pensar que amanhã poderemos ter uma bagunça geral onde partidos fora do poder poderão de uma hora para outra tirar e por governos que não lhe locupletem.
    Ai vira um general e botará ordem na casa,vão brincando.

  3. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 14 de outubro de 2015 – 10:10 hs

    Um americano uma vez me disse que, no Brasil, sempre ganha quem aposta na esculhambação. É cavalo vencedor e paga poule de 10. A marca do Brasil é a esculhambação, tanto que o símbolo do Brasil deveria ser o imortal Chacrinha que é a melhor representação da sociedade brasileira e das suas instituições.

  4. Antônio Erminio
    quarta-feira, 14 de outubro de 2015 – 19:08 hs

    Este Congresso Nacional é um mar de lama…,muito fétida e podre!
    Vamos reduzir os parlamentares em 2/3,assim seriam 222 e o cheiro poderia melhorar um pouco…

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