Joaquim Levy tornou-se um ministro ornamental | Fábio Campana

Joaquim Levy tornou-se um ministro ornamental

levy - wilson dias agencia brasil

Josias de Souza

Joaquim Levy tomou posse, em janeiro, como o ministro que dominaria o governo com suas medidas de austeridade e responsabilidade fiscal. Passados nove meses e meio, o titular da Fazenda tornou-se um ministro ornamental. A situação de Levy vai ficando dramática, como admitiu um de seus auxiliares, em conversa com um executivo do sistema financeiro nesta quinta-feira.

O executivo tocara o telefone para o membro da equipe de Levy, seu amigo de duas décadas, para tomar-lhe o pulso depois que a agência de classificação de risco Fitch rebaixou a nota de crédito do Brasil. Ouviu um desabafo que dá ideia da insatisfação que vigora Fazenda. Avalia-se no ministério que o esforço para barrar o impeachment leva o governo a negligenciar a crise econômica, agravando-a.

Quando o Brasil perdeu o selo de bom pagador da agência Standard & Poor’s, a ficha do governo parecia ter caído, disse o auxiliar da Fazenda. Mas os projetos da agenda econômica não saem do lugar no Congresso. O personagem citou como exemplo o projeto de lei que cria regras para a regularização de dinheiro enviado por brasileiros ilegalmente para o exterior.

A proposta foi remetida à Câmara no início de setembro. Deveria tramitar em regime de urgência. Mas encontra-se parada numa comissão especial. Com essa iniciativa, o governo esperava arrecadar algo como R$ 11 bilhões ainda em 2015. Não vai rolar. Foi para o beleléu a perspectiva da Fazenda de entregar um superávit primário de 0,15% do PIB neste ano. Dá-se de barato que haverá déficit.

Nas palavras do auxiliar de Levy, a economia brasileira está em marcha a ré e o governo, politicamente enfraquecido, não consegue engatar a primeira marcha. Vigora na Fazenda, disse ele, uma sensação de ‘saco cheio’ que vai do ministro ao porteiro. De dominante, Levy passou à condição de ministro figurativo. Como se fosse pouco, virou alvo preferencial de Lula, do PT e de suas ramificações nos movimentos sindical e social.


7 comentários

  1. M.E.J.
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 16:36 hs

    Corre a notícia quer o Levy entregou o cargo.´

  2. sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 17:34 hs

    Bem feito, foi se meter com a corja, agora aguenta seu palhaço !

  3. Doutor Prolegômeno
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 17:42 hs

    Este senhor parece um chorão. Tem cara de chorão, daqueles que viviam na barra da saia da mãe, choramingando. Política – e não adianta dizer que não é político, porque o cargo é político – é coisa para quem tem coragem. Dizia o presidente Truman, que quem não aguenta o calor que saia da cozinha.

  4. EU ORA
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 17:52 hs

    ESTE MINISTRO NÃO TRABALHA, NÃO CRIA NADA, E SO VIVE DANDO ENTREVISTAS.
    ASSIM ATÉ O SILVIO SANTOS PODERIA SER MINISTRO.

  5. FUI !!!
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 19:36 hs

    O ministro Levy tentou ser ministro sem saber que seria um perfeito papa-
    gaio de pirata. Não se impos, não resolveu nada, continua submisso à
    Dilma e alem de tudo, quando fala ninguem entende nada. Enfim, vestiu
    a carapuça de incompetente.

  6. JÁ ERA ...
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 19:59 hs

    Se um cara estar ministro é constrangedor imagina ser um ministro fantasma…

  7. VISIONÁRIO
    sexta-feira, 16 de outubro de 2015 – 20:02 hs

    Volta para o Bradesco para fazer companhia ao Trabuco. Pelo menos por
    lá você poderá exercer o seu mandato com competencia, isto se ainda sobrou
    alguma depois de tanta má companhia em Brasília.

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