Itaipu, a caixa preta que faz barulho | Fábio Campana

Itaipu, a caixa preta
que faz barulho

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Desde a madrugada, por volta das sete horas, um motor ruge com barulho de serra elétrica misturado com som de britadeira na calçada diante da Itaipu Binacional, na Comendador Araujo. É sábado, não há expediente, e a direção de Itaipu acredita que por não incomodar sua gente, pode incomodar a vizinhança, que inclui hóspedes do Hotel Pestana, pacientes de hospitais da área, mortais como eu e todos os meus vizinhos, inviabilizando bares, restaurantes, cafés e tudo o mais que queira paz e silêncio na área. Criada pelo regime militar, a Itaipu Binacional é empresa que não presta contas a ninguém por ser um ente binacional. É a caixa preta indevassável que debocha do TCU, do Congresso, dos governantes, da polícia. Se põe acima de todos os poderes. Mas Itaipu, um belo cabide de empregos que até há pouco dava boa sinecura ao Vaccari, ainda está submetida às leis e regras de posturas da cidade. Deve obedecer, ao menos, as convenções mínimas da boa convivência urbana. Na época dos milicos os diretores de Itaipu faziam o que queriam. Acreditar que podem continuar na mesma é intolerável.


4 comentários

  1. RR
    sábado, 17 de outubro de 2015 – 10:47 hs

    TEM MUITO LADRÃO QUE FICOU MILIONÁRIO NA ÚLTIMA DÉCADA ” TRABALHANDO ” NESSA EMPRESA.

  2. Arnaldo Camargo
    sábado, 17 de outubro de 2015 – 11:36 hs

    O barulho deve ser de máquinas de picar papel.

  3. SFU
    sábado, 17 de outubro de 2015 – 14:56 hs

    É isso! Texto curto mas objetivo. A diferença ente a época dos milicos e o agora é que antes, a Itaipu gerava energia e os lucros disto eram para pagamentos da dívida e incorporados ao patrimônio nacional. Agora, são para propaganda, pura propaganda! (“água boa”, “carro elétrico”, “energia do esgoto”, etc) Além disso, contrata-se condenados à prisão pela Justiça Federal, como Cicero Bley.

  4. João Armindo
    segunda-feira, 19 de outubro de 2015 – 15:00 hs

    O que eu mais gosto de ouvir são as senhoras da limpeza se referindo ao “caixeiro mor” como o “DOTOR”, francamente!!!

    Apareça no Parque Industrial “DOTOR” pra pagar as promessas de campanha…

    E mais, com todo o dinheiro oriundo do salário maravilhoso, será que daria pra comprar uma mansão no Jurerê Internacional ou comprar uma Ferrari?

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