Fruet faz campanha contra assédio sexual | Fábio Campana

Fruet faz campanha contra assédio sexual

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Fruet faz campanha contra assédio sexual nos ônibus, mas se omite diante dos abusos praticados na Urbs
Quem cala, consente, ensina a sabedoria popular. O silêncio do prefeito Gustavo Fruet (PDT) diante das denúncias de assédio moral e sexual na Urbs é revelador. “Apesar de lançar campanha publicitária combatendo o assédio sexual nos ônibus, quando se depara com um caso concreto de abuso em uma empresa pública, Fruet simplesmente não toma nenhuma medida e continua fingindo que não é com ele”, diz Valdir Mestriner, presidente do sindicato dos servidores da Urbs.

Segundo Mestriner, [e bom que fique bem claro: a campanha publicitária é importantíssima para que as vítimas de assédio no transporte coletivo saibam que podem e devem denunciar. E para que a população, ao contrário do prefeito, não se cale quando estiver diante de um caso de abuso e impeça que usuárias e usuários de ônibus sejam assediados, ligando imediatamente para a guarda municipal.

“Porém, mais importante ainda é a punição dos agressores. E é nesse ponto que o prefeito vem fazendo feio. Três meses após o presidente da Urbs (Roberto Gregório) ter ordenado que advogados da empresa fizessem um acordo com uma vítima de assédio sexual, a assediadora foi promovida e “premiada” com o cargo de procuradora geral da Urbs, cargo este que ocupa atualmente. E, vejam só, quem a promoveu foi o próprio presidente da Urbs”.

Demissão – Não bastasse isso, segundo o sindicalista, dois advogados da empresa, que ingressaram na Urbs mediante concurso público, foram demitidos por justa causa após denunciarem e apresentarem documentos à Justiça do Trabalho “que comprovam o assédio moral sofrido pelos trabalhadores”. “O depoimento dos advogados demitidos também comprova o assédio sexual cometido pela procuradora jurídica (Heloísa Ribeiro Lopes)”.

“E o prefeito, o que tem a ver com isso? Pois o prefeito foi quem nomeou o presidente da Urbs e seus diretores. E a prefeitura é a acionista majoritária da Urbs, tendo 99% das ações da empresa. Ou seja, cabe a Gustavo Fruet não permitir esse tipo de desmando na Urbs”, diz nota do sindicato enviado a imprensa.

“Se o prefeito fosse de fato comprometido com o combate ao assédio sexual, como faz parecer na campanha publicitária, teria demitido imediatamente a atual direção da Urbs que ocupa cargo em comissão. Além disso, teria determinado a abertura de processo administrativo para averiguar os fatos e punir os responsáveis pela demissão ilegal dos advogados – que perderam seus empregos sem terem passado por processo administrativo, como determina o ACT da Urbs”, adianta a nota.

“Ou seja: o prefeito é contra assédio moral e sexual. A menos que o assédio ocorra em uma empresa que pertence à Prefeitura e que caiba a ele tomar as providências. Nesse caso, as vítimas de assédio que ousam denunciar são demitidas por justa causa sem direito à defesa, já a assediadora é promovida. Tudo isso sob o silêncio cúmplice de Gustavo Fruet”, completa.


4 comentários

  1. jota
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 15:42 hs

    Boa Prefeito. Mas vendo a foto com o presidente da Urbs ao fundo, sua campanha poderia aproveitar e esclarecer o que de fato ocorreu na Urbs em relação a um suposto assédio com o envolvimento de procuradores daquele órgão?

  2. Jade E.Paoli
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 21:42 hs

    Fabio Campana, já que você resolveu citar nomes na sua mateia, gostaria de saber qual o motivo da sindicância aberta contra o dr.Solon Brasil Junior e se foi aberto Processo administrativo contra o dr. Ivo Petry Maciel Neto, já que eles foram os advogados que propuseram o acordo no MTE? E de quando foi esse acordo??? R$100,000?

    “Logo após tirar férias, o ex-procurador jurídico foi encaminhado informalmente ao IPPUC sem ter sido consultado sobre isso e sem ter atividades a serem executadas naquele local de trabalho.
    Além disso, a URBS abriu uma sindicância contra o trabalhador, sendo que esse foi o primeiro procedimento deste tipo a ser aberto pela URBS, já que a empresa sempre se utiliza de processos administrativos.” Fonte site Sindiurbano

  3. Andressa C. Chropacz
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 22:49 hs

    Sabe por que o Sindiurbano não fez nada na época da demissão e do assédio? Porque advogado na urbs prefere ver o capeta ao sindicato. São os primeiros a incentivar o não pagamento da taxa negocial e pagam sindicato próprio!!! Não entendo todo esse zelo agora!!! Parceria total!!

  4. QUESTIONADOR
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 13:07 hs

    -Sinceramente, a gestão de Gustavo Fruet pode ser considerada uma das piores da história de Curitiba…
    -Gustavo Fruet peca por uma questão óbvia, não sabe administrar nada, muito menos a capital do Paraná…
    -Prefeito aquém das expectativas, sua administração trará grande prejuízo à cidade durante muitos anos!!!

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