Escolas que serão fechadas no Paraná estavam em 'processo de extinção', diz secretária | Fábio Campana

Escolas que serão fechadas no Paraná estavam em ‘processo de extinção’, diz secretária

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da Gazeta do Povo

A secretária estadual de Educação, Ana Seres Trento Comin, trocou a coletiva de imprensa que detalhou o fechamento de escolas no Paraná pela participação na cerimônia do programa pedagógico Agrinho, da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep), que ocorreu simultaneamente na manhã desta segunda-feira (26). Lá, ela discursou para uma plateia de aproximadamente 2 mil estudantes, professores, diretores de escolas e autoridades, recebendo efusivos aplausos, mas sem tocar no tema do fechamento dos colégios estaduais em sua fala.

Em entrevista à Gazeta do Povo logo após o evento, ela minimizou o assunto, destacando que as escolas que serão fechadas “já estavam em processo de extinção”. A secretaria garantiu que está cuidando pessoalmente para que não haja prejuízo ao ensino público com as mudanças.

Confira a entrevista a seguir.

O governo já possui um plano de ação para o fechamento das escolas estaduais?

[As escolas que serão fechadas] são escolas do campo que já estavam em um processo gradual de extinção, pois já não tinham mais turmas do sexto e sétimo ano. Ao todo, 31 escolas estão nessa situação. Nesse caso os alunos serão transferidos para outras escolas do campo. Quanto as demais escolas, é uma questão de locação. As escolas serão remanejadas para prédios nossos, mas nenhum aluno ficará sem matrícula. Os profissionais que atuam nessas escolas só irão trocar o local de trabalho. Sendo assim, nós teremos 31 escolas que realmente serão extintas.

Não existe o risco de a demanda voltar a crescer, forçando o governo a reabrir as escolas? Como fica a situação dos imóveis que ficarão vagos?

Essa situação [o fechamento] é temporária, por dois anos. Se após dois anos a demanda alterar, a escola reabre. Hoje nós temos algumas escolas do campo que funcionam em dualidade, já que os prédios são dos municípios [mas a gestão é do estado]. Nessa situação os prédios retornam para os municípios. Já para os nossos prédios, do estado, vamos fazer adequações e, se a escola não reabrir em dois anos, esses prédios serão deixados a critério da comunidade escolar para desenvolver projetos e atividades que poderão ser realizadas naquele ambiente.

Não há risco de faltar espaço nas escolas que vão receber os alunos e funcionários?

Tudo isso nós já estamos monitorando. Nós não vamos ter escolas com superlotação porque eu sou extremamente criteriosa com a resolução [que determina a lotação máxima das salas de aula]. Eu não aceito que haja mais de 40 alunos nas turmas de ensino médio. No ensino fundamental esse limite é de 35 alunos. E no sexto e sétimo ano são permitidos até 30. Eu mesma serei criteriosa para que a legislação da secretaria não seja descumprida. Onde houver número maior de alunos do que a resolução prevê, a própria secretaria vai abrir novas turmas.

A senhora teme que essa decisão motive protestos, como está ocorrendo no estado de São Paulo, que implementou medida semelhante?

Eu tenho mantido diálogo franco e aberto com o sindicato [a APP-Sindicato] e com as lideranças dos municípios, principalmente os prefeitos, deputados e vereadores. Eu ouço a comunidade antes de tomar as decisões. Onde a comunidade não foi ouvida nós tivemos alguns problemas e aí a secretaria retomou, conversou com a chefia do núcleo, como é o caso de Curitiba, onde a Seed [Secretaria de Estado da Educação] está assumindo a reorganização das escolas.


11 comentários

  1. jader rocha
    segunda-feira, 26 de outubro de 2015 – 16:10 hs

    TODO ADMINISTRADOR PUBLICO TEM QUE SER RESPONSAVEL COM DINHEIRO PUBLICO, ESCOLAS COM 10 ALUNOS, COM 05 ALUNOS, TEM QUE FECHAR E REMANEJAR.]]

    QUEM FICA CRIANDO DIFICULDADES É A APT PT SINDICATO QUE QUER PROTEGER DIRETORES DE ESCOLAS SEM ALUNOS..

  2. juventino clemente.
    segunda-feira, 26 de outubro de 2015 – 16:17 hs

    fora pt fora apt sindicato

    lugar de mordomias , recebem do EStado para trabalhar contra o Estado

    defender preguiçosos e encostados , muitos na praia e muitos
    na licença premio, qualidade do Ensino nem pensar.

    vai quebrar todos os Estados se depender de sindicatos.

  3. Educador
    segunda-feira, 26 de outubro de 2015 – 17:17 hs

    Governinho ruim esse

  4. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 26 de outubro de 2015 – 19:34 hs

    Vamos fechar escolas e construir cadeias e Tribunais para abrigar tranqueiras que vão defender esses politicos.

  5. Branca
    segunda-feira, 26 de outubro de 2015 – 20:44 hs

    Tenho 75 anos. Não pertenço e nem pertenci a partido político algum, mas acho que tanto o JADER como o JUVENTINO não tem filhos em Escola Pública.
    O PT¨ ou outro Partido Político nada tem a ver com a situação caótica em que se encontra a Educação Pública no Brasil e mais especificamente no Estado do Pasraná.
    Lembro perfeitamente do Governador José Richa, pai do beto.
    O Sr. José Richa foi um dos melhores Governadores do Estado do Paraná em todos os sentidos. Tanto na preocupação com a Saúde como com a Educação.
    Concordo plenamente que 5 ou 10 alunos em uma Escola não tem razão de ser, mas enfiar 50 em uma sala para um Professor/a estressado pelo dia a dia, não vai resolver nada nem para o Governo e muito menos para o aprendizado do aluno.

  6. Thiago Hart
    terça-feira, 27 de outubro de 2015 – 8:34 hs

    Olha, o governo parece que não aprende. A maior confusão em SP por conta do fechamento de escolas e decidem fazer o mesmo por aqui – e ainda anunciam de forma destrambelhada, sem firmeza, sem estarem treinados para distribuir argumentos… Deus do céu, saudades do Rubens Ricupero, essas coisas se fazem na surdina, fecha uma aqui, fecha outra ali, sem ficar anunciando planos de fechar dezenas!

  7. viking
    terça-feira, 27 de outubro de 2015 – 9:13 hs

    Demitir comissionados com salários astronômicos, isso não. Fechar escolas com duzentos alunos e espalhar po ai que são trita, isso pode. Mas com a popularidade baixa e o estado quebrado a equipe Relincha vai cortar gastos, primeiro na educação, pra pagar a mídia e tentar melhorar a imagem com mentiras que logo a própria mídia desmente.

  8. Prof.Guilherme Braga
    terça-feira, 27 de outubro de 2015 – 9:14 hs

    Vergonha,Vergonha,Vergonha,depois da educação,vão fechar os postos de saúde e as delegacias…PARABÉNS,nunca vi tanta incompetência junto!Pena que o Ney não está mais aqui,mas está se virando na sepultura.

  9. terça-feira, 27 de outubro de 2015 – 9:25 hs

    Eu vejo como uma falência na educação do PARANA, principalmente de escolas quase centenárias, como por exemplo o Xavier da Silva l, Dom Pedro e outra mais. Mas la no final de tudo isso, será que as grandes construtoras não estão de olho nestas áreas de terreno onde ficam estas escolas?

  10. jose rosa
    terça-feira, 27 de outubro de 2015 – 10:06 hs

    ESCOLA COM 05 ALUNOS POR TURMA TEM QUE REMANEJAR

    DINHEIRO DO POVO NAO É APT PT SINDICATO

    DINHEIRO DO POVO É PARA SER BEM APLICADO,

    PARABENS SECRETARIA DO ESTADO..REDUÇAO DE CUSTOS É OBRIGAÇÃO.

  11. LENZA TOLEDO
    terça-feira, 27 de outubro de 2015 – 10:18 hs

    Escolas com poucos alunos precisam ser fechadas sim e os alunos remanejados; tem ônibus escolares sobrando. O Beto está certo! E tem mais: os professores baderneiros deveriam ser demitidos.

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