Eleições nas escolas estaduais do Paraná agora serão diretas | Fábio Campana

Eleições nas escolas estaduais do Paraná agora serão diretas

romanelli - alep

A Assembleia Legislativa concluiu ontem (7) a votação do projeto de lei do governador Beto Richa (PSDB) que torna direta as eleições para diretores das escolas estaduais do Paraná. Em mais dois turnos, foi aprovado o substitutivo do deputado Luiz Claudio Romanelli (PMDB) e Tiago Amaral (PSB) que segue para sanção de Richa.

O projeto prevê eleições diretas nas escolas públicas, com o voto igualitário de professores, funcionários, alunos maiores de 16 anos e pais de alunos menores, tornando o processo de escolha mais democrático. A partir de agora, toda a comunidade escolar passa a ter o mesmo peso na escolha dos gestores.

“A democracia direta incentiva toda a comunidade a acompanhar de perto a gestão da escola. Além disso, os candidatos terão apresentar metas de gestão, o que tem como consequência maior comprometimento com a comunidade escolar e menos com interesses alheios à educação”, disse Romanelli, líder do Governo no legislativo.

A consulta para escolha dos diretores será realizada entre os meses de novembro e dezembro, por meio de voto por chapa. Podem ser candidatos os servidores que pertençam ao magistério e ao quadro próprio do Executivo. Para se candidatar, eles devem ter curso superior com licenciatura e compor o quadro do estabelecimento de ensino desde o início do ano letivo da consulta. Os atuais diretores também poderão ser candidatos à reeleição.

Os deputados aprovaram emenda que permite que os candidatos a diretores e diretores auxiliares de estabelecimentos exclusivamente de educação profissional poderão concorrer mediante comprovação de curso superior em sua área específica.

O candidato a diretor também deverá apresentar plano de ação compatível com o projeto político pedagógico da escola e com as políticas educacionais da Secretaria de Educação. “O mandato é de quatro anos e após dois anos o conselho escolar, formado por alunos, pais, professores e funcionários, fará uma avaliação sobre o cumprimento das metas e prestação de contas. A própria comunidade que fiscalizará e acompanhará a gestão do diretor”, explica Romanelli.

O líder do governo considera que a lei paranaense traz conceitos novos e que servirá como referência nacional sobre gestão democrática nas escolas. “ Estamos integrando a comunidade escolar, estamos trazendo os pais para dentro da escola do seu filho. Além de tratar da questão administrativa e pedagógica, o diretor também terá que ser um gestor democrático. Estamos empoderando a comunidade escolar que exercerá, por meio do controle social e do conselho escolar, o controle da gestão do diretor”, avalia.


5 comentários

  1. Francisco Foltrani Freire
    quinta-feira, 8 de outubro de 2015 – 12:19 hs

    Essa Lei agora aprovada era uma antiga reivindicação do MDB – MOVIMENTO DEMOCRÁTICO BRASILEIRO – para escolhas de Diretores com a participação de todos, num gesto DEMOCRÁTICO entre professores,alunos, pais de alunos e funcionários. EXCELENTE MEDIDA evitando-se assim a interferência da APP – Sindicato, que sempre quis e apregoa modalidade diferente, numa espécie de autoritarismo SINDICAL.

  2. Doutor Prolegômeno
    quinta-feira, 8 de outubro de 2015 – 12:37 hs

    Não é à toa que o Paraná é o Piauí do Sul em educação.

  3. quinta-feira, 8 de outubro de 2015 – 12:56 hs

    Ótimo, assim afasta a politicagem da APP da CUT do PT de circulação e evita gastos com campanhas políticas sem eira e nem beira desses sindicatos que só trabalham em causa própria e nunca olhou , ou zelou pela classe

  4. Geferson
    quinta-feira, 8 de outubro de 2015 – 17:37 hs

    Gestão democrítica?
    uma escola com 1000 alunos tem em média 50 professores e funcionários. Ou seja nada de democracia 5% dos votos pra os profissionais do magistério e 95% para pais e alunos.
    Ja pensou se fosse a cada dois anos o povo pudesse analisar os nossos políticos. 90 % dos nossos deputados perderiam o mandato inclusive o nosso Desgovernador.

  5. antonio carlos
    quinta-feira, 8 de outubro de 2015 – 19:50 hs

    A Democracia só é boa quando atende os interesses do pestismo, caso contrário é tomada como Golpe. É óbvio que a APT/Sindicato é contra este tipo de eleição, porque um diretor não precisa ser “ungido” pelo sindicato para ser diretor. A Democracia é uma praga para os que adoram uma boa “ditadura de partido”.

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