Dos 7 conselheiros do TC, 2 estão sub judice e 3 sob suspeição | Fábio Campana

Dos 7 conselheiros do TC, 2 estão sub judice e 3 sob suspeição

Não é de somenos. Dos sete conselheiros do Tribunal de Contas do Paraná, três são suspeitos de participar de esquemas de corrupção e dois têm seu cargo sub judice. Com informações da Gazeta do Povo.

Presidente da Corte até o fim do ano passado, Artagão de Mattos Leão foi investigado pelo Gaeco por suposta fraude em licitação para construção de um prédio anexo do TC, realizada durante seu mandato como presidente, no valor de R$ 36,4 milhões. Seis pessoas foram denunciadas – incluindo três servidores ligados à sua gestão. Artagão é alvo de sindicância no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que corre sob sigilo.

Já o antecessor de Artagão no comando do TC, Fernando Guimarães, foi acusado de receber dinheiro do Instituto Confiancce, Organização Social Civil de Interesse Público (Oscip) que atua na área de saúde e é acusada de desviar dinheiro do SUS e de prefeituras – que devem ser fiscalizadas pelo próprio TC. Em oito anos, a Oscip recebeu R$ 355 milhões de municípios paranaenses. A esposa de Guimarães, Kelli Cristina Galli Guimarães, é sobrinha da diretora do instituto, Cláudia Galli, e trabalhou no Confiancce por 12 anos.

O caso de Durval Amaral veio à tona recentemente, mas é anterior a sua eleição para o TC. Ele é acusado pelo doleiro Alberto Youssef de receber R$ 2 milhões do esquema Copel/Olvepar. O caso é de 2002, época em que Amaral era deputado estadual e líder do governo Lerner na Assembleia. O conselheiro aposentado do TC Heinz Herwig também foi acusado de participar do esquema.

Amaral também foi citado na delação de Luiz Antônio de Souza referente à Operação Publicano – assim como seu filho, o deputado estadual Tiago Amaral (PSB). Entretanto, não se sabe o teor da delação. Os três conselheiros citados negam as acusações.

Já Fabio Camargo e o atual presidente do TC, Ivan Bonilha, enfrentam problemas por causa das eleições para o cargo de conselheiro.

Uma ação de um candidato derrotado na disputa para o cargo, Max Schrappe, questiona a legalidade de eleição de Camargo para o tribunal, em 2013. No entendimento do autor da ação, Camargo não apresentou a documentação exigida, tampouco fez o mínimo de votos para ser eleito – 27 de 54, exatamente metade. Camargo chegou a ficar afastado do TC por mais de um ano, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Em setembro, ele foi reconduzido ao cargo, mas o mérito da ação ainda está pendente de julgamento.

Já o caso de Bonilha não envolve questionamentos envolvendo sua eleição, mas sim a de seu antecessor, Maurício Requião. Eleito em 2008, o irmão do ex-governador Roberto Requião (PMDB) foi afastado do cargo pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski, que viu irregularidades na sua eleição – entre elas, ter sido iniciada antes da aposentadoria do seu antecessor e a relação de parentesco do ex-conselheiro com o então governador. Sua eleição foi anulada e a Assembleia elegeu Bonilha para a mesma vaga. Ele recorre da decisão.

Na segunda-feira (19), o Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ) decidiu, por 9 votos a 8, que Maurício não tem direito à cadeira. Mas ele deve recorrer novamente da decisão. Caso consiga voltar ao TC, passaria a ocupar a vaga de Bonilha.


11 comentários

  1. valdir
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 15:01 hs

    E por que nao foram afastado ainda,se for policiais ja estariam presos

  2. jader rocha
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 15:05 hs

    cemiterio de politicos sem votos

    politicos em fim de carreira

    com que moral eles analisam as contas dos prefeitos se eles proprios nao dão exemplos..

  3. Estatística
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 15:35 hs

    Os dois que faltam não são santos: O NB enroscando o negócio do shopping no Joquei, onde tem uma bela estrebaria e o IZL com meia família como comissionados.

    Me engana que eu gostio.

  4. Sergio Silvestre
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 16:58 hs

    pOR ISSO NÃO QUEREM LÁ ALGUEM HONESTO COMO O MAURICIO REQUIÃO,O CLODOVIL AINDA VAI LEVAR O DELE.

  5. Flávio
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 17:08 hs

    E quando cai as contas de prefeitos do interior, cidades pequenas, metem o ferro, esta é nosso tribunal ?

  6. Stanislau Samenko
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 20:24 hs

    Puta que pariu, onde vai parar este Brasil!
    Estes caras deveria sair algemados na primeira suspeita, ir direto pra cadeia!
    O poder constituído para auditorar as contas pública, deveria ser controlado pelas pessoas das mais libadas, no entanto, são maior bandidos, que juntos acomunados com quadrilheiros políticos, dilapidam o patrimônio público.
    Onde encorar outros juízes com a coragem e caráter de Sergio Moro, para colocar estes bandido na cadeia?

  7. clayton Peterlle
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 20:45 hs

    QUE VERGONHA ESSE TRIBUNAL DE CONTAS, FICAM JULGANDO MUITAS VEZES FUNC. PÚBLICOS, QUE CONSEGUIRAM DENTRO DA LEI APOSENTADORIAS LEGAIS, QUE NÃO PASSAM DE 4 A 7 MIL REAIS, E ELES METEM A MÃO, GANHANDO 30 A 40 MIL MENSAIS, ERAM UNS BOBINHOS NA ALEP, E FICARAM CHEIOS DE CONHECIMENTOS, SÃO SEMI ANALFABETOS, MAIS TEM DIPLOMAS DE LADRÕES, TALVEZ ESCAPE UMA 6 DÚZIA

  8. clayton Peterlle
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 20:46 hs

    QUE VERGONHA ESSE TRIBUNAL DE CONTAS, FICAM JULGANDO MUITAS VEZES FUNC. PÚBLICOS, QUE CONSEGUIRAM DENTRO DA LEI APOSENTADORIAS LEGAIS, QUE NÃO PASSAM DE 4 A 7 MIL REAIS, E ELES METEM A MÃO, GANHANDO 30 A 40 MIL MENSAIS, ERAM UNS BOBINHOS NA ALEP, E FICARAM CHEIOS DE CONHECIMENTOS, SÃO SEMI ANALFABETOS, MAIS TEM DIPLOMAS DE LADRÕES, TALVEZ ESCAPE UMA 6 DÚZIA.

  9. lika
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 22:13 hs

    Esse Tribunal de contas é uma vergonha, teria que fechar aquela pocilga. colocam deputados de fim de carreira ou amigo de governo que muitas vezes não sabem nem escrever o nome direito, se fizer um concurso, não passam nem que for a nivel de 1º grau.

  10. QUESTIONADOR
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 13:00 hs

    -E quem fiscaliza o TCE/PR???
    -Há alguma corregedoria para a prestação de contas que o oTCE/PR utiliza????
    -Se estes indiciamentos fossem aplicados a qualquer ente público de qualquer prefeitura dentro do Estado do Paraná, já seria motivo suficiente para perda de mandato, improbidade administrativa e as devidas sanções, mas como trata-se de poderosos com nome e sobrenome, herdeiros políticos e outras circunstâncias…

  11. jader rocha
    quarta-feira, 21 de outubro de 2015 – 13:53 hs

    FORA TCONTAS,

    DEIXA TUDO POR CONTA DO MPUBLICO,, NAO PRECISA

    ESTE PREDIOS DE MARAJÁS. DESCUIDANDO DO DINHEIRO PUBLICO.

    TRIBUNAL DOS FAZ DE CONTA

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