Cunha responde a Dilma e diz que não renuncia | Fábio Campana

Cunha responde a Dilma e diz que não renuncia

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Deputado disse lamentar que o ‘maior escândalo de corrupção do mundo’ aconteça no governo

De O Globo

BRASÍLIA – Em entrevista coletiva na tarde desta segunda-feira, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), se recusou mais uma vez a confirmar se tem ou não contas secretas na Suíça. Disse que, sobre esse assunto, só tratará por nota ou por declarações de seus advogados. O peemedebista também negou-se a falar de suas relação com o doleiro Lúcio Funaro e sobre ter voado junto com ele num avião fretado e pago com recursos de propina.

Cunha, no entanto, respondeu a uma declaração da presidente Dilma Rousseff. Ontem, em entrevista na Suécia, jornalistas perguntaram para a presidente se as denúncias contra o peemedebista causavam constrangimento internacional. Dilma, então, disse que seria estranho se causasse e lamentava que o escândalo seja com um brasileiro.

— Eu lamento que seja com um governo brasileiro o maior escândalo de corrupção do mundo — disse Cunha aos jornalistas ao ser perguntado sobre a declaração da presidente.

O presidente da Câmara reafirmou na entrevista que não vai renunciar ao cargo por conta das denúncias envolvendo seu nome e disse que quem quiser vê-lo fora da presidência ter que esperar o fim de seu mandato, no final de 2016.

— Eu me sinto em condição de continuar na presidência. Fui eleito pela Casa e só cabe uma maneira de eu sair, que é renunciar. E não vou renunciar. Quem deseja minha saída terá que esperar o fim do meu mandato para escolher outro.

Eduardo Cunha entregará ainda nesta segunda os agravos, recursos, contra as três decisões de ministros do STF que emitiram decisões contrárias ao rito de impeachment que o presidente da Câmara estabeleceu, a partir de questionamentos do DEM. Ele disse que continua com o poder decidir sobre o assunto e que nada foi alterado, exceto possibilidade de recurso no plenário contra eventual decisão sua contrária a abertura do processo.

Os repórteres perguntaram se iria continuar no cargo.

— Sem problema – respondeu, complementando que não iria renunciar.

— Jamais — disse Cunha.

O presidente da Câmara negou qualquer influência sobre os trabalhos da CPI da Petrobras, que deve encerrar esta semana seus trabalhos. E disse que foi o único, entre os envolvidos no escândalo, que se apresentou para fazer sua defesa.

— Me apresentei espontaneamente. Vi que tem 62 envolvidos. Os outros 61 não foram ouvidos.


4 comentários

  1. ind@ind.com.br
    segunda-feira, 19 de outubro de 2015 – 20:06 hs

    SR CUNHA, VOCE SABE MUITO SOBRE O BNDES, JOGA A FARINHA NO VENTILADOR, QUEREMOS ESTA SRA PRESIDENTA E SEU MENTOR DE NOVE DEDOS NA CADEIA.

  2. Sergio Silvestre
    segunda-feira, 19 de outubro de 2015 – 22:38 hs

    O CARA ROUBA MAIS DE 400 MILHÕES É QUER AINDA BOICOTAR O GOVERNO,NUM PAIS SERIO LEVARIA UMA BALA NA NUCA.

  3. Argueiro zego icic
    terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 0:13 hs

    Certamente que Madame nunca tinha enfrentado um ‘cunhão roxo” de raiva, hã?

  4. terça-feira, 20 de outubro de 2015 – 13:18 hs

    Falar em bala na nuca é típico de NAZISTA. No Nazismo que acontecia isso. Mas quem deveria estar torrado em fogueira seria a Dilma, Lula e seus chegados (tanto os do Mensalão quanto do Petrolão. Isso para que não restasse qualquer naco que pudesse ser revigorado. Que essa praga maldita petista jamais seja lembrada a não ser pelos desvios de conduta e a CORRUPÇÃO (ÉTICA PARTIDÁRIA).

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