A opção preferencial pelo atraso | Fábio Campana

A opção preferencial
pelo atraso

A campanha contra a racionalização da estrutura da rede pública de ensino no Paraná move a um sentimento de frustração, pelas manifestações de atraso, ignorância e completa irresponsabilidade de forças políticas já desmoralizadas, mas ainda com capacidade de mobilização. A campanha, sustentada pelas facções de oposição, especialmente o PT e seu braço sindical, à APP-Sindicato, e potencializada pela grande mídia atreladas a interesses que convém a grupos de oposição, procura sensibilizar a massa de professores, alunos, pais em torno de argumentos pífios e condenáveis. A racionalização é uma necessidade de modernização e economia. Escolas inviáveis pelo custo e pela baixa qualidade do ensino oferecido devem ser extintas. Quem paga o preço dessa deformação é a sociedade. O Paraná não tem dinheiro para se dar ao luxo de manter estruturas ineficientes.

Aliás, quando teremos uma reforma administrativa que reduza a máquina, a burocracia, o excesso de órgãos e secretarias?


7 comentários

  1. lou
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 8:36 hs

    Então alguém explique como que um professor de sociologia irá ministrar suas aulas para o 3º ano do ensino médio em que o tema do anuário é a política e a cidadania sem correr o risco de ser enquadrado?
    Lembro que na ditadura os militares fizeram uma intervenção numa vernissage sobre cubismo.
    Aqui estão conseguindo piorar…
    Esse blog ainda aplaude!!!

  2. Edilson
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 9:09 hs

    Seu artigo está equivocado. Sou contra o PT e sua forma de transformar o Brasil em um grande “protibulo”. No entanto fechar escolas e reduzir investimento em educação pública não é nem de longe sinônimo de boa gestão pública. Num país com péssima qualidade de ensino, falta de estrutura de ensino e grande evasão escolar, fechar escolas fortalece no subconsciente coletivo a falta de seriedade e compromisso dos nossos gestores públicos coma educação. É um péssimo exemplo. Podemos ter lutas em comum mas não podemos ser alienados ao defendermos interesses que são um retrocesso ao país.

  3. Simon diz
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 9:36 hs

    Campana,

    Apoiar o governador, no momento em que tenta desesperadamente recuperar as verbas do estado e manter a máquina pública andando é louvável de sua parte, se tem admiração pelo trabalho dele.
    No entanto, um gestor público legitimamente eleito, no primeiro turno, com margem de votos respeitável sobre os outros candidatos, com tudo em cima para realizar a melhor gestão já vista neste estado, em pouquíssimo tempo obtém sim a pior avaliação entre todos os governadores do país…
    Algo aconteceu, que não dependeu das mobilizações das quadrilhas petistas e pmdbistas, o senhor há de concordar!
    E quando não há confiança no gestor, todos desconfiam de suas ações a todo momento, não importa se são tomadas com boas intenções, como parece ser o caso.
    Remonto ao caso Fanini na SUDE. Onde estão as escolas que ele pagou, e que segundo ele e seus engenheiros estariam construídas e ninguém viu, ou participou da inauguração decalguma delas???
    Certamente, estas não terão problemas de junção, ou encerramento.

    Elas nunca existiram…

  4. Tostão
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 11:35 hs

    O problema é maior do que sua simples defesa. O Brasil esta quebrado, isto fará com que no mínimo 10% dos alunos das escolas privadas vão se socorrer nas escolas públicas e o governo tem que se preparar para isto e não simplesmente fazer estas contas aritméticas do sr. secretário da fazenda e fechar as portas para o problema. Em tempos difíceis é necessária a mão do estado para saúde e educação, senão qual é o seu papel?

  5. Rodrigo Matar
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 11:38 hs

    O Problema desse Governo é Comunicação. A questão que aqui esta se apresentando seria eminentemente de adequação das escolas que como em todo o Brasil sofre com evasão principalmente nas escolas centrais em que os pais estão preferindo colocar em escolas Particulares (em função das greves e paralisações o ate o baixo nível de ensino) , ou seja com uma evasão de 10% as escolas tem que trazer alunos dos bairros para estudar no centro em algumas cidades. A adequação desse modelo se faz necessário. Agora se não explicar e o outro lado não quiser entender ai nos ficamos como estamos.

  6. zangado
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 11:51 hs

    A nota – data vênia – é tentativa de defender o indefensável. A incompetência desse governo de 58 meses começa pela falta de transparência do que se pretende. Educação é prioridade ou não é. Não cabem pretextos. Se houvesse plena transparência a questão não apareceria de supetão, com notícias desencontradas e sem base séria e fundada. Ademais, o governador é o grande ausente e inapetente em tratar pessoalmente do que interessa à sociedade. Está pisando em ovos dada à sua folha pregressa de má gestão pública. É o pior governo que o Paraná já teve. O Paraná só vai bem na iniciativa privada; o público e seus organismos são uma lástima. Resta ficar perplexo como o eleitor paranaense consegue não se indignar com esse quadro.

  7. Parreiras Rodrigues
    quinta-feira, 29 de outubro de 2015 – 12:16 hs

    Nos anos setenta em diante, devido à migração do campesino para a cidade, atraidos pelos programas habitacionais, e pela caderneta de poupança – deixaram a miséria relativa da roça para viver a miséria absoluta da cidade, os municípios se obrigaram a fechar escolas rurais.
    Na minha cidade de origem, de coração, Santa Isabel do Ivai, vi escolas antes ouriçadas e barulhentas, serem deitadas ao chão.
    Vi o aluno e o seu pai, o professor e a servente, chorarem. Contingências.
    Contingências agora enfrentadas e assumidas pelo governador.
    O dinheiro que paga o aluguel de uma escola de frequencia decrescente, não é só o do Esmael Morais e do pessoal da APP.
    O número de escolas será diminuido, mas haverão salas que se ouriçarão e onde o barulho será muito gostoso aos ouvidos dosque passam nas calçadas das escolas otimizadas.

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