Um desfile de mentiras | Fábio Campana

Um desfile de mentiras

dilma escuro

Mary Zaidan

Sem ter o que dizer, a presidente Dilma Rousseff não deverá se pronunciar em cadeia de rádio e TV nas comemorações da Independência. Se confirmada, a atitude inédita será bem-vinda. Poupará paciência e panelas.

Desde 2011, Dilma aproveita a data para, em horário nobre, despejar sobre os brasileiros autoelogios e uma imensa quantidade de mentiras. Revisitar esses pronunciamentos é didático. Cada frase em tom ufanista comprova o verdadeiro caráter (ou a falta de) de seu governo.

No pronunciamento do primeiro ano de mandato, a presidente alardeou o fato de o Brasil não ter sucumbido diante da crise internacional que represou o crescimento mundial. Com todas as letras, disse que o país tinha “muito espaço para crescer” e o povo brasileiro “motivos de sobra para ter esperança em um futuro melhor”.

Fez ainda um sem número de promessas que não seriam cumpridas nas áreas de Educação e Saúde. Assegurou que reforçaria as fronteiras para impedir a entrada de drogas e apresentou programas revolucionários para viciados: enfermarias especializadas e consultórios de rua para garantir “alternativas de atenção e cuidado, 24 horas por dia, em todo o Brasil”. Tudo balela.

Com a aprovação de seu governo batendo na casa de 64% de ótimo e bom, no ano seguinte Dilma usou a cadeia de rádio e televisão para rasgar loas ao modelo econômico implantado pelos governos petistas. E abusou do ludibrio: “Ao contrário de outros países, o Brasil criou, nos últimos anos, um modelo de desenvolvimento inédito, baseado no crescimento com estabilidade, no equilíbrio fiscal e na distribuição de renda.”

Foi ainda mais ousada. Faltando menos de um mês para as eleições municipais que levariam o PT à vitória em São Paulo e Belo Horizonte, anunciou que reduziria as tarifas de energia a partir de 2013. Deu no que deu. Hoje, além da desordem que impera no setor, as contas de luz estão 75% mais caras.

O 7 de Setembro de 2013 foi o da multiplicação de pactos. Acuada pelas manifestações de junho que derrubaram sua aprovação para 30%, e, pior ainda, elevaram a rejeição para 25%, segundo o Datafolha, Dilma lançou o papo de tudo pelo bem do Brasil – algo semelhante à lengalenga que se ouve hoje. Chegou a dizer que o governo deveria ter “humildade e autocrítica para admitir que existe um Brasil com problemas urgentes a vencer”.

Como soberba é doença incurável, apenas concedeu à população “o direito de se indignar com o que existe de errado”.

Mas nada se compara ao ano passado. Na mentira e na desfaçatez.

No auge da campanha, Dilma dedicou todo o programa eleitoral do dia 6 de setembro para desconstruir Marina Silva, que ameaçava a liderança da candidata petista. E o fez sem qualquer pudor.

O tema era o pré-sal que Marina Silva, em seu programa de governo, ousou afirmar que revisaria. Na TV, Dilma diz que a opositora acabaria com os royalties carimbados para a educação. E com a criação Lula-Dilma do “conteúdo nacional” na fabricação de navios e sondas, estímulo decisivo à competitividade e à geração de empregos.

Está aí a Lava-Jato a comprovar que, de fato, a aventura nacionalista garantiu milhões para uns e centavo algum para as salas de aula.

Nesta segunda-feira, Dilma presidirá o desfile do 7 de Setembro em Brasília. Para que possa aparecer a céu aberto, a Esplanada dos Ministérios será transformada em recinto fechado. O público só será bem-vindo depois de revista que confiscará faixas, bandeiras e bonecos-pixulecos.

Exibem-se assim os efeitos da rejeição recorde de 71% dos brasileiros e o conceito muito particular que Dilma e os seus têm de independência.


6 comentários

  1. Juliano clemente
    domingo, 6 de setembro de 2015 – 15:07 hs

    Fora Lula fora Dilma fora PT

  2. FUI !!!
    domingo, 6 de setembro de 2015 – 15:23 hs

    Execrar definitivamente esta bandida e o Lula com seus correli-
    gionários é a meta número um dos brasileiros. Jamais e em tempo
    algum ouvimos tanta asneira e mentiras, fomos roubados tanto
    que levaremos duzentos anos para nos recompor. De um país que
    começava sentir a alegria da inflação pequena transformaram-nos em otários sem pé nem cabeça…

  3. M.E.J.
    domingo, 6 de setembro de 2015 – 15:30 hs

    Não vai aproveitar para anunciar OUTRO DESCONTO FAJUTO na conta de luz?

    Não vai se travestir de ESTADISTA e fingir que está tomando alguma “ATITUDE”(*)?

    (*) Estou falando em atitudes, não quero saber de bravatas e de promessas mirabolantes, como o trem até o Pacífico.

    Aliás, e famoso TREM BALA, alguma notícia?

    Vou relembrar, quem sabe, em um arroubo de seriedade, certo Matutino resolva explicar o caso:

    Era véspera de eleição. Para dar uma ajuda ao **, o jornal entrevistou a candidata *****, página inteira. Uma das novidades apresentadas, em primeira mão, foi um RAMAL do TREM BALA, São Paulo/Curitiba.

    Passada a eleição, NUNCA mais tocaram no assunto. Não tiveram a coragem de, em nova entrevista, indagar sobre o projeto.

  4. Do Mato
    domingo, 6 de setembro de 2015 – 16:20 hs

    Quer ver um desfile disso só ficar acompanhando os comerciais na globo aqui no PR esse dias no comercial a segurança estava perfeita na voltou para o jornal e eles mostram a realidade nua e crua do paraná com viaturas paradas e sucateadas.
    Mas só o PT é mentiroso

  5. OTIMISTA
    segunda-feira, 7 de setembro de 2015 – 11:27 hs

    De mentiras e mentiras o PT conseguiu chegar ao poder e perpe-
    tuar o segundo mandato da Dilma. O Lula conseguiu dar nó em
    pingo d’agua e montou o megaesquema inimaginável da roubalhei-
    ra que passou do Mensalão, Petrolão, Eletros, BB, CXA e tantos
    outros. Se não fosse por obra do demonio e com a ajuda de Deus
    todos nós otários estaríamos vendo a roubalheira e não enxergan-
    do nada. Desta vez vamos colocar o país nos eixos…

  6. JOHAN
    segunda-feira, 7 de setembro de 2015 – 16:09 hs

    Caro FÁBIO, não há mais nada a acrescentar a respeito dessa guerrilheira da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA e seus capachos vereadores, cabos eleitorais, cooptados e demais, a não ser ” PEDIR DESCULPAS A NAÇÃO E IR PARA CASA”. Atenciosamente.

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