Renata Muggiati pediu ajuda ao advogado Cláudio Dalledone pouco antes de morrer | Fábio Campana

Renata Muggiati pediu ajuda ao advogado Cláudio Dalledone pouco antes de morrer

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Renata Muggiatti entrou em contato com o advogado criminalista Claudio Dalledone (foto) por meio do messenger do facebook para pedir socorro diante das agressões que sofria do namorado, o médico endocrinologista Raphael Suss Marques. Ela enviou fotos para Dalledone para mostrar as agressões que sofria. O advogado prestou depoimento sobre o assunto na Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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A Polícia investiga a morte de modelo fitness e aguarda laudo e perícia que vão constatar a causa da morte de personal trainer. Nas mensagens que enviou a Dalledone, a modelo pedia ajuda e enviou fotos do rosto dela e partes do corpo com hematomas provocados por agressões do namorado. Em depoimento à Polícia Civil, o advogado apresentou as mensagens e contou sobre a conversa, dizendo que não a conhecia até o momento em que ela entrou em contato com ele.

Dalledone disse que tentou tranquiliza-la durante a conversa e aconselhou que a modelo registrasse boletim de ocorrência na Delegacia da Mulher. Renata teria explicado durante a conversa que não havia, até aquela data, registrado nenhuma queixa na polícia contra o namorado porque gostava dele.

Ao fim da conversa, Renata Muggiati enviou o número de celular dela ao advogado, mas os dois não se falaram mais desde então. Dalledone informou à DHPP que soube da morte da moça após um contato que o ex-marido dela teve com ele, passando informações sobre o caso. A reportagem tentou entrar em contato com o advogado do namorado de Renata, mas as ligações não foram atendidas até o fim da tarde desta terça-feira (15).

Morte
Renata morreu na madrugada de sábado (12), após cair da janela do apartamento onde morava em Curitiba. Após a morte da modelo, uma mensagem que teria sido feita por ela no Facebook começou a circular na rede social. O texto, segundo a Polícia Civil, caracterizava o caso como suicídio, mas os investigadores ainda averiguam o real horário da postagem, bem como os acontecimentos que precederam este fato.

A Polícia Civil já ouviu o namorado da vítima. Ele disse aos policiais no apartamento em que ela estava antes de morrer. Ele afirmou, segundo a Polícia Civil, que antes de ela ter supostamente se jogado da janela do prédio, ele teria evitado duas tentativas de suicídio dela. Na terceira vez, entretanto, ele afirmou que estava em outro cômodo do apartamento e não conseguiu evitar a morte da jovem.

Ainda de acordo com a Polícia, há informações de que Renata e o namorado tinham um relacionamento conturbado. Foi constatado, segundo nota da Polícia Civil, que no dia 7 de setembro a Polícia Militar havia feito um atendimento a uma ocorrência que envolveu o casal.


3 comentários

  1. CRISTOVÃO
    quarta-feira, 16 de setembro de 2015 – 9:22 hs

    Muito esquisito esse assassinato, primeiro aánha mas não apresenta queixa, depois telefona para um advogado e o advogado diz que não a conheciaa té aquele momento e manda inclusive fotos, com orosto daquele jeito e será que ninguem dos meios de amizade nunca viu nada em seu rosto, estranho mesmo

  2. Francisco Foltrani Freire
    quarta-feira, 16 de setembro de 2015 – 22:37 hs

    Uma pessoa que por duas vezes tentou se matar e foi impedida pelo namorado, e, por quê este nada fez para evitar essa tragédia? Que se pode esperar de um homem (?) que bate na mulher, deixando-a desfigurada ? Esse “pseudo´suicídio” tem que ser bem analisado pela Polícia Técnica, pois, pelo que dá a entender, as surras eram constantes. Há algo no ar a ser esclarecido, isto porque homem que maltrata a mulher merece o repúdio da sociedade.O mesmo, como médico, devia ter alertado tanto a Polícia quanto aos familiares da ‘PSEUDO-SUICIDA”. Dever legal e compreensível.

  3. Aninha
    quinta-feira, 17 de setembro de 2015 – 1:01 hs

    Pedir ajuda a esse “devogado” é o fim mesmo.

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