Mercadorama, metrô, lava jato, 'impeachment', prefeitura; e a cidadania onde fica? | Fábio Campana

Mercadorama, metrô, lava jato, ‘impeachment’, prefeitura; e a cidadania onde fica?

mercadorama 2

por Aroldo Murá

A arte-missão de fazer jornalismo com senso de utilidade comunitária, me deixou em dúvidas quando comecei a preparar esta coluna.

Afinal, eram tantos os assuntos relevantes, de dimensão até internacional, que mereceriam meu olhar crítico pensando no leitor, tais como: a visita histórica do papa Francisco a Cuba, ele que foi o promotor da reconciliação do regime castrista com os Estados Unidos; a eterna possibilidade de construção do metrô de Curitiba, agora vestida de preocupações (na imprensa) sobre onde colocar a terra a ser revolvida para a “solução” tão condenada por gente que entende do assunto, como Jaime Lerner. E ainda: a Lava Jato, benfazeja limpeza moral que procuradores federais e o juiz Moro fazem, com novas prisões de ladrões de colarinho branco; o “impeachment” da presidente, que nunca sai de foco, mas agora aparece sob o olhar do ex-ministro Ayres Brito, que não o aceita senão por motivo muito grave. E que até agora, disse, não vislumbra…

ASSUNTO NÃO FALTA

Assuntos, pois, não faltavam e não faltam. Tenho até dois deles, oportuníssimos, na “gaveta”: um para mostrar o trabalho de “caixeiro viajante” do Paraná que Cida Borghetti fez nos últimos dias na Rússia; outro, do chamado “mercado” religioso, com dados que mostram que começou a parar a fuga de fiéis católicos no Brasil para outras denominações religiosas. E os dados de fornecidos por evangélicos.

ESCOLHO A ALDEIA

Preferi ficar com o olhar voltado para minha aldeia.

A Curitiba ainda decantada como cidade modelo, com o que já não mais concordo. E tenho razões, como a que experimentei – e outras várias pessoas – na noite de segunda, 21, quando passeava às 19h30 pela Sete de Setembro, bairro em direção ao Centro. É apenas um dos motivos de desencanto com a cidade de hoje e suas “vias calmas”.

Incrível: dois caminhões imensos (não me perguntem sobre marcas|), tipo baús, estavam estacionados sobre a calçada. Defronte ao Mercadorama da Sete de Setembro, fazendo a descarga de mercadorias.

E O CONTRIBUINTE?

E o contribuinte que mudasse do caminho, andasse pela rua, sujeito a atropelamentos, para desviar dos caminhões de Curitiba: placas AFF 0114 e ALV 6027.

Revoltado – ira santa, ira justa – chamei o subgerente Juraci, mais tarde, depois de ter ouvido do motorista do segundo veículo que deveria mesmo procurar a Gerência. “Faça isso mesmo”, sugeriu o homem em tom zombeteiro, próprio dos que estão acostumados às costas quentes de senhores como o mercado em questão.

A GERÊNCIA

Juraci nada resolveu, até acompanhou a descarga do ALV 6027. Depois, a operação seguiria com o outro, descarregando toneladas de mercadorias.

“Afinal, eles são os donos da calçada, isso acontece todo dia”, disse à coluna uma cadeirante, que teve de seguir pelo leito da rua. Houve até uma pequena tentativa de vaiar os caminhões, esboçada por dois casais igualmente revoltados, um deles com limitação visual, que tiveram de caminhar pela rua.

Assim, canto os desencantos de minha aldeia. E não deixo de me pergunta: onde estava o pessoal da SETRAN, da Prefeitura de Curitiba?

Cidadania é isso também: protestar contra desmandos urbanos.

Foi por isso que optei por registrar mais um flagrante de desrespeito à Cidadania.

O leitor não perdeu nada. Embora essa não seja exatamente uma novidade urbana na Curitiba de hoje.


2 comentários

  1. Parreiras Rodrigues
    sexta-feira, 25 de setembro de 2015 – 9:40 hs

    Uma voçoroca que nasce na Vila Vitóeia, na dsivisa da cidade de Loanda e segue até as proximidades da rotatória Paranavai-Loanda-Nova Londrina – uns 15 kms, com profundidade média de 12 metros por 20, 25 de largura, esperam pela terra retirada para a construção do túnel do metrô curitiba. O problema é a distância: 550 kms.
    Digo que essa voçoroca é o segundo maior câsnyon paranaense. Perde para o Quartelá, o de Tibagi.

  2. Andressa
    sábado, 26 de setembro de 2015 – 11:31 hs

    É… onde fica? Nos últimos 8 anos eu fiz diversas reclamações no 156 e nunca deram em nada, e só agora, depois de todo esse tempo a prefeitura tá resolvendo esses problemas.

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