Depois do rebaixamento, arrocho fiscal, mais impostos e cortes nos programas sociais | Fábio Campana

Depois do rebaixamento, arrocho fiscal, mais impostos e cortes nos programas sociais

A receita de Dilma Rousseff e seu governo é essa: arrocho fiscal, mais impostos e cortes nos programas sociais. É o que recomenda Joaquim Levy, embora sofra a discordância da área petista, que concorda com o arrocho, com o aumento seletivo de impostos, mas não quer cortes nos programas sociais, muito menos na máquina empregadora da esquerda funcionária, considerada a única base de apoio fiel à presidente.

A presidente Dilma Rousseff reuniu a coordenação política para debater o rebaixamento do grau de investimento do Brasil. Na linha de Joaquim Levy, pediu aos ministros para acelerarem propostas sobre corte emergencial de gastos a serem apresentados o mais rapidamente possível. Em seguida, a equipe política começará a negociar com o Congresso Nacional o envio de novas fontes de receita. Além disso, a Receita Federal já executa um arrocho fiscal para arrecadar tudo o que puder.

Além de cortes de gastos, o governo fará um pente fino em todos os programas sociais e benefícios concedidos para eliminar fraudes e desperdícios. Quanto aos novos impostos que serão propostos, a ideia do governo é dizer que serão transitórios, para reduzir o impacto. Dilma ordenou que haja unidade de discurso dentro do governo. A mensagem que se deseja passar é de reconhecimento de que há dificuldade, mas que o governo trabalha para superá-la.

Um auxiliar presidencial relatou que Dilma ficou muito preocupada com o rebaixamento do grau de investimento do Brasil. E pediu que o diálogo com o Congresso seja ampliado a ponto de conseguir fazer com que medidas rejeitadas pelos parlamentares, como aumento de impostos, tenham uma chance de serem discutidas e aprovadas.

Na manhã de hoje, o dólar comercial operou em forte alta de 2,63%, um dia após a agência de classificação de risco Standard & Poor’s (S&P) ter cortado a nota de crédito do Brasil, fazendo-o perder seu grau de investimento — espécie de selo de bom pagador. A divisa americana está cotada a R$ 3,897 para compra e a R$ 3,899 para venda. Na máxima da sessão, chegou a R$ 3,908. O mercado acionário brasileiro ainda não abriu mas os Depositary Receipts da Petrobras em Frankfurt — recibos de ações da estatal negociados na Bolsa alemã — chegaram a cair 13,9%, de € 4,70 a € 4,05.

O governo enfrenta dificuldades para aumentar impostos. Dilma sinalizou com a volta da CPMF e o ministro Joaquim Levy (Fazenda) passou a defender o aumento do Imposto de Renda. No Congresso, as medidas são consideradas absurdas. Os presidentes da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) são contra a elevação da carga tributária e pedem ao governo que aprofunde os cortes no Orçamento.


6 comentários

  1. quinta-feira, 10 de setembro de 2015 – 15:22 hs

    Agora vem lula dizer que “é cupa dos americanu” kkkkkk, a mulher sapiens mandiocuda, não passa do fim do mês.

  2. Andressa
    quinta-feira, 10 de setembro de 2015 – 15:49 hs

    Tem que diminuir o número de ministérios, uns 12 ministérios está de bom tamanho.

  3. Carlos
    quinta-feira, 10 de setembro de 2015 – 17:58 hs

    Ministro de merda. Estudou a vida inteira pra ser economista e agora vem com a brilhante solução de aumentar impostos. Vai pra PQP idiota.
    Vai cair junto com a tua chefe antes do fim do ano, babaca.

  4. Jair Pedro
    quinta-feira, 10 de setembro de 2015 – 19:23 hs

    Andressa, e para onde vai essa ratalhada dos outros ministérios? Já que o dólar está com bom valor que tal exportar todos para Cuba ou Venezuela? Poderiam ir lá limpar os lixões.
    Em tempo: não esquecer de ir na mesma leva o Sérgio Silvestre.

  5. COMANDO
    sexta-feira, 11 de setembro de 2015 – 7:59 hs

    Esse Levy não presta, fácil tirar dinheiro do povo que não tem mais, pois já foi tirado tudo…

  6. Juca
    sexta-feira, 11 de setembro de 2015 – 12:22 hs

    É o Leviatã.

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