Um deus-nos-acuda até para os ateus | Fábio Campana

Um deus-nos-acuda
até para os ateus

O velho dito dessa terra, em que parece que é melhor não debater ideias e se acomodar com o que aparece pela frente, diz “Gosto não se discute!”. Pergunto, e mau gosto, isso se discute?

É de revirar o estômago ouvir as rádios brasileiras. As listas das músicas nacionais mais tocadas atualmente, segundo um monitoramento da Spybat Sound Tracker, é um emaranhado de duplas sertanejas que tratam tudo com a mesma falta de engenho. Não se salva ninguém.

Dá calafrios imaginar que a vida imita a arte. Ou vice-versa.

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Ligar o rádio a qualquer hora, salvo raras exceções, é ter a consciência de como anda o Brasil, nossa cultura e nossa educação, um deus-nos-acuda, até para os ateus.

Parece que a pátria educadora não funciona direito também nessa área.

Prefiro voltar a outros tempos em que pelo menos o dial se salvava. No início da década de 1980, Era Elis Regina quem cantava nas rádios.


3 comentários

  1. O Equilibrista
    domingo, 30 de agosto de 2015 – 11:39 hs

    E novamente… “chora a nossa pátria mãe gentil … mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inultilmente” pois há “a esperança equilibrista”!

  2. antonio carlos
    domingo, 30 de agosto de 2015 – 13:01 hs

    Talvez por isto é que eu só escuto a Mundo Livre, toca o que eu gosto de ouvir, rock na veia e não na véia.

  3. domingo, 30 de agosto de 2015 – 15:23 hs

    O bêbado (elle) a equilibrista (ella) !

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