Só CMPF não equilibra o orçamento, diz Ricardo Barros | Fábio Campana

Só CMPF não equilibra o orçamento, diz Ricardo Barros

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O deputado federal e relator geral do Orçamento da União para 2016, Ricardo Barros (PP-PR), disse na tarde desta sexta-feira, (28), que mesmo que ocorra a volta da cobrança da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) serão necessários outras medidas para o fechamento.

A previsão é de que a CPMF possa arrecadar R$ 72 bilhões, caso volte a ser cobrada. O déficit das contas hoje está em R$ 130 bilhões. Segundo o parlamentar, o Brasil vive um momento de crise econômica e é necessário que a sociedade saiba o tamanho do problema.

“Mesmo com o eventual CPMF, ainda haverá déficit, porém a volta do imposto depende de uma negociação entre Congresso, Governo Federal e o setor produtivo”, afirma o parlamentar.

“As despesas estão crescendo. Hoje 85% dessas despesas são obrigatórias, como o pagamento de aposentados e do funcionalismo público. Para o ano que vem, crescem R$ 80 bilhões apenas para atender essas demanda. O problema é que temos também queda na arrecadação de 1% do PIB, o que provoca um furo de R$ 130 bilhões na atual conjuntura. As decisões são em cima da premissa de uma conta que não fecha”, explicou.

Segundo ele, a crise é grande e não seria o momento adequado para aumento de impostos, porém é necessário que a sociedade tenha clareza do tamanho da dificuldade. “O Governo poderá montar o orçamento com essa medida da volta da CPMF. É preciso trabalhar para colocar o Brasil nos eixos. Se não tivermos capacidade política e técnica, a sociedade que vai pagar a conta”, acrescenta.

Barros adianta que o relatório do Orçamento para 2016 será entregue nesta segunda-feira (31). Segundo ele, a falta de ajustes nas contas públicas e de expectativa de crescimento econômico do Brasil pode custar ainda mais caro.

“O fechamento do Orçamento dependerá do convencimento da sociedade e do Congresso. Neste momento, nós temos que dar um sinal para o mercado de que há viabilidade no fechamento das contas. A informação completa da dificuldade das contas públicas é que vai motivar as pessoas a apoiarem ou não as soluções propostas pelo governo”.


4 comentários

  1. CLOVIS PENA- E o exame OAB ?
    domingo, 30 de agosto de 2015 – 7:17 hs

    Deputado.

    Como está encaminhado o projeto sobre o exame da OAB ?

    A OAB ainda está condicionando sua “homologação” ao grau deferido pelo Ministério da Educação para o exercício profissional ?

  2. Manezao
    domingo, 30 de agosto de 2015 – 9:02 hs

    Governo quer arrecadar mas esquece de fiscalizar …só em Foz do Iguaçu que tem 300 mil habitantes…existem 800 mil cadastrados no SUS …Bolsa família devem existir milhões recebendo irregularmente ..e vai por aí afora !

  3. Helena
    segunda-feira, 31 de agosto de 2015 – 11:53 hs

    Tenho uma sugestão é só o governo federal parar de gastar, devolver aos cofres públicos tudo que foi roubado pela corrupção nas estatais, e enxugar a máquina pública, que ainda vai sobrar grana para investimentos públicos e econômico para o País voltar a crescer e gerar emprego e renda para o bem de todos os brasileiros.

  4. Helena
    segunda-feira, 31 de agosto de 2015 – 11:56 hs

    Ah, tem mais uma sugestão, CASSAR direitos políticos de participarem de concursos e concorrência, para sempre de todos envolvidos na ladroeira dos cofres públicos para nunca mais terem m ais a oportunidade de roubarem o sagrado dinheiro do povo brasileiro.

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