Não sobra um, meu irmão | Fábio Campana

Não sobra um, meu irmão

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Nos últimos dias, empresários de alto coturno deram de se reunir para analisar pesquisa de opinião que permite um diagnóstico da política paranaense e aponta tendências para as próximas eleições. A pesquisa não será divulgada, como ficou estabelecido. É para consumo interno.

É preocupante a conclusão que os capitães da indústria e do agronegócio retiram dos dados que verificam a quantas andam os maus bofes da população. Primeira observação. Nenhuma das figuras referenciais da política paranaense conseguiu escapar dos efeitos devastadores das investigações sobre a corrupção na pátria mãe tão distraída feitas pela Operação Lava Jato.

Há, é claro, gradações sobre a destruição moral de cada qual. A senadora Gleisi Hoffmann não pode sair às ruas. Não se arrisca a lugares públicos. Leva de arrasto seu marido e toda a caterva do PT. Um arraso completo. Mas não está sozinha nesse vale de lágrimas. Os outros políticos estão mal, muito mal.

Descrédito
Os tempos são de descrédito total dos políticos, sobrou também para dois velhos políticos. Alvaro Dias, que pairava, olímpico, sobre a carnificina nos arraiais do PT, foi alcançado pela acusação de que fez acordo para acabar com a CPi da Petrobras em troca de bela quantia, na companhia do herói tucano Sérgio Guerra. Verdade? Não creio, mas o povo está a fim de acreditar em qualquer acusação contra político de carreira e Alvaro Dias é um deles.

Pecados antigos
O inefável senador Roberto Requião, além dos pecados cometidos pelos irmãos e as denúncias que sobre ele pesam, entregou-se com tanta avidez ao PT de Dilma, Lula et caterva, que terá de carregar o ônus. Nessa linha, entrou na contramão do único herói que desfruta de quase unanimidade no Paraná (e no país) o juiz Sérgio Moro.

Osmar da Dilma
Osmar Dias, obstinado candidato a governador sem vitórias, está no governo Dilma desde sempre. É pecado mortal. Ele sabe disso. Mas como sair dessa? Como dizer que era o único inocente ingênuo num governo devastado pela corrupção em todas as áreas.

Fruet naufraga
E o prefeito Gustavo Fruet, no PDT do PT de Gleisi Hoffmann, que subiu aos céus da província como grande esperanças das esquerdas? Naufragou em seus próprios erros e incapacidade para governar.


4 comentários

  1. jose marcos
    sexta-feira, 28 de agosto de 2015 – 21:38 hs

    Só tem branco na foto… umas 80 pessoas vê-se neta foto, e só branco…

  2. Diego
    sexta-feira, 28 de agosto de 2015 – 22:14 hs

    E o Beto Richa, que mostrou inabilidade política para tratar uma greve de professores?

  3. Sergio Silvestre
    sexta-feira, 28 de agosto de 2015 – 23:36 hs

    Quer dizer que o Beto Richa foi santificado como o santo mais probo do Paraná.Campana nessa você se superou.

  4. CLOVIS PENA
    sábado, 29 de agosto de 2015 – 6:06 hs

    E Beto? Bem. Dispenso a resposta.
    …………………..
    Infelizmente para a nação e para a população do Paraná, não há perspectiva clara que mostre um cenário positivo para 2016 em relação aos maiores reclamos da população. Ao contrário.
    …………………..
    Arrecadar mais areja um pouco o caixa desfalcado pela incompetência e pela corrupção. Mas, tira dinheiro de sobrevivência do bolso dos eleitores pobres, principalmente.
    …………………..
    Imagem positiva ? Bem. É só divulgar imagens das obras da fábrica de papel e das belas lavouras dos cooperados da COAMO.
    …………………..
    Com novas delações raposas de rabos felpudos saltarão das tocas, fartas de verdinhas, no Paraná.
    …………………….
    Palavra de ordem: renovação. Então, desta forma, vamos às urnas !!

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