Lágrima por Oliver Sacks | Fábio Campana

Lágrima por Oliver Sacks

Notícia triste, anunciada há meses. Oliver Sacks morreu hoje, aos 82 anos. Em artigo no “New York Times” em fevereiro, Sacks anunciou que um melanoma em seu olho havia se espalhado para o fígado e que ele estava nos estágios finais de um câncer terminal,

Genial, Sacks, neurologista, usou seus casos clínicos, pacientes e as doenças que tratava para refletir sobre a consciência e a condição humana. Assim eu o descobri no primeiro livro seu qu li com certo espanto. “O homem que confundiu sua mulher com um chapéu.”
Para quem se inicia agora, recomendo que o faça pelo livro de memórias, “Tio Tungstênio”, em que Sacks escreveu sobre sua infância, sua família médica, e as paixões químicas que despertaram seu amor pela ciência.

No artigo “My own life” (Minha própria vida), Sacks abordou a recente descoberta de que um terço de seu fígado havia sido tomado por metástases.

“Sinto-me grato por terem sido concedidos nove anos de boa saúde e produtividade desde o diagnóstico original, mas agora estou cara a cara com a morte. O câncer ocupa um terço do meu fígado e, apesar de seu avanço poder ser retardado, este tipo particular de câncer não pode ser interrompido. Cabe a mim agora escolher como viver os meses que me restam. Tenho que viver da maneira mais rica, mais profunda, mais produtiva que posso”, escreveu Sacks no texto publicano no “NYT”.


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