Grupo do PMDB articula rompimento com Dilma | Fábio Campana

Grupo do PMDB articula rompimento com Dilma

do Josias de Souza:

Reunidos na noite desta quarta-feira no restaurante de um hotel de Brasília, cerca de 20 deputados do PMDB inauguraram um movimento para articular o desembarque do partido da gestão Dilma Rousseff. Presidente da legenda e articulador político do governo, o vice-presidente Michel Temer foi informado sobre a novidade. Além dos deputados, integra o grupo o ex-ministro Geddel Vieira Lima, amigo de Temer.

Formou-se durante o jantar um sólido consenso: para os peemedebistas presentes, Dilma Rousseff preside um governo em estágio terminal. Avaliou-se que o agravamento da crise econômica e a deterioração da conjuntura política devem abreviar o segundo mandato da presidente. Concluiu-se que o PMDB precisa tomar distância da aliança com Dilma e o PT.

Discutiu-se na conversa a hipótese de divulgação de um manifesto recomendando que Michel Temer se afaste da coordenação política do governo. Optou-se por protelar o gesto. Horas antes, o vice-presidente dissera em entrevista que o país precisa de “alguém que tenha capacidade de reunificar todos”, apresentando-se como personagem apto para exercer o papel. “Caso contrário, podemos entrar em uma crise desagradável para o país.”

O grupo pró-rompimento marcou um novo encontro para a semana que vem. Seus integrantes desejam calibrar os próximos movimentos com os avanços da conjuntura. Avaliam que as hipóteses de afastamento de Dilma —por impeachment, renúncia ou cassação pelo TSE— dependem de fatores alheios à vontade dos políticos. Entre eles o tamanho do ronco que as ruas darão em 16 de agosto.

De concreto, por ora, apenas a evidência de que o PMDB já não se constrange de discutir abertamente o rompimento com o governo. O movimento anti-Dilma não está restrito à Câmara. Existe também no Senado. Ali, caciques do PMDB abriram um canal de diálogo com o PSDB.

Na noite de terça-feira, os senadores tucanos Aécio Neves, José Serra, Cássio Cunha Lima e Tasso Jereissati reuniram-se com os peemedebistas Renan Calheiros, Romero Jucá e Eunício Oliveira. Une-os a impressão de que o governo Dilma derrete na proporção direta da deterioração dos indicadores econômicos. Separa-os a visão sobre o desfecho mais adequado para a crise.

Na opinião de Aécio, na eventualidade de ocorrer o afastamento, o substituto de Dilma precisaria do aval das urnas. O problema é que a convocação de novas eleições depende do TSE. Só ocorreria se o tribunal cassasse Dilma e Temer por irregularidades na prestação de contas da campanha de 2014.

Além de ser improvável, essa fórmula distancia o tucanato da maioria dos peemedebistas, que prefere uma solução que passe por Michel Temer.


5 comentários

  1. Cesar
    quinta-feira, 6 de agosto de 2015 – 16:32 hs

    O Temer já fez todas as articulações para assumir a Presidência da República a partir de setembro.Só o pessoal do PT não está sabendo ainda…

  2. MANOEL BOCUDO
    quinta-feira, 6 de agosto de 2015 – 17:45 hs

    OS PRIMEIROS A ABANDONAR O BARCO, SÃO OS RATOS QUE
    SEMPRE MAMARAM, MAS A TETA ESTÁ SECA, ENTÃO VAMOS
    DAR O FORA, E VER OUTRAS MANEIRAS DE GRUDAR EM
    UMA TETA NOVA, CARGOS A VISTA, PARA SACIAR A SEDE
    DOS TRAÍRAS.

  3. quinta-feira, 6 de agosto de 2015 – 18:04 hs

    Só vai sobrar Requião pendurado no saco da Dilmá …hehehe

  4. JÁ ERA...
    sexta-feira, 7 de agosto de 2015 – 0:16 hs

    Este governo já nasceu morto no dia que a Dilma venceu a última eleição.
    Superar a difícil missão de convencer quase a metade que não votaram
    nela seria com certeza uma grande proeza. Proeza que jamais seria de colo-
    car em jogo a honestidade e uma situação economica brasileira que já andava de muletas. Hoje com o PT já quase enterrado, quem ousar ressuscitar vai
    para a forca.

  5. Vigilante do Portão
    sexta-feira, 7 de agosto de 2015 – 0:39 hs

    E o Napoleão de Hospício, vai manter o apoio CONDICIONAL ao governo Dilma?

    O apoio está condicionado ao Carguinho de Conselheiro de Itaipu para Mano Maurício.

    Como diria o Jarbas Passarinho (no dia da assinatura do A.I. 5: ) “que se danem os ESCRÚPLOS…”

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