Polícia prende cinco na Operação Quadro Negro | Fábio Campana

Polícia prende cinco na Operação Quadro Negro

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A Polícia Civil do Paraná prendeu cinco pessoas nesta terça-feira (21) na Operação Quadro Negro. A polícia apura desvios de recursos por meio de contratos com empresas para obras em escolas da rede pública, após auditoria iniciada pela própria Secretaria de Educação.

Nove mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Curitiba, nos bairros do Cabral, Ecoville, Água Verde, Vila Izabel, Cidade Industrial de Curitiba e Centro.

O delegado Renato Figueiroa, coordenador o Nurce, explicou que a investigação foi motivada por documentos encaminhados, à Polícia Civil, pela Secretaria da Educação, por intermédio da Procuradoria Geral do Estado, apontando irregularidades na construção de escolas estaduais. “Pelo que apuramos, estas fraudes eram feitas por intermédio de documentos de medições falsos, atestados pelos fiscais, mostrando enorme discrepância entre o que estava efetivamente construído e o que estava anotado no sistema de obras”, disse ele. O documento acabava gerando o pagamento de faturas indevidas à empresa por serviços que não foram realizados.”

Entre os presos estão o ex-diretor do Departamento de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Secretaria de Educação, Maurício Jandi Fanini Antonio; a sócia-proprietária da empresa Valor, Vanessa Domingues de Oliveira; a engenheira da empresa Valor, Viviane Lopes de Souza, o procurador da Valor, Eduardo Lopes de Souza e Tatiana de Souza, ex-sócia da empresa Valor.

Na residência dos suspeitos foram apreendidos notebook, pendrives, celulares, mais de R$ 5 mil e documentos referentes ao patrimônio dos envolvidos. No mandado de busca e apreensão cumprido na sala do ex-diretor do Depo na Secretaria da Educação foram apreendidos contratos envolvendo a empresa investigada.

A operação teve o apoio do Centro de Operações Policiais Especiais e contou com a participação de 50 policiais. “Durante a prisão temporária, de cinco dias, os suspeitos serão interrogados, haverá acareações com os engenheiros investigados e a documentação apreendida será analisada”, informou o delegado. Os presos responderão pelos crimes de associação criminosa, tentativa de fraude à licitação, falsidade ideológica e peculato.

INVESTIGAÇÃO – Até o momento, estão sendo analisados dez contratos firmados entre a empresa Valor e a Secretaria de Estado da Educação, entre os anos de 2011 e 2014. As obras investigadas são nas cidades de Santa Terezinha do Itaipu, Cornélio Procópio, Rio Negro, Campina Grande do Sul (2), Curitiba(2), Coronel Vivida, Joaquim Távora e Ponta Grossa.

A empresa chegou a receber R$ 25 milhões, dos quais a grande maioria correspondia a obras não executadas, de acordo com o Nurce. “Várias oitivas foram feitas, inclusive de engenheiros encarregados por fiscalizar essas obras, que confirmaram, em depoimento, que simplesmente assinavam as medições de evolução dessas obras sem terem ido ao local”, explicou o delegado. “A Secretaria Estadual da Educação nomeou uma comissão de supervisão, que se deslocou até essas obras e elaborou um minucioso relatório apontando a discrepância”, explicou Figueiroa.

ADITIVOS – Ainda nesta primeira fase da operação, a polícia continuará analisando todas as informações e documentos entregues pela Secretaria da Educação. De acordo com a polícia, foram verificadas discrepâncias entre o porcentual da obra concluído e os pagamentos feitos à empresa Valor.

“Até agora, a pior situação foi verificada na cidade de Campina Grande do Sul, em que as duas obras previstas estavam com apenas 1% realizado, enquanto constava 99% de conclusão nos documentos anotados.

Ainda segundo ele, existe uma denúncia de que o ex-diretor do Departamento de Engenharia, Projetos e Orçamentos da Secretaria da Educação receberia 2% de cada fatura paga às empresas, com o objetivo de acelerar o pagamento. “Isso também está sendo investigado. Até agora, não temos indícios de superfaturamento nas obras”, complementou Figueiroa.

“Além disso, estão sendo analisados também todos os valores que já foram pagos a empresa Valor sem efetivamente os serviços serem prestados, bem como o fato de um grande número dessas obras investigadas conterem aditivos, a maioria assinada em 2014, em relação a obras que sequer haviam sido iniciadas”, apontou Figueiroa. Ele disse que não descarta o envolvimento de outras empresas no esquema criminoso.


3 comentários

  1. fernanda oliveira
    terça-feira, 21 de julho de 2015 – 17:24 hs

    é mão grande pra tudo quanto é lado!!!!

  2. Aloísio Leoni Schmid
    quarta-feira, 22 de julho de 2015 – 11:18 hs

    Demorou semanas para tratar desse assunto no blog.

  3. PARANAENSE
    quarta-feira, 22 de julho de 2015 – 12:40 hs

    EU QUERIA ENTENTEDE O SEGUINTE COM LIBERAR DINHEIRO PUBLICO SE SABER O REAL VALOR DA OBRA,
    ONDE ESTA A FISCALIZAÇAO, AI CHEGA O RESPONSAVEL
    QUE LIBEROU A VERBA DIZ NAO SABER QUE SO FEZ ALIBERAÇAO E FICA TUDO NORMAL. ACORRUPÇAO TEM QUE ACABAR DE BAIXO PARA CIMA E DE CIMA PARA BAIXO AO MESMO TEMPO.MAS PARA QUE ISSO REALMENTE OCORRA TERIA QUE ACABAR COM O FORO PREVILIGIADO E A PROTECAO STF ONDE OS MINISTROS DA “JUSTIÇA” SAO INDICADO POR POLITICOS DE TODOS OS PARTIDOS PARA SE PROTEJEREM OU SEJA ACABAR COM OS PODERS LEGISLATIVO EXECUTVO E O SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL POIS SAO CONIVENTES CO A CORRUUPÇAO.

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