Richa afirma que caixa do Estado reage e obras são retomadas no Paraná | Fábio Campana

Richa afirma que caixa do Estado reage e obras são retomadas no Paraná

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Em entrevista à Rádio Cultura, de Foz do Iguaçu, o governador Beto Richa afirmou que o Paraná já está retomando seus investimentos e como exemplo, citou o retorno das obras do viaduto da Avenida Paraná, que estão em ritmo acelerado e devem ser concluídas em novembro deste ano. “Fomos o primeiro estado a promover os ajustes necessários para enfrentar a crise e já começamos a colher os resultados, com o caixa do Estado voltando a reagir e a retomada de obras em todo o Paraná”, disse. A entrevista foi transmitida em rede para as rádios Jornal, de Assis Chateaubriand, e Integração, de Toledo. A secretária Fernanda Richa (Trabalho e Desenvolvimento Social) acompanhou a entrevista.

“A recessão no Brasil vem se agravando dia a dia, estamos numa profunda crise financeira nacional. O Paraná não é uma ilha dentro deste cenário”, ressaltou Richa. “As medidas que iniciamos no ano passado, com a recomposição de algumas alíquotas de impostos e o corte de despesas do governo, têm ajudado a mudar este cenário”, disse.

O governador destacou alguns números que comprovam isto, como o Caged/Ministério do Trabalho, que mostra que o Paraná foi o Estado brasileiro que mais gerou empregos com carteira assinada nos primeiros cinco meses de 2015. “Entre os 14 maiores estados, o Paraná foi único que teve um crescimento industrial positivo, enquanto os demais tiveram decréscimo na indústria”, lembrou. Richa também falou sobre pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) que colocou o Paraná como segundo estado com a menor desigualdade social do País.

PACTO FEDERATIVO – Na entrevista, Beto Richa também defendeu a urgência da revisão do Pacto Federativo para garantir uma divisão mais equânime dos tributos arrecadados no Brasil. “Nós vemos uma extravagante concentração de recursos em Brasília, enquanto estados e municípios têm cada vez mais atribuições e responsabilidades sem a devida contrapartida financeira”, afirmou. “É constantemente cobrado o aumento de investimentos em saúde e educação pelos municípios e estados, enquanto o governo federal se retira destas áreas”, disse.

“O governo federal não cumpre mais suas responsabilidades com a população. Hoje, 65% da arrecadação tributária fica com a União, cerca de 25% com os estados e pouco mais de 10% com os municípios. Isto é uma profunda injustiça”, ressaltou Richa.

Ele também classificou como injusta a dívida dos estados com a União, citando o exemplo do Paraná que, na década de 1990, contraiu uma dívida de R$ 5 bilhões para sanear as finanças do extinto Banestado. Desde então, o Estado já pagou R$ 10 bilhões, mas ainda deve outros R$ 10 bilhões, em função dos altos juros. “Vira uma bola de neve que sufoca a capacidade dos estados de investirem”, afirmou.

ENERGIA – Questionado sobre o aumento da tarifa de energia, o governador explicou que isto se deve à Medida Provisória imposta em 2012 pelo governo federal para renovar as concessões dos ativos de geração, que desorganizou o setor. “Avisamos, na época, que essa medida seria um desastre para o setor elétrico e o resultado está aí, com a energia onerando o bolso dos cidadãos brasileiros e o setor produtivo”, avaliou o governador.

“Fui criticado por não aceitar renovar as concessões da Copel. Esta medida artificial de redução da conta de luz foi terrível para as empresas do setor. Hoje a Eletrobras passa por dificuldades, mas poderia ser a Copel a estar quebrada”, ressaltou. “Nossa empresa, pelo contrário, tem realizado novos investimentos e é destaque internacional”.

Outra medida do governo federal que pode prejudicar o Paraná, de acordo com o governador, é repassar para os estados a responsabilidade pelas rodovias federais. “É uma preocupação não apenas do Paraná, mas de vários estados brasileiros, já que administrar mais mil quilômetros de estradas vai onerar muito os cofres do Estado”, disse Richa. “Estamos nos organizando e vários governadores se reuniram em Brasília para tentar evitar que isto seja, de fato, levado a cabo”, explicou.

ENFRENTAMENTO – O governador disse ser possível enfrentar a atual crise econômica, mas é necessário também o esforço do governo federal. “Para cobrar o esforço dos contribuintes, eu dei o exemplo. Cortei cinco estruturas de secretarias, mil cargos em comissão e impus às secretarias o corte de custeio”, afirmou. “Não vemos o governo federal dar o exemplo. Nenhum dos 39 ministérios foram cortados, milhares de cargos comissionados foram mantidos. Não seria difícil diminuir pelo menos umas cinco estruturas”, disse.

“Mas o Brasil é dinâmico e pode enfrentar a crise. Temos riquezas naturais, água em abundância, terras férteis e podemos superar esta crise”, afirmou. “Confio na força do trabalho dos brasileiros, mas temos que nos preparar para atravessar este momento de dificuldade”, completou.


11 comentários

  1. sério mesmo?
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 18:38 hs

    Pra isso serve o governo, para OBRAS. Foi preciso fazer ajustes , mas necessários, ou o estado ficaria imobilizado por anos só depender da vontade de quem perdeu a eleição q agora faz de tudo pra criticar. O POVO agradece!

  2. PARANA NETO.
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 18:42 hs

    …FAZ AS CAGADAS E APRENDE ….FAZ MAIS CAGADAS E REAPRENDE….NÃO SE SEPARE DE SUA ESPOSA….
    ELA É NETA DE AVELINO ANTONIO VIEIRA….APRENDA….
    É DE VALOR….UMA MULHER VALOROSA…..

    PN.

  3. Lucas
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 20:52 hs

    “Também sou responsável por aumentar impostos ( IPVA, etc.) pegar o dinheiro dos servidores,mandar bater em professores” (RICHA, Beto)

  4. VERDADE
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 21:21 hs

    E que tal a fuga dele pela porta dos fundos? Os professores não vão deixar este frouxo em paz….kkkkkk

  5. Rafael Zigotto
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 8:36 hs

    O estado mais uma vez mostra seu trabalho. Parabens ao governo pela iniciativa !!!!

  6. Luiz Souza
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 8:55 hs

    é isso que povo quer: investimentos e não ficar pagando salários cada vez mais altos pra funcionário público. O dever do estado não é servir de RH somente, população quer investimento de verdade, quer ruas e estradas novas, hospitais, escolas, apoio para agricultura, pra isso serve governo!

  7. realidade
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 8:56 hs

    é isso que povo quer: investimentos e não ficar pagando salários cada vez mais altos pra funcionário público. O dever do estado não é servir de RH somente, população quer investimento de verdade, quer ruas e estradas novas, hospitais, escolas, apoio para agricultura, pra isso serve governo!

  8. Amanda Pereti
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 8:57 hs

    Parabéns ao governo !!!

  9. Maria do Bairro
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 11:12 hs

    Não foi isto que saiu na RPCTV 2 Edição !

  10. marcos
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 20:32 hs

    alem do Gaeco parece q vem Pf por ai na corrupça na educação..os pelegos do beto richa tremem

  11. Marcelo
    sábado, 27 de junho de 2015 – 15:29 hs

    Luiz Souza e Realidade (falta de criatividade, mesmo comentário com nomes diferentes), então me mostre onde estão os investimentos “de verdade” dos quatro anos anteriores do governo Beto Richa. Onde estão os investimentos em ruas, em hospitais, em escolas, em agricultura? Me indique as “grandes obras” feitas por ele! Em que regiões e cidades estão? Porquê na minha região NÃO TEMOS UMA OBRA SEQUER DO GOVERNO DO ESTADO! E o desgovernador ainda teve coragem de se atribuir a distribuição de ônibus enviados pelo governo federal! Os ínicos investimentos que stão às claras, de que tivemos notícias, foram aqueles que a Receita Estadual fez à campanha do Beto Richa. Os cobertores “doados” à primeira dama. As mutretas do “brimo distante”. Por favor, nos repasse a lista enorme de obras do governinho, porquê não é possível que só vocês consigam ver essas maravilhas. Compartilhe conosco!!!

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