Justiça eleitoral retoma ação que pode cassar Fernando Pimentel | Fábio Campana

Justiça eleitoral retoma ação que pode cassar Fernando Pimentel

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O TRE-MG está liberado para julgar o processo que pode culminar na cassação do governador mineiro Fernando Pimentel (PT). O caso estava paralisado porque o relator da ação contra o petista, juiz Wladimir Dias, respondia processo de suspeição por atuar na Corte em benefício do PT. O TRE, porém, decidiu manter Rodrigues Dias à frente do caso. Com informações de Veja.

Rodrigues Dias concedeu uma liminar em março suspendendo o andamento da ação que apura irregularidades eleitorais e que pode levar à inelegibilidade ou à cassação de Pimentel. Na decisão, o juiz alegava que o pedido do Ministério Público para cassação por abuso de poder econômico deveria ficar suspenso até o plenário do tribunal analisar em definitivo o processo de prestação de contas do petista ou até o TSE dar a palavra final sobre o caso. A decisão do relator de interromper a ação de investigação eleitoral levou o MP a contestar a imparcialidade do juiz e a acusá-lo de trabalhar como advogado do PT.

Além da liminar que interrompeu a tramitação da ação, o processo de suspeição do magistrado atrasou ainda mais a possibilidade de Fernando Pimentel responder ao processo de perda de mandato. É que enquanto os questionamentos sobre o juiz não fossem finalizados, o plenário do tribunal estava impedido de analisar a etapa anterior, ou seja, se confirmava ou não a liminar que paralisou a AIJE. Desde março, o caso estava suspenso por causa do imbróglio envolvendo o juiz relator.

Agora, caso o plenário do TRE-MG derrube a liminar que paralisou a investigação eleitoral, testemunhas poderão começar a ser ouvidas para embasar o pedido de cassação do governador mineiro.

Em dezembro, logo depois que foi eleito, Fernando Pimentel sofreu o primeiro revés na justiça eleitoral. O TRE-MG rejeitou a prestação de contas da campanha dele por considerar que o petista ultrapassou em mais de R$ 10,1 milhões o limite de gastos delimitado no seu registro de candidatura e omitiu despesas consideráveis, como os R$ 3,2 milhões pagos à Gráfica e Editora Brasil, empresa de Benedito Rodrigues de Oliveira Neto, o Bené, amigo próximo de Pimentel e o principal alvo da Operação Acrônimo da Polícia Federal. A irregularidade na prestação de contas rendeu ao governador multa de R$ 50 milhões, além da abertura do processo.


5 comentários

  1. Doutor Prolegômeno
    quarta-feira, 3 de junho de 2015 – 12:07 hs

    Este é um grande empulhador, como seu mestre Lula.

  2. QUESTIONADOR
    quarta-feira, 3 de junho de 2015 – 12:43 hs

    -O paladino da justiça, o homem-bandeira da moralidade e do aumento de salários da educação de Minas Gerais, pode ser cassado???
    -Quanta ironia!

  3. juvenil correia
    quarta-feira, 3 de junho de 2015 – 13:24 hs

    FORA PTZADA, FORA PINOQUIO

  4. MANOEL BOCUDO.
    quarta-feira, 3 de junho de 2015 – 13:49 hs

    VAMOS VER AGORA SE O STE VAI AGIR COM FIRMEZA OU O BOM JEITINHO FARÁ MAIS ESTE MALACO ESCAPAR, OU JOGA EM CIMA DELE O SERGIO MORO PARA VER NO QUE DÁ. BEM NÃO SABIA DE NADA, SÓ A MULHER DELE ESTAVA ENVOLVIDA, COMO PODE O MARIDO NÃO SABER DAS FALCATRUAS DA ESPOSA ME DIGA????

  5. jose rosa
    quarta-feira, 3 de junho de 2015 – 14:00 hs

    Fora Pt

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