Empresários criticam exclusão da Ferroeste do plano de concessões do governo federal | Fábio Campana

Empresários criticam exclusão da Ferroeste
do plano de concessões
do governo federal

XXIV CONVENÇÃO FACIAP 2014 - FOZ DO IGUAÇU

Para algumas regiões do Brasil, o programa de investimentos estruturais de R$ 200 bilhões anunciado pelo governo federal provocou mais decepção do que euforia. É o caso do Oeste do Paraná e do Mato Grosso do Sul que há muito aguardam a tão propalada ferrovia entre Maracaju (MS) e o litoral paranaense. A surpresa é de que esse traçado da Ferroeste foi simplesmente ignorado pela União. As informações são d’O Paraná.

Produtores e líderes interpretam o abandono da obra de várias formas. Para alguns, o atual governo desconhece sobre a dimensão e as reais necessidades e urgências estruturais do País e, para outros, a medida faz parte de um amplo pacote de retaliações ao Governo do Paraná, estado que há décadas é um dos principais celeiros nacionais. O presidente da Caciopar, Sérgio Marcucci, diz que a atitude da União é lamentável.

A extensão da Ferroeste não é, segundo Marcucci, uma obra importante apenas para o Paraná e o Mato Grosso do Sul, além de parte do Paraguai. Ela é estratégica para o Brasil, afirma ele. O presidente da Caciopar lembra que o agronegócio, há anos é responsável por manter superavitária ou no mínimo equilibrada a balança comercial brasileira e, por isso mesmo, deveria receber tratamento muito mais responsável.

Cerca de 35% do PIB vem do campo, que precisa de suporte financeiro na hora certa, de regras claras, de infraestrutura e de logística para se manter competitivo em um mercado altamente acirrado.

O presidente da Faciap, Guido Bresolin Júnior, entende a atitude da União como uma retaliação que faz mal ao Paraná e ao Brasil. “Há coisas que estão muito acima do interesse de uns poucos, porque envolvem o presente e o futuro de um país inteiro”. Na opinião de Guido, os senadores e os deputados de representam o Paraná, bem como as principais autoridades do setor produtivo, precisam se unir e ir a Brasília cobrar a inclusão da Ferroeste no plano.

Diante da característica do programa anunciado nesta semana, que nada mais é do que um retoque ao plano de infraestrutura nacional anunciado em 2012, a exclusão do novo traçado da ferrovia trouxe surpresas no governo do Estado e na própria Ferroeste. Como a proposta é de concessões e de parcerias, a extensão ferroviária deveria ter sido contemplada. No programa anterior, o trecho de Maracaju ao litoral paranaense estava priorizado. Apenas o estudo básico foi elaborado, em 2013. Depois disso nada mais ocorreu. A licitação deveria ter sido feita no ano passado.


6 comentários

  1. Bagrinho do Litoral
    quinta-feira, 11 de junho de 2015 – 11:20 hs

    Tudo isso é cortina de fumaça! Não tiveram competência para realizar o primeiro plano de logística e muito menos terão agora. Puro factóide! Qualquer discussão em cima disso é pura perda de tempo.

  2. antonio carlos
    quinta-feira, 11 de junho de 2015 – 14:15 hs

    Porque é que os chorões de sempre não perguntam ao presidente do clube dos milionários a razão de tal exclusão? Ele não estava louquinho da silva para ser vice na chapa da princesinha? Ou então à princesinha, até dias atrás era ela que cuidava deste tipo de assunto. Parem de chorar e perguntem a quem tem a resposta. Ou pelo menos deveria ter.

  3. TARZAN
    quinta-feira, 11 de junho de 2015 – 14:23 hs

    Também com senadores (inimigos do Paraná) como REQUIÃO E BARBI esperar o quê?

  4. Edson
    quinta-feira, 11 de junho de 2015 – 14:23 hs

    Para defender a exclusão desta e tantas outras obras importantes no Paraná a senadora Gleise Hoffmann externou sua indefectivel opinião no jornal Gazeta do Povo (Opinião, Como assim, R$ 11 bilhões”, pg. 2, 11.06.2015).
    Poderia ter se omitido. Ficaria menos ruim.
    Começou eliminando o jargão lulopetismo denominando a Dilma de presidenta, como é usual entre eles, para “presidente”.
    Depois citou pessoas honradas e cumpridoras de suas obrigações – defensores do paranismo – para, enfim atacar o governador Beto Richa.
    Só não informou no jornal local como irá se livrar das acusações que pesam sobre seus ombros, quais sejam, as famosas verbas de campanha doadas e denunciadas na Operação Lava Jato.
    Lamentável sob todos os aspectos, principalmente porque o Governador do Estado é uma pessoa inatacável, até que se prove o contrário.

  5. Jacinto Ferro
    sexta-feira, 12 de junho de 2015 – 15:14 hs

    São pífias as poucas manifestações de todos e todas as ditas lideranças do Paraná.
    Com a factível possibilidade de inclusão da Ferrovia do Frango e com a exclusão da Ferroeste e da ligação de Maracaju e da exclusão do trecho da Norte Sul no Paraná, sepultamos nossos dois Portos de Paranaguá e Antonina.
    Não que tenhamos que advogar contra a Ferrovia do Frango, mas teríamos sim que ter alguém berrando, bradando, como os Grandes Estadistas que já tivemos pelo fortalecimento de nossa infraestrutura. Nossa força política, outrora pujante, hoje moribunda, agoniza e o povo sofre a falta de perspectivas. Tristeza assola o povo do Paraná com esse golpe e com a saída de cena do HSBC/Bamerindus. Em ambos os casos nota zero para nossos representantes.

  6. Luiz Carlos Moares
    terça-feira, 16 de junho de 2015 – 11:50 hs

    Para o Governo Federal Investir em infraestrutura e logística no Paraná e Brasil não tem dinheiro, mas para investir bilhões de dólares no exterior com o suado dinheiro dos Brasileiros através do BNDS pode e tem recursos de sobra. M E R C E N Á R I O S.

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