Educação realiza auditoria em nove obras e exonera seis engenheiros da Sude | Fábio Campana

Educação realiza auditoria em nove
obras e exonera seis
engenheiros da Sude

coletiva25.06

A Secretaria de Educação realiza auditoria em nove obras de escolas no Paraná sob a responsabilidade da Sude (Superintendência de Desenvolvimento Educacional). A suspeita é de irregularidade nas medições de obras. Seis engenheiros já foram exonerados ou demitidos e os pagamentos à construtora estão suspensos. A auditoria será ampliada para todas as 100 obras sob responsabilidade da Sude.

A Polícia Civil e o Tribunal de Contas do Estado foram comunicados dos fatos. O Nurce (Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos) já abriu inquérito e investiga o caso.

A professora Ana Seres, secretária de Educação, disse que o governador foi comunicado das suspeitas e determinou austeridade e celeridade em todas as apurações. “A empresa responsável por essas obras foi notificada para apresentar explicações e os pagamentos estão suspensos. A apuração segue em andamento”, explicou.

As informações relativas às investigações foram repassadas à imprensa durante entrevista coletiva nesta quinta-feira (25), com a participação da secretária Ana Seres, do procurador jurídico Kunibert Kolb Neto, da superintendente da Educação, Vanda Dolci, e do diretor-geral da Secretaria, Edmundo Rodrigues da Veiga Neto. Eles explicaram as medidas que a Secretaria da Educação já adotou a respeito das suspeitas de irregularidades e os próximos passos da auditoria.

O procurador frisou que serão abertos, pelo governador, processos administrativos contra a construtora envolvida nas suspeitas de irregularidades. “Basicamente o que a Secretaria detectou, a partir de abril, com um comparativo de relatórios acendeu um sinal de alerta em cima de algumas obras. Detectamos medições estranhas. O que foi atestado de execução da obra não corresponde ao que foi feito”, resumiu Kolb.

HISTÓRICO – Em abril deste ano, a Diretoria Geral da Educação identificou divergências entre os percentuais de execução apontados no relatório de acompanhamento de obras da pasta e no sistema de medição de construções do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação – FNDE (o SIMEC), que repassa valores para custeio de obras.

A Diretoria Geral levou essas distorções ao conhecimento do então secretário Fernando Xavier Ferreira, que solicitou à Sude a revisão dessas medições. A Sude efetuou vistoria em algumas obras e constatou que, efetivamente, a situação física da obra não correspondia às medições efetuadas. Assim que foram concluídas essas vistorias iniciais, o ex-secretário determinou que esses fatos fossem rigorosamente apurados.

O núcleo jurídico da Educação iniciou as investigações e abriu as sindicâncias e processos administrativos necessários. E, na sequência, deu conhecimento desses fatos à secretária Ana Seres, que determinou o prosseguimento das investigações.

Conforme as apurações realizadas até o momento, há divergências entre os atestados de medições e a execução real da obra, o que, em princípio, possibilita que as empresas contratadas recebam por serviços que ainda não foram executados. Estão sendo apuradas construções desde o ano de 2013, nesta etapa inicial.


6 comentários

  1. Araldo
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 15:00 hs

    Não tem um Faniani ai não?

  2. joao
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 17:03 hs

    O Paraná nao sai das páginas policiais graças ao governador, sério e obstinado em punir os desvios de conduta. Esta facada foi causada por um amigo e parceiro de tênis, nomeado pelo austero Beto richa, infelizmente a ganancia dos nomeados foi maior que a discrição, e o sr. Suniê, superintendente denunciou as falcatruas, já veiculadas na coluna do celso nascimento (xeque mate). O governo com seus amigos distante trairam a confiança e foram exonerados. ( onde está o dinheiro desviado 30 milhões, que retornava aos fraudadores). Cabe mais uma delação premiada, haja prêmios. Mais uma razão para aumentar os impostos para suprir tanta roubalheira. A impunidade é mãe do ladrão.

  3. joao
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 17:13 hs

    Os asseclas e muribixabas no alto comando da FUNDEPAR, não respeitavam nem mesmo o processo técnico de aprovação, mais importava era emitir ORDEM DE SERVIÇO, independente dos técnicos aprovarem. Estava escancarado o mal comportamento com o dinheiro público, RESTA SABER QUE É O CHEFE MAIOR, dizem que é culpa do PT. Até quando o comando geral irá pilotar esta nave estado, neste mar de corrupção

  4. luiz*
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 17:35 hs

    Queremos saber se já devolveram a grana, e também se roubaram a mando de alguém?

  5. VERDADE
    quinta-feira, 25 de junho de 2015 – 21:31 hs

    O Fanini tem relação estreita com o Governador…portanto, imune! Dizem alguns que ele era o atestador oficial das notas fraudulentas! Viche que Governo safado! Vamos bater panelas?

  6. realidade
    sexta-feira, 26 de junho de 2015 – 9:06 hs

    O governo do Paraná tem pessoas sérias que trabalham para acabar com essa palhaçada, de forma rápida o que é melhor!

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