Acareação entre Youssef e Paulo Roberto Costa complica Gleisi | Fábio Campana

Acareação entre Youssef
e Paulo Roberto Costa complica Gleisi

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A situação da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) se complica com a nova acareação entre o doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa marcada pelo Ministério Público Federal do Paraná para o próximo dia 22 em Curitiba. Os dois serão confrontados sobre doações para as campanhas de Dilma Rousseff (PT) e Roseana Sarney (PMDB-MA) em 2010. Há diferenças no depoimento de Paulo Roberto Costa ao qual Youssef diz desconhecer a operação. No entanto, em relação ao repasse de R$ 1 milhão para campanha Gleisi em 2010 não há qualquer tipo de discordância.

Em depoimento na CPI da Petrobras no dia 11 de maio em Curitiba, o doleiro Youssef confirmou que repassou R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi ao Senado em 2010. Youssef disse que fez o repasse do dinheiro à pedido de Costa. “O doutor Paulo Roberto Costa disse que Paulo Bernardo pediu R$ 1 milhão para a campanha de Gleisi. Me deu um número de telefone para repassar o dinheiro”, disse Youssef. Paulo Roberto Costa confirmou a versão de Youssef.

Gleisi Hoffmann já responde por crime de corrupção passiva qualificada no SFT (Supremo Tribunal Federal). A petista foi denunciada por receber dinheiro desviado da Petrobras conforme apurou a Polícia Federal nas investigações da Operação Lava-Jato. O nome de Gleisi surgiu nas delações, aprovadas pela Justiça Federal de Youssef e de Paulo Roberto Costa.

O dinheiro recebido por Geisi, conforme aponta o doleiro, não consta na prestação de contas da petista na Justiça Eleitoral. O eventual crime praticado por Gleisi, segundo o Ministério Público Federal, é tipificado no artigo 137 do Código Penal e prevê pena de reclusão de dois a 12 anos e multa. Conforme o MPF, Gleisi faz parte do “núcleo político” da “organização criminosa complexa” que desviou dinheiro da estatal brasileira.

Dilma e Roseana – Sobre as campanhas de Dilma e Roseana Sarney, a principal divergência entre os dois refere-se ao envolvimento dos ex-ministros Antonio Palocci (PT-SP) e Edson Lobão (PMDB-MA). Enquanto Costa diz que, em 2010, mandou Youssef entregar R$ 2 milhões a Palocci para a campanha de Dilma e outros R$ 2 milhões para Roseana, a pedido do senador Lobão, o doleiro Youssef nega que tenha repassado o dinheiro tanto para Palocci quanto para Roseana.

A necessidade da acareação surgiu quando o jornal “O Estado de S. Paulo” divulgou no último dia 27 um vídeo em que o doleiro Youssef aparece falando com procuradores e com o advogado Luis Gustavo Flores, que o representa. No vídeo, Youssef se mostra interessado em confrontar sua versão dada na delação premiada com a de Paulo Roberto Costa. Dirigindo-se a um procurador, o doleiro pergunta: “Não quer ver aquelas discrepâncias com aqueles depoimentos do Paulo Roberto?”

O procurador discutia a suposta doação de R$ 2 milhões pedida por Palocci para a campanha de Dilma em 2010. Youssef garantiu que Palocci nunca o procurou para pedir o dinheiro, enquanto que Paulo Roberto Costa garantiu em seu depoimento que mandou Youssef repassar os R$ 2 milhões para Palocci destinar à campanha de Dilma. “Eu acho que o Paulo se equivocou e se os doutores acharem necessário a gente ter uma conversa juntos, estou à disposição”, diz Youssef no vídeo.

Bosta seca – Nesse ponto, um procurador ainda não identificado diz: “Esse é o tipo de coisa que quanto mais mexe, pior fica”. E uma outra pessoa diz: “É a teoria da bosta seca. Mexeu, fedeu”. Quem teria dito a frase, teria sido o advogado de Youssef, Luis Gustavo Flores.

O chefe do escritório de Flores, Antonio Figueiredo Basto, acha desnecessária a acareação. “Não vamos comentar mais esse assunto. Está marcada a acareação e vamos fazê-la. Mas acho desnecessário. Está mais do que comprovado que tanto o Paulo Roberto Costa quanto o Alberto Youssef deram elementos de provas sobre o esquema de corrupção na Petrobras, inclusive com documentos. Não foi feita uma colaboração só com base em depoimentos. Agora, contradições sempre acontecerão. E isso até confirma que não houve nenhuma armação entre os dois para prejudicar ou favorecer quem quer que seja”, disse Figueiredo Basto.

Quanto ao fato de Costa ter dito que mandou Youssef dar R$ 2 milhões para Roseana Sarney em 2010, a pedido do senador Lobão, Youssef diz que é provável que o ex-diretor da Petrobras pode tê-lo confundido com outro doleiro.


4 comentários

  1. sexta-feira, 12 de junho de 2015 – 20:59 hs

    alguem consegue ver respsosta diferente qaundo se trata de doaçoes a campanha politica?TUDOD DENTRO DA LEI E MAIS APROVADO PELO TRE E PONTO FINAL,porque ninguem,quaando digo falo imprenssa nao tem interresse em lutar para que as campanhas sejam feita pelo poder público!

    AI TEM COISA ERRADA,OS PARLAMENTARES NAO QUEREM SOLTA ESTA TETA DE DOAÇOES! NEM NA FORCA ELES VOTAM A FAVOR DE SOMENTE EM FINANCIAMENTO PÜBLICO DE CAMPANHA.

    e a imprenssa porque se cala?

  2. Louise
    sexta-feira, 12 de junho de 2015 – 22:05 hs

    Alguém acha que isso acontecia só em Londrina? Eu tenho certeza que o MP pensa outra coisa!

  3. MANEL BOCUDO
    sábado, 13 de junho de 2015 – 9:17 hs

    E AGORA BARBY ( GLEISI) , EXPLICA AOS ALIADOS DA APP COMO CONSEGUIR VERBAS PARA CAMPANHA, QUEM SABE NA PRÓXIMA DONA MARLEI CONSIGA SE ELEGER A DEPUTADA NA SUA CHAPA.
    AJUDE A COMPANHEIRA COM RECURSOS CONSEGUIDOS JUNTO AS EMPREITEIRAS.

  4. Luiz
    sábado, 13 de junho de 2015 – 19:35 hs

    E o que ela quer se meter na greve dos professores da APP Sindicato, que moral que essa talzinha tem.

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