Sandro diz que Frente combate manobras contra a liberdade de expressão | Fábio Campana

Sandro diz que Frente combate manobras contra a liberdade de expressão

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Nadja Rocha

O presidente da Frente Parlamentar da Comunicação Social (Frecom) da Câmara, deputado federal Sandro Alex (PPS-PR), disse nesta terça-feira que o colegiado está atento às tentativas de ameaça às liberdades de expressão e de imprensa no país. “A Frente estará sempre vigilante na defesa intransigente, inarredável, dos preceitos constitucionais da ampla liberdade de expressão no Brasil”, afirmou.

Ele informou que o colegiado foi criado também para combater a intolerância racial, de gênero e religiosa. A declaração do parlamentar aconteceu na 10ª Conferência Legislativa sobre Liberdade de Expressão, na Câmara dos Deputados. Sandro Alex foi um dos debatedores da palestra “As novas faces da censura e o desafio cotidiano da defesa da liberdade de expressão”.

Durante o pronunciamento, Sandro Alex alertou para os riscos de cerceamento da liberdade de expressão e da censura por meio de propostas como o marco regulatório da mídia, do governos do PT. “Esta Casa precisa do apoio da sociedade para enfrentar mais este desafio. Nunca é demais recordamos os fatos históricos e as mazelas do passado, que ainda são tão recentes em nossa memória”, afirmou o parlamentar, que é radialista em Ponta Grossa (Paraná).

Controle da mídia

Além das transgressões ocorridas durante o golpe de 1964, ele lembrou que, depois da redemocratização, houve algumas tentativas para voltar ao passado. As mais recentes têm acontecido nos governos do PT, inclusive na gestão Lula, quando o então ministro da Comunicação, jornalista Franklin Martins, declarou que o controle da mídia seria implementado de qualquer forma: “no diálogo ou no confronto”.

“Nenhum setor tem o poder de interditar a discussão. Está na agenda. Será feita, ou num clima de entendimento ou de enfrentamento. Ela vai acontecer de qualquer jeito”, disse Sandro Alex, ao reproduzir a fala de Martins.

O ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, em audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia, no início deste mês, também manifestou posicionamento favorável à regulação da mídia, conforme o deputado.

Na avaliação de Sandro Alex, a iniciativa petista faz parte de uma manobra orquestrada, principalmente, pela Venezuela, Argentina e Bolívia de “exterminar o livre exercício de informar mazelas de seus governos”.

“Há toda uma retórica pronta. Aqui dizem que é preciso regular a imprensa golpista. Na Venezuela, o falecido Hugo Chávez dizia que era preciso exterminar o latifúndio midiático. De uma só penada, foram fechadas 34 emissoras privadas de rádio e televisão. Na Argentina, embora o clima de violência seja menos visível, é registrada perseguição a jornais. Recentemente, o presidente boliviano Evo Morales editou uma famigerada lei que reduz em 33 por cento a concessão aos meios de comunicação”, exemplificou Sandro Alex.

Participações

Durante o debate, o jornalista Mauri König, da Gazeta do Povo (PR), relatou as perseguições sofridas por ele e mais três colegas no Paraná. O mediador de debate, Mauro Rech (RBS), disse que o Brasil é o 10º país do mundo mais perigoso para o exercício da profissão de jornalista. Já a professora Maria Cristina Castilho Costa , da Universidade de São Paulo (USP), falou sobre censura e liberdade de expressão no país.


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