Figueiredo Basto orientou delação premiada de Ricardo Pessoa, da UTC | Fábio Campana

Figueiredo Basto orientou delação premiada de Ricardo Pessoa, da UTC

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Trabalho exemplar do advogado Figueiredo Basto orientou a negociação de delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, dono da UTC e da Constran, com a Procuradoria-Geral da República em Brasília.Apontado como líder do cartel de empreiteiras associado ao esquema de corrupção na Petrobras, Pessoa prometeu revelar o que sabe sobre o pagamento de propina para obter contratos na estatal e em outras empresas controladas pelo governo federal. Ele também se comprometeu a pagar multa de R$ 50 milhões, a segunda mais alta entre os delatores da Operação Lava Jato. O maior valor foi pago por um ex-gerente da Petrobras, Pedro Barusco, de US$ 97 milhões, o equivalente a R$ 295 milhões.

Nas negociações para a delação, Pessoa disse que doou R$ 7,5 milhões à campanha da presidente Dilma Rousseff à reeleição por temer ser prejudicado em seus contratos com a Petrobras se não colaborasse com os petistas. Segundo Pessoa, a contribuição foi negociada com o tesoureiro da campanha de Dilma, Edinho Silva, hoje o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República.

A ligação com a campanha de Dilma é o fato mais comprometedor para a presidente que apareceu até agora nas investigações da Operação Lava Jato. Edinho e o PT afirmam que todas as doações recebidas pelo partido foram feitas de acordo com a legislação eleitoral (leia abaixo).

Ricardo Pessoa também citou o ex-ministro e senador Edison Lobão (PMDB-MA) como beneficiário de propina na época em que era o titular do Ministério de Minas e Energia, no primeiro governo de Dilma Rousseff (2011-2014).

O empresário disse aos procuradores que Lobão recebeu R$ 1 milhão para não criar dificuldades na obra da usina nuclear de Angra 3. A usina é feita pela Eletronuclear, estatal subordinada ao ministério que Lobão comandava.

A UTC conquistou um dos contratos da usina nuclear, obra estimada em R$ 2,9 bilhões, em consórcio com Odebrecht, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, também investigadas pela Lava Jato.

PRISÃO

Pessoa ficou preso de 14 de novembro a 29 de abril, quando o Supremo Tribunal Federal o soltou da cadeia e transferiu para prisão domiciliar com tornozeleira eletrônica.

Pessoa e outros dois executivos da Camargo Corrêa que fizeram acordo de delação foram os primeiros investigados a apontar que essa prática de suborno também ocorria em outras empresas públicas que tinham obras tocadas pelas empreiteiras investigadas pela Lava Jato.

O acordo com Pessoa foi fechado em Brasília porque fracassaram as negociações que ele iniciara em janeiro com os procuradores que conduzem as investigações no Paraná, e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, decidiu então fazer outra tentativa.


4 comentários

  1. VERDADE
    quinta-feira, 14 de maio de 2015 – 13:17 hs

    O engraçado dessa delação eh que todos falam e as provas a gente não ve! Cadê?

  2. Sergio Silvestre
    quinta-feira, 14 de maio de 2015 – 14:28 hs

    Esse advogado é que orienta?????????Será que alguem tambem orienta de como delatar,tipo,pode não pode …pode.

  3. luiz saragiotto
    quinta-feira, 14 de maio de 2015 – 14:51 hs

    ORIENTA ELE A ENTREGAR O MOLUSCO BARBUDO

    Se isso acontecer o ALI BABA vai pra cadeia e o Pessoa sai liberado até da tornozeleira.

  4. Juca
    quinta-feira, 14 de maio de 2015 – 16:52 hs

    Calça frouxa você também foi orientado a usar tornozeleira!

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