Dilma defende corte de R$ 78 bilhões após derrotas do ajuste fiscal | Fábio Campana

Dilma defende corte de R$ 78 bilhões após derrotas do ajuste fiscal

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Diante da dificuldade em aprovar as medidas de ajuste fiscal no tamanho esperado, o Ministério da Fazenda defenderá um corte mais profundo no Orçamento da União de 2015, em torno de R$ 78 bilhões, para dar sinais de que o governo está de fato comprometido com as contas públicas. A proposta será discutida amanhã em reunião da presidente Dilma Rousseff com os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante. As informações são do Estadão.

Fontes consultadas pelo Estado argumentam que o sinal de “cortar na carne” do próprio governo é importante, sobretudo após o Congresso ter afrouxado as medidas provisórias de restrição aos benefícios sociais e da aprovação de uma emenda que cria uma alternativa ao fator previdenciário na Câmara.

Até agora, com a desfiguração do pacote no Congresso, o governo deixou de economizar R$ 4 bilhões dos R$ 18 bilhões originalmente previstos. A Fazenda chegou a estudar um corte menor, em torno de R$ 60 bilhões, para não “travar” a máquina federal, mas voltou ao entendimento de que o melhor é fazer “uma tesourada” mais dura neste primeiro momento para reforçar o compromisso com a poupança para o pagamento dos juros da dívida pública – o superávit primário.

À medida em que houver folga de caixa, o governo pode descongelar aos poucos algumas despesas que serão bloqueadas agora. Dever de casa. A decisão final sobre o tamanho do contingenciamento não deve sair neste domingo. A expectativa é de que os ministros saiam da reunião com dever de casa para fazer. Há no governo quem defenda um corte menos rigoroso. Os cenários sob avaliação variam de um bloqueio pouco inferior a R$ 65 bilhões até a retenção de R$ 78 bilhões nos gastos.

Se ficar mesmo nesse intervalo, deve ser o contingenciamento mais rigoroso do governo Dilma em valores nominais. No ano passado, o corte orçamentário chegou a R$ 44 bilhões, já incluídos os R$ 7 bilhões do PAC. Em 2013, o bloqueio total foi de R$ 38 bilhões; em 2012, de R$ 55 bilhões; e em 2011, de R$ 50 bilhões.

Uma fonte da área econômica afirma que para garantir a meta de superávit primário de R$ 66,3 bilhões neste ano, será preciso um “corte de verdade” em custeio da máquina federal e nos investimentos do governo.

Em anos anteriores, os cortes envolveram principalmente gastos com subsídios, pessoal, Previdência Social e benefícios como abono salarial e seguro-desemprego. O Ministério do Planejamento defende um contingenciamento em torno de R$ 65 bilhões. Seria a conta ao mesmo tempo consistente com a meta fiscal de 2015 sem “travar” demais a máquina neste ano.

Com a discussão ainda em andamento, o ministro da Ciência, Tecnologia, Aldo Rebelo, garantiu ontem que o “governo não vai ficar sem orçamento” neste ano. “Nós vamos procurar preservar os programas essenciais, as atividades essenciais, aquelas que não podem sofrer interrupção na sua continuidade”, disse.

Na reunião de amanhã, serão apresentados cálculos da economia que terá que ser feita a mais para compensar as perdas na tramitação, até agora, das medidas de ajuste fiscal. O grupo ainda trabalha para tentar “poupar ao máximo” programas sociais e vitrines do governo, como o Minha Casa Minha Vida, mas já há um entendimento de que o corte deve atingir “todo mundo”.


8 comentários

  1. Palpiteiro
    sábado, 16 de maio de 2015 – 13:41 hs

    Melhor fechar o governo e ir embora. O lulopetismo arrasou o Brasil. Nem 422 de colonização conseguiram espoliar o país como os 12 anos de lulopetismo. Uma peste, uma praga de gafanhotos devoradora de dinheiro público.

  2. Palpiteiro
    sábado, 16 de maio de 2015 – 13:41 hs

    Ops, 322 anos…

  3. Sergio R.
    sábado, 16 de maio de 2015 – 14:13 hs

    Este é o jeitinho petista de governar. Primeiro destrói a economia. Depois os mais necessitados. Bando de incompetentes. É preciso extirpar este câncer do Brasil.

  4. Johan
    sábado, 16 de maio de 2015 – 18:32 hs

    Caro FÁBIO, esse artigo informa uma necessidade premente do país, em controlar suas despesas, contudo desse desgoverno da ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA PETISTA não é possível imaginar que os dirigentes consigam encaminhar um corte adequado e necessário. A presidente DILMA VAGALUME e seus assessores não proporão e nem aceitarão os cortes onde devem ser admitidos, e demonstrando boa vontade de auxiliar esses dirigentes relapsos e despreparados, sugiro o corte na extinção de 20 ministérios, seus anexos e inchaços, bem como corte profundo na folha de pagamento do executivo com a redução de no mínimo 150.000 colaboradores admitidos nos últimos anos para auxiliar nas campanhas políticas e assessorias para contato com a população de baixa renda. Com isso acredito não ser necessário a desmobilização das famílias recebedoras da BOLSA FAMÍLIA, os miseráveis desse desgoverno, e nem os desempregados pela má condução econômica da economia, e nem nos recursos aos produtores que assumiram seus lotes nos assentamentos pelo BRASIL, pois são esses realmente os brasileiros que acreditam nesses dirigentes desqualificados. Defendo a liberdade de opinião, liberdade de imprensa e liberdade de investigação. Apoio a mobilização dos CAMINHONEIROS e redução de R$ 0,50 por litro de diesel, apoio a RENÚNCIA JÁ da DILMA, agora ano poder, para evitar que cometa maiores VEXAMES e VERGONHAS, praticadas contra a sociedade brasileira. Atenciosamente.

  5. Moisés Fróes
    sábado, 16 de maio de 2015 – 23:20 hs

    Só está cortando investimentos.
    Tem que cortar os gastos públicos e diminuir a máquina pública federal.
    Bando de ladrões esses corruptos do PT.

  6. jose marcos
    domingo, 17 de maio de 2015 – 14:06 hs

    No Paraná o ajuste fiscal foi tudinho aprovado.

  7. taderu rocha
    segunda-feira, 18 de maio de 2015 – 10:32 hs

    ROMBO NA PETROBRAS NÓS QUE VAMOS PAGAR COM CERTEZA, REAJA BRASILEIROS…..

  8. Vigilante do Portão
    segunda-feira, 18 de maio de 2015 – 11:59 hs

    Não faz tempo, foi na campanha de 2014, uma certa Senadora, dizia:

    …o governo da Presidenta Dilma…
    -Desonerou a Folha de pagamento, reduzindo tributos;
    -DEU DESCONTO na energia elétrica;
    -Criou XX milhões de empregos…

    A Moça anda SUMIDA,
    Poderia dar uma entrevista, SEM perguntinhas combinadas, como as da RPC. Falo de PERGUNTAS sérias, sem farsa.

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