UTC desiste de Paulo Bernardo | Fábio Campana

UTC desiste de Paulo Bernardo

utc - paulo bernardo

do G1:

A defesa de Ricardo Pessoa, presidente da empreiteira UTC, preso na Operação Lava Jato, decidiu desistir do depoimento do ex-ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Um documento solicitando a retirada do nome de Bernardo do processo foi feito pelo advogado Alberto Toron, nesta segunda-feira (9), mas ainda não foi analisado pela Justiça Federal.

Bernardo tinha depoimento marcado para o dia 5 de março, na Justiça Federal, em Curitiba. Contudo, ele não foi citado oficialmente, pois os oficiais de justiça não conseguiram localizá-lo nos endereços fornecidos pela defesa de Ricardo Pessoa. A mulher do ex-ministro, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) será investigada pelo MPF no âmbito da Operação Lava Jato.

O pedido não especifica as razões que levaram a defesa a desistir do depoimento de Paulo Bernardo. O advogado Alberto Toron, que representa o executivo, foi procurado pelo G1, mas o celular dele estava indisponível.

Pessoa é acusado de ser o mentor de um “clube” de empreiteiras, que combinavam preços de licitações junto à Petrobras. O executivo está preso desde dezembro, quando houve a deflagração da sétima fase da Operação Lava Jato. Desde então, ele permanece na carceragem da Polícia Federal, em Curitiba.

O pedido de oitiva de Paulo Bernardo foi feito quando os advogados apresentaram a defesa prévia do acusado – trâmite processual que antecede as audiências. No entanto, o juiz Sergio Moro havia pedido mais explicações sobre a convocação, para evitar que as testemunhas fossem arroladas “com propósitos meramente abonatórios” e sem conhecimentos de “fatos relevantes para o julgamento”.

Além de Bernardo, a defesa de Pessoa queria ainda como testemunhas os deputados federais deputados federais Arlindo Chinaglia (PT-SP), Paulinho da Força (SD-SP), Jutahy Junior (PSDB-BA), Jorge Tadeu Mutalen (DEM-SP) e Arnaldo Jardim (PPS-SP), além do ministro da Defesa Jacques Wagner.


2 comentários

  1. Juca
    terça-feira, 10 de março de 2015 – 12:15 hs

    É aquilo, como um membro da quadrilha pode servir de testemunha de defesa?

  2. Cajucy Cajuman
    quarta-feira, 11 de março de 2015 – 11:38 hs

    O juiz Sérgio Moro NÃO DEVE aceitar o novo pedido. Pois, estão, pelo jeito, brincando com a Justiça e se utilizando dela para mandar recados aos chefões da gangue. ** Essa é uma maneira de intimidar. Convida um figurão para depor e em cima da hora – por pressão ou sem ela – desconvida e deixa o recado no ar! ** Sérgio Moro deveria ouvir sim Paulo Bernardo, cuja audiência deveria ter acontecido no último dia 5 de março e que estava, providencialmente, em local incerto e não sabido, pois não?

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